Camarada verão

O atual verão está sendo até agora o menos massacrante em muitos anos aqui em Porto Alegre. Dá para “contar nos dedos” os dias de “Forno Alegre”: uns na semana passada, outros em janeiro, e o dia da final do Mundial entre Grêmio e Real Madrid (16 de dezembro: no calendário ainda era primavera mas na prática já era verão). De resto, vários dias com calor à tarde – afinal, é verão – mas com um ventinho ao anoitecer para refrescar. Espero que siga assim até seu final: importante falar disso, pois ainda falta mais de um mês para o início do outono.

Claro que não está sendo um verão “frio”, apesar da manhã desta terça-feira ter se assemelhado mais à Páscoa (que por ser no outono muitas vezes registra mínimas amenas e mesmo frias) do que ao Carnaval que está em suas últimas horas. Pois “verão frio” é algo que ao menos em Porto Alegre inexiste: ainda que uma temperatura mínima de 15°C seja baixa para fevereiro, em junho e julho é algo “acima da média” (que oscila entre 9°C e 10°C). Assim como não recordo de alguma vez ter precisado usar jaqueta, blusão de lã e cachecol durante o verão por aqui.

Bem ao contrário de usar bermuda e camiseta no inverno, algo muito mais comum do que parece: apesar da imagem de “Sibéria” associada ao Rio Grande do Sul, nosso frio é “fichinha” em comparação com lugares de inverno realmente rigoroso. Até porque raramente temos longos períodos “de renguear cusco”, o mais comum é a alternância de dias frios com amenos e até mesmo quentes.

E em alguns anos o inverno sequer é digno do nome – algo que muito desagrada a quem, como eu, prefere o frio ao calor. Foi o que aconteceu em 2017.

Mas hoje me senti um pouco “vingado” – sim, eu tenho “espírito de porco”. No Facebook, vi gente que morou a vida toda no Rio Grande do Sul reclamando do “frio” da manhã, mesmo que fossem moderados 15°C. Sentiram (só) um pouco da insatisfação térmica que eu tive nas várias vezes em que no último inverno o termômetro “passou lotado” dos 30°C (média das máximas em janeiro e fevereiro).

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O melhor feriadão do ano

Sim, é o Carnaval. Mas não por conta de “folia” e semelhantes.

E sim pois o feriadão é sempre garantido. Começa na sexta de noite e só termina quarta de manhã. Outras datas às vezes caem sábado ou domingo e assim perdem toda a graça.

Com a vantagem de não ter hipocrisia como no final de ano: não aparece eleitor do Bolsonaro desejando “muita paz e amor”.

Mas também é verdade que o “espírito do Carnaval” é ser exatamente aquilo que eu não sou. Confesso que já tentei, lá em 2001: foi a única vez na minha vida em que fui a um baile de Carnaval. Depois, nunca mais.

Bloco de rua? Tô fora. Imagina se no meio de toda aquela gente recebo um “chamado da natureza” e preciso atendê-lo em um banheiro químico. Só de pensar já me dá náuseas. (Ainda mais com o calor do verão.)

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Tudo bem que essa foto não parece ser de Carnaval, mas acho que me fiz entender.

Muito melhor ficar em casa no ar condicionado, com um monte de coisas mais interessantes a fazer: beber minha cerveja com calma, ler, e em especial no ano de 2018 posso também assistir aos Jogos Olímpicos de Inverno e devo estudar para um concurso que prestarei em abril.

Ser de esquerda não é “voto de pobreza”

Muito antes pelo contrário: é contra a pobreza. É por uma distribuição mais justa de renda – portanto, da riqueza.

Acho hilário – para não dizer tosco – criticar uma pessoa declaradamente de esquerda por ela ter um celular bom, fazer viagens bacanas ou mesmo por assistir determinados esportes.

(Sim, teve gente idiota no Twitter falando de uma suposta “incoerência” que seria uma pessoa ser de esquerda e assistir ao Super Bowl. Mostrando que sequer sabem como funcionam as principais ligas esportivas dos Estados Unidos: ainda que por um propósito bem capitalista – faturar mais – elas possuem mecanismos que evitam um desequilíbrio muito grande na disputa, tornando-as bem mais atraentes do que campeonatos monótonos como o de futebol na Espanha.)

