O Rio Grande merece isso sim!

Concordo totalmente com o post escrito pelo Marco Aurélio Weissheimer ontem no RS Urgente. O Rio Grande do Sul merece tudo o que está acontecendo. Merece essa podridão que pode ser chamada de qualquer coisa, menos de governo.

Um Estado cuja maioria da população vota em qualquer candidato desde que não seja do PT (que chega a ter status de “satanás” para certas pessoas) não merece um governo decente. Só é uma pena que muitas pessoas que não caem na lenga-lenga da anti-esquerda (nesse caso nem é só o PT, já vejo direitoso com ódio do PSOL e toscamente chamando os membros do partido de “petralhas” – pode???) acabem tendo que pagar pela maioria bovina.

Os direitosos chamam de “petralhas”, “vagabundos”, “desordeiros” quem protesta contra esse (des)governo: como não há argumentos para defender esse desastre – pois o tal de “déficit zero” é uma ficção, o Estado “equilibrou as contas” mas em compensação estão um lixo os serviços públicos como educação e segurança (exceto quando é para matar a saudade da ditadura e reprimir manifestantes) – só resta a eles o caminho do xingamento.

Porém, os mesmos espumavam de ódio durante o governo Olívio, e não hesitavam em atacá-lo por causa da Ford, que se viesse da maneira como estava prevista pelo contrato assinado no (des)governo Britto, com tanto incentivo fiscal (coitadinha da Ford, é pobre, não pode pagar imposto…), teria nefastas consequencias para a economia do Estado – e ainda tem gente que com a maior cara de pau diz que foi o Olívio que quebrou o Estado! Quando o que ele fez foi evitar que a situação ficasse ainda pior.

Por isso, o Rio Grande do Sul “merece isso” sim! E continuará merecendo enquanto existir com força esse sentimento do “anti”. Afinal, Germano Rigotto (PMDB) foi uma mediocridade no Piratini, mas não pior do que Yeda Crusius: muitos eleitores em potencial de Rigotto decidiram votar Yeda no 1º turno de 2006 para tirar o Olívio do 2º turno, e acabaram desclassificando seu próprio candidato; para manterem a coerência raivosa obviamente mantiveram o voto no 2º turno, “contra o Olívio”. E o interessante é que são os mesmos que têm a cara de pau de chamarem ambientalistas de “contra tudo” porque se opõem a descalabros como o Pontal do Estaleiro – esquecendo que os ambientalistas são contra por serem favoráveis a outra proposta, a da preservação da orla do Guaíba.

E já falam em José Fogaça para 2010, um prefeito nulo, que nada fez de importante para a cidade, exceto um camelódromo “nas coxas”, para “mostrar serviço” em ano eleitoral. Ah, mas ele “pacificou” Porto Alegre, “libertou” a cidade da “ditadura” do PT… Tinha me esquecido desse detalhe tão importante.

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6 respostas em “O Rio Grande merece isso sim!

  1. Camarada Rodrigo lamento profundamente esse tipo de abordagem até pq o PT do Sr Weissheimer colaborou, e mto, para a ampliação desse “anti”. Esse senhor já se esqueceu da corrupção no governo Lula? O Brasil merecia isso tb? O pior é q o PT ñ apenas se afundou no mar de lama mas manchou toda a esquerda brasileira q está em crise de credibilidade. Seus arrivistas nos movimentos sociais (incluíndo a direção do MST) têm colaborado para o aprofundamento desse quadro fazendo com q mtos lutadores sociais valorosos enrolem a bandeira e vão para casa.

    Além do mais, o PT gaúcho apoiou o vergonhoso empréstimo do Banco Mundial. Só mto depois q li artigo desse Sr criticando o empréstimo, mas daí já era tarde.

    • Sim, o PT colaborou para aumentar o sentimento do “anti” com as cagadas que fez. Ao aceitar qualquer um que quisesse se filiar, tornando-se assim um partido igual aos outros, começou a surgir o mar de lama que tomamos conhecimento em 2005 com o mensalão.
      Só que não acho que devamos desmerecer o artigo do Weissheimer só porque ele é do PT. Até porque o foco dele é o mesmo de todos os cidadãos que são de esquerda e saíram do PT por causa de tudo o que aconteceu: a corrupção no (des)governo Yeda.
      Se fosse proibido criticar a Yeda por causa de determinada filiação partidária, o mesmo deveria aplicar-se às críticas ao Lula, que vêm tanto da esquerda (como se lê em diversos posts do Cristóvão Feil no Diário Gauche) como na direita. Ainda mais que, apesar de tudo, não se pode dizer que todo petista é “corrupto” – isso é fazer o jogo da direita.

  2. Camarada Rodrigo, ñ desmereci o artigo dele, aliás dei uma lida agora e vi q o centro é o vergonhoso Editorial de ZH.

    Apenas discordo dessa linha do tipo “bem-feito, ñ votaram em nós” ou “bem-feito pq viraram anti”, isso ñ é uma linha decente nem para um intelectual de um partido e nem para um dirigente partidário. O papel destes deve ser buscar os motivos pelos quais sua agremiação se tornou tão repudiada e ñ se limitar a esse “bem-feitismo”.

    Eu sei q nem todo petista é corrupto, aliás minha ruptura com o PT ñ se deu pela corrupção, mas pela traição do programa.

    • Não digo que seja “bem feito, não votaram no PT”, pois ele não era a única opção à esquerda no 1º turno de 2006.
      Mas acho que é bem-feito sim para a maioria dos gaúchos, que caiu nessa lenga-lenga de “qualquer um menos esse!”, ao ponto de elegerem qualquer bosta “desde que não seja do PT” – mas tem de ser de direita, é claro, as outras alternativas de esquerda (PSOL, PSTU etc.) não têm o mesmo apoio da mídia que um Rigotto ou uma Yeda.
      É uma pena que nós, que não votamos nessa corja direitosa, tenhamos de sofrer juntos. Mas como somos minoria…

  3. O “problema” é q o PT criou uma identidade. A maioria das pessoas, por exemplo, ñ sabem de q partido era o Rigotto ou é a Yeda, mas todo mundo sabe q determinado candidato é do PT. A direita nunca quis criar essa identidade, assim fica mais fácil pra eles se apresentarem com roupagem “nova” a cada eleição. A direita tem figuras repudiadas como o Britto, mas ñ partidos, pq ñ criaram/criam essa identidade.

    Era previsto q com o desgaste profundo do PT quem se beneficiaria no curto prazo seria a velha direita já q ele era o setor hegemônico da esquerda e as outras alternativas à esquerda ainda são pqnas, além da legislação eleitoral favorecer os grandes partidos.

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