Ser de esquerda não é “voto de pobreza”

Muito antes pelo contrário: é contra a pobreza. É por uma distribuição mais justa de renda – portanto, da riqueza.

Acho hilário – para não dizer tosco – criticar uma pessoa declaradamente de esquerda por ela ter um celular bom, fazer viagens bacanas ou mesmo por assistir determinados esportes.

(Sim, teve gente idiota no Twitter falando de uma suposta “incoerência” que seria uma pessoa ser de esquerda e assistir ao Super Bowl. Mostrando que sequer sabem como funcionam as principais ligas esportivas dos Estados Unidos: ainda que por um propósito bem capitalista – faturar mais – elas possuem mecanismos que evitam um desequilíbrio muito grande na disputa, tornando-as bem mais atraentes do que campeonatos monótonos como o de futebol na Espanha.)

Sem contar que, se uma pessoa que vive com relativo conforto não pode ser de esquerda, pela mesma lógica quem está sempre mal de grana não poderia ser de direita. Mas infelizmente gente do segundo tipo é o que não falta.

Anúncios

Agora é oficial: o Cão Uivador recomeçou

Nas últimas semanas, andei pensando muito em voltar a ter blog. Afinal, ando escrevendo pouco – mesmo que eu participe de algumas publicações no Medium.

Aí me veio a dúvida: começar um novo blog do zero? Dar continuidade a um que criei no mesmo dia em que encerrei as atividades do Cão Uivador em 25 de maio de 2015? Ou “ressuscitar” o Cão?

Uma olhada nas estatísticas sepultou a dúvida: mesmo que inativo há quase três anos, o Cão ainda tem alguma audiência, por incrível que pareça. Buscas no Google ainda trazem gente para cá.

Por isso, anuncio: o Cão está de volta. Agora é para ficar?

Certamente não voltarei ao ritmo de postagens que tinha de 2007 a 2013. Nem poderia prometer isso, visto que os dois próximos meses reservam bastante estudo para um concurso. Mas acho legal ter um espaço para escrever rápidas reflexões – e não, definitivamente não é o Facebook tal espaço.


Embora não curta Roberto Carlos, foi impossível não lembrar da música dele que compartilhei lá no começo…

E também não deixarei de escrever nas publicações que participo no Medium. A volta do Cão servirá apenas para tentar escrever com mais frequência.

Agora, vai?

Retomei o blog em fevereiro deste ano, só que pouco tempo depois parei. Agora me deu vontade de passar a usá-lo no lugar do Medium – como fazia até meados de 2015 – mas percebi que é mais vantajoso fazer como naquele período de “retomada”: escrever aqui e não postar link em lugar nenhum, para me sentir mais livre, sem a exposição causada pelo Facebook. E assim mantenho o Medium para “assuntos relevantes” – o que não tem acontecido ultimamente, meu último texto por lá é do começo de junho.

Aconteceram algumas mudanças nesse tempo. Uma delas foi justamente aqui no WordPress: infelizmente não tem mais a opção “justificado” no alinhamento do texto. Tive de fazer uma “enjambração”, usando o código HTML e criando vários “parágrafos” só com a letra “a” para escrever cada parágrafo em cima mantendo o alinhamento que quero. Depois, no final, é só deletar os “parágrafos” com “a” que sobrarem.

Outra mudança foi a de endereço. Depois de dez meses morando com a minha mãe após o retorno de Ijuí, voltei a viver sozinho – o que não quer dizer 100% do tempo a sós.

Em abril, voltei a ser sócio do Grêmio após quatro anos. Está valendo a pena, dados os bons resultados e, principalmente, o grande futebol apresentado pelo Tricolor neste ano de 2017. Ficou difícil ganhar o Brasileirão, mas na Copa do Brasil e na Libertadores vejo o Grêmio como candidatíssimo a ser campeão.

Por fim, espero que o “efeito novidade” (ainda que tal blog seja tudo, menos “novidade” me motive a escrever com mais regularidade. E quem sabe assim não sai logo algum “texto relevante” para o Medium…

Inédito: a mudança de horário me afetou

Celebrei o fim do horário de verão, apesar de gostar dele, pois significa que o outono está no horizonte. Sim, isso é algo bom.

Porém, não contava com algo diferente em 2017 em relação a anos anteriores: no primeiro dia útil após a mudança do horário eu trabalhei até pouco depois das 19h. E senti bastante a diferença, ao contrário de anos anteriores quando em tal horário já estava em casa ouvindo a Voz do Brasil (é sério).

Afinal, sexta-feira saí no mesmo horário. Fazia muito calor e tinha sol.

Por sua vez, na segunda-feira só tinha o calorão. O sol há muito já tinha ido.


Em compensação, até hoje nunca tive problemas com a entrada do horário de verão – que é quando acontece a maior parte do “mimimi”. Embora seja bem verdade que quando começou o “finado” horário de verão 2016/17 eu não saia do trabalho às 19h em nenhum dia, mas sim por volta das 18h todos os dias: em outubro tal hora já tem sol mesmo que vigore o horário normal.

Verão: o horário já foi

Curto bastante o horário de verão. Acho muito agradável andar na rua às 8 da “noite” com céu ainda claro, o relógio adiantado permite aproveitar mais a luz solar. Fora que nunca tive problemas para me adaptar ao horário, e não entendo quem fica todo esse tempo de “mimimi”: a média para se acostumar é algo em torno de uma semana (reconheço que sou um privilegiado pois em questão de dois ou três dias estou bem habituado), logo quem depois desse tempo ainda não se ajustou deveria é procurar orientação médica ao invés de ficar reclamando no Facebook.

Por outro lado, também adoro quando acaba o horário de verão, numa aparente contradição. Mas que se explica facilmente: me acostumo muito facilmente com a hora adiantada