Sem contar que, se uma pessoa que vive com relativo conforto não pode ser de esquerda, pela mesma lógica quem está sempre mal de grana não poderia ser de direita. Mas infelizmente gente do segundo tipo é o que não falta.

Agora é oficial: o Cão Uivador recomeçou

Nas últimas semanas, andei pensando muito em voltar a ter blog. Afinal, ando escrevendo pouco – mesmo que eu participe de algumas publicações no Medium.

Aí me veio a dúvida: começar um novo blog do zero? Dar continuidade a um que criei no mesmo dia em que encerrei as atividades do Cão Uivador em 25 de maio de 2015? Ou “ressuscitar” o Cão?

Uma olhada nas estatísticas sepultou a dúvida: mesmo que inativo há quase três anos, o Cão ainda tem alguma audiência, por incrível que pareça. Buscas no Google ainda trazem gente para cá.

Por isso, anuncio: o Cão está de volta. Agora é para ficar?

Certamente não voltarei ao ritmo de postagens que tinha de 2007 a 2013. Nem poderia prometer isso, visto que os dois próximos meses reservam bastante estudo para um concurso. Mas acho legal ter um espaço para escrever rápidas reflexões – e não, definitivamente não é o Facebook tal espaço.


Embora não curta Roberto Carlos, foi impossível não lembrar da música dele que compartilhei lá no começo…

E também não deixarei de escrever nas publicações que participo no Medium. A volta do Cão servirá apenas para tentar escrever com mais frequência.

Agora é oficial: o Cão Uivador acabou

Mais de uma vez escrevi o “texto de despedida” aqui deste espaço, mas “na hora H” não publiquei. Achei que era preciso retomar o blog, etecétera e etecétera.

Porém, depois de tão poucas atualizações, chego à conclusão de que mantê-lo perdeu o sentido. Aquele velho Cão Uivador, surgido lá em 2007, na verdade acabou faz tempo.

A primeira crise foi no começo de 2014. Cheguei a falar em deixar de escrever, mas no fim retomei a “labuta”, inclusive adquirindo domínio próprio, o que poderia marcar o reinício do blog.

Porém, veio 2015 e a falta de motivação para escrever aumentou. Em março, cheguei a escrever (pra variar…) o texto de despedida, mas ironicamente foi um lembrete do Facebook de que há 76 dias eu nada postava na página criada para o blog o motivador para eu voltar a escrever. Passaram-se dois meses e apenas mais dois textos foram publicados, além deste.

Não abandonarei a blogosfera. Na real, apenas me atualizo aos novos tempos.

Hoje em dia a maioria dos blogs perdeu a importância que já teve. A grande maioria das pessoas tem “preguiça” de ler “textão”, principalmente se não for no Facebook.

Mas, como tenho esperança (mais que isso, certeza) de que um dia o Facebook acabará, acho bom ter um espaço para publicar minhas reflexões – por mais curtas que sejam. E, como digo, o Cão perdeu o sentido, então acho mais válido ter um blog vinculado ao meu próprio nome. Afinal, a ideia é que seja um espaço realmente pessoal – embora o Cão já o fosse.

Domínio próprio? Por enquanto, não. Talvez um dia, quando as pessoas voltarem a não ter preguiça de ler “textão”.

Eduardo Galeano: PRESENTE!

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“Agora não somos mais aquele pequeno ponto no mapa do mundo”. Este comentário, do dirigente uruguaio Atilio Narancio, foi feito após a seleção de futebol do Uruguai conquistar sua segunda medalha de ouro olímpica, em 1928. Não foi por acaso que o país foi escolhido pela FIFA para sediar a primeira Copa do Mundo de futebol, dois anos depois.

O comentário de Narancio foi citado na crônica “O segundo descobrimento da América”, do excelente “Futebol ao Sol e à Sombra”, publicado em 1995 por Eduardo Galeano. Foi este o primeiro livro dele que li, adquirido em uma banca na Feira do Livro de Porto Alegre, vários anos atrás. Antes mesmo de seu clássico “As Veias Abertas da América Latina”.

Galeano era um grande cronista, e também um apaixonado por futebol. Como ele mesmo se definiu, “um mendigo do bom futebol”. Mas ainda que procurasse ser o mais imparcial possível em suas crônicas, jamais abriu mão de seu lado torcedor (que é, afinal, o que leva qualquer pessoa a gostar de futebol). Confessa que, como torcedor do Nacional, fez o possível para odiar os grandes jogadores do arquirrival Peñarol (não conseguiu). E também “alentava” à grande Celeste Olímpica, que “colocou o Uruguai no mapa do mundo” na década de 1920.

Não me esqueço de uma matéria, publicada na Zero Hora se não me engano, do dia em que o Uruguai enfrentaria a Holanda pela semifinal da Copa de 2010: uma das fotos que a ilustrava mostrava a porta da casa de Galeano com um cartaz onde se lia “cerrado por fútbol”. O que me faz lembrar mais um trecho daquela mesma crônica citada dois parágrafos atrás:

A paixão futebolística dos uruguaios vem daquele passado longínquo e suas raízes fundas ainda estão à vista: cada vez que a seleção nacional joga uma partida, seja com quem for, corta-se a respiração do país e calam a boca os políticos, os cantores e os charlatães de feira, os amantes interrompem seus amores e as moscas param o vôo.

Naquele dia, a Celeste Olímpica voltava a disputar uma semifinal de Copa do Mundo após 40 anos. Perdeu, mas não se entregou até o último minuto de jogo. Depois de tanto tempo, os uruguaios voltavam a sentir verdadeiro orgulho de sua seleção, que fazia jus a sua vitoriosa tradição.

Mas, ainda assim, isso não significava que o Uruguai voltava a figurar no mapa do mundo. Pois um país que produz alguém como Eduardo Galeano de forma alguma passaria despercebido.

Hoje em dia o Uruguai está um tanto “na moda”, muito por conta de outra grande personalidade que também merece toda a admiração: José Mujica. Aliás, tem muita gente que se diz fã do Pepe mas fala cada direitice que, felizmente, ele não escuta, pois se ouvisse perigaria morrer de desgosto…

Só que antes do Pepe ser eleito eu já sentia grande carinho e simpatia por nosso vizinho do sul, e inclusive já tinha esta camiseta aí da foto (que, inclusive, visto no momento em que escrevo estas linhas). Muito disso se devia a meu próprio parentesco: minha avó paterna é filha de uruguaios e nasceu bem próxima à fronteira. Mas descobrir o talento de Eduardo Galeano, cuja prosa era também poesia, me fez gostar ainda mais deste pequeno grande país chamado Uruguai.

¡Gracias, Eduardo!

Sobre a liberdade de expressão e seus limites

Escrevo estas linhas baseado no que o Igor Natusch publicou no Facebook ontem. Para facilitar e também para dar menos menos lucro ao Zuckerberg, vou “piratear” o texto do Igor (mas se ainda assim você quiser ler “na fonte”, clique):

Vou ser ‪#‎polêmico‬: eu discordo do Safatle. Não acho que pedir ditadura nas ruas seja (ou deva ser) um crime. É estúpido, lamentável, tosco, obtuso, um sinal claríssimo de indigência mental e desconhecimento político básico. Mas crime, propriamente, não acho que seja. É uma ideia extremamente condenável, mas ainda assim é uma ideia, que pode ser combatida no terreno das ideias. Precisa colocar ninguém no xilindró não.

Para mim o limite possível é discurso de ódio. Não dá para aceitar, dentro dos limites da liberdade de expressão, um nazista e/ou racista pregando a morte ou extinção de grupos ou etnias. Uma pessoa que pede intervenção militar, bem, eu acho horrendamente equivocada e possivelmente com desvio de caráter. Mas não está cometendo, penso eu, um crime. Se alguma interpretação da Constituição dá margem para jogar essa pessoa na cadeia, eu me reservo o direito de discordar e esperar que esse ponto seja revisto.

O tema é complicado, claro. Há uma série de desdobramentos possíveis, em termos de argumento e de pensamento. Mas eu acho que a restrição de liberdade deve ser exceção, jamais a regra. Então que falem besteira, que sejam contestados e ridicularizados, mas sem colocar tribunal no meio. A gente precisa confiar um pouco mais na força de nossos princípios e das nossas ideias.

Quando li isso, no intervalo do trabalho e via celular, percebi que não teria como fazer um comentário à altura. Pois concordo com algumas coisas que o Igor disse e discordo de outras. Prometi este texto.

Sobre a concordância, é quanto ao direito de alguém achar que nos tempos da ditadura era melhor. Trata-se de mera opinião – que considero tremendamente equivocada (há inúmeros mitos sobre aquela época maldita, de alguns deles eu falo aqui), mas que ainda assim se situa no terreno da opinião. Sem contar que em muitos casos a concepção de determinado regime como democrático ou não depende muito da ideologia da pessoa: dificilmente uma pessoa de direita, daquelas que acredita piamente que o golpe de 1964 “salvou o Brasil de uma ditadura comunista”, não chama o falecido ex-presidente venezuelano Hugo Chávez de “ditador” mesmo que ele tenha permanecido no poder por 14 anos mediante eleições livres e de lisura atestada por observadores de vários países. Assim como há quem consiga dizer que vivemos em uma “ditadura petista”, mesmo que tendo ampla liberdade para dizer isso estando no Brasil.

Agora, a minha discordância é quanto aos pedidos de “intervenção militar constitucional”.

Claro que falar “intervenção militar constitucional” (ou, como alguns “gênios” escreveram, constitutional military intervention already) demonstra que a pessoa simplesmente não conhece o texto constitucional. Em nenhum capítulo, nenhum artigo, nenhum parágrafo sequer, a Constituição autoriza as Forças Armadas a derrubarem o governo. Ao contrário, o artigo 142 deixa bem claro que os militares encontram-se sob a autoridade suprema da Presidência da República: alguém acredita que Dilma ligaria para os chefes militares pedindo a sua própria deposição?

Mas, felizmente, ignorância não é crime. É coisa feia, mas ninguém precisa ir parar na cadeia por conta disso. Melhor ir estudar noções básicas de legislação (aliás, estas deveriam ser ensinadas nas escolas, para as pessoas conhecerem melhor seus direitos e deveres).

O problema é ir para a rua e pedir golpe militar (vamos chamar as coisas pelo que elas são).

Quando se pede um golpe militar, se está pregando abertamente a quebra da ordem constitucional. Ou seja, trata-se de apologia a um crime, à violação da lei máxima do país. Assim como não se pode sair por aí defendendo o assassinato de qualquer pessoa que seja. Logo, não defendo a criminalização de tais atos, pois isso (em minha visão leiga) já configura crime.


“Ah, mas a ditadura matou, torturou, como pode alguém achar aquilo bom?”, você pode me perguntar, com toda a razão. Simples: a imensa maioria das pessoas não tem conhecimento do que aconteceu no Brasil durante aquele triste período – e, como eu disse mais acima, ignorância não é crime. É fruto da má qualidade do nosso sistema de ensino, que estimula a gurizada a apenas “decorar a matéria para a prova”, sem incentivá-la a buscar mais conhecimento. Assim, os conteúdos ministrados nas aulas de História literalmente “entram por um ouvido e saem pelo outro”: a maioria apenas “estuda para a prova” e depois nunca mais quer saber “daquelas coisas de um tempo em que eu nem era nascido”; se prestassem mais atenção àquele conteúdo, saberiam que achar aquela época melhor do que hoje significa desprezar totalmente os direitos humanos e defender um regime que poderia muito bem por até mesmo suas vidas em risco (para tal bastaria manifestar alguma opinião que não agradasse muito aos donos do poder).

Mas também há quem ache que a ditadura “foi branda” e “deveria ter matado mais”. Bom, aí temos discurso de ódio e isso é crime, da mesma forma que defender golpe militar. Que se aplique a lei.

76 dias depois

Dias atrás, escrevi o texto que seria o último do Cão Uivador. Estava decidido a encerrar em definitivo as atividades do blog, de atualizações cada vez mais irregulares. Afinal, nos últimos tempos as pessoas, de forma geral, andam preguiçosas. Não leem textos longos na internet, não clicam em links que levem para longe do Facebook, acreditam em qualquer meme idiota que seja chamativo… Não é de surpreender a praga dos boatos.

cão uivador

Então, ao abrir o Facebook (sempre ele…) no começo da noite de hoje, vi a mensagem acima. E tive noção do tempo que deixei o blog parado. Antes disso, o máximo tinha sido em torno de 20 dias. Nunca passara de um mês. Mas agora já eram dois e meio.

Então tive a ideia de… Postar a imagem aqui. Afinal, é o lugar ao qual ela se refere. Foi a motivação para voltar a atualizar o blog.

Larguei de mão, ao menos temporariamente, a ideia de encerrar o Cão. Mas não prometo mais atualizações “de tantos em tantos dias”: antigamente eu sempre procurava evitar que ele ficasse mais de quatro dias sem novas postagens. Agora vou escrever só quando estiver a fim.

Mas algo que preciso definir logo, é quanto ao endereço dele. Em maio do ano passado adquiri o domínio caouivador.com pelo período de um ano, pagando US$ 26 por isso. Agora tenho até o dia 22 de abril para decidir se renovo por mais um ano ou não. Por enquanto, não acho que valha a pena pagar mais US$ 26 – ainda mais com a cotação do dólar em alta.

O Cão em 2014

Terminou 2014, que em termos de atualizações foi disparado o pior ano da história do Cão. E a tendência não é melhorar.

O que acontece é muito simples: hoje em dia, o Facebook rouba audiência de tudo. Infelizmente, as pessoas se tornaram extremamente preguiçosas: para não poucas, navegar na internet tornou-se sinônimo de acessar a rede de Zuckerberg, e com isso não clicam em links que as levem para fora do Facebook. Consequentemente, um texto será mais lido se for postado diretamente no FB (e, principalmente, se for curto – não esqueçam da preguiça reinante) do que se for publicado em um blog meio desconhecido (caso deste) com link para quem navega no Facebook clicar.

Óbvio que acho isso uma bosta, e não simplesmente porque meu blog perdeu a pouca relevância que já teve. O Clube do Hardware publicou um editorial que explica muito bem o quão problemática é essa situação: quem investe na internet depende, fundamentalmente, de audiência para que seu negócio prospere. Nem toda página é comercialmente viável (e às vezes o “investimento” não é em busca de retorno financeiro, para o meu blog basta que os textos sejam lidos e comentados, de maneira a serem relevantes), mas com o Facebook tornando-se sinônimo de “internet” para muitas pessoas, importantes endereços da web estão sofrendo prejuízos: com menos audiência, os banners de publicidade têm menos visualizações e também menos cliques; com isso, anunciar na internet torna-se menos atrativo para as empresas que anos atrás o fariam sem pestanejar.

Mas o prejuízo não é só para quem investe na internet, é também para todos os que navegam pela rede. Como o próprio editorial do Clube do Hardware lembra, hoje em dia quando temos dúvidas sobre algum assunto simplesmente perguntamos no Facebook, quando “antigamente” (ou seja, uns cinco anos atrás) buscávamos páginas e fóruns especializados no assunto. O que isso quer dizer é: a qualidade da informação que recebemos também caiu muito, pois não sabemos se a fonte é alguém que realmente entende do assunto ou se é apenas alguma pessoa metida a dar palpites sobre tudo.

“O Cão Uivador vai acabar?”, alguém pode perguntar. A resposta é não. De maneira alguma acabarei com o blog, por dois motivos. O primeiro, é que acho bom ter um espaço meu para publicar o que escrevo (mesmo que eu mesmo acabe “pirateando” o texto para o Facebook). Já o segundo, é uma esperança: um dia o FB há de se acabar, tal qual o Orkut (aliás, deixou saudades). E o Cão seguirá.

Bom, agora chega de “mimimi” e vamos ao relatório.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 8.100 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 7 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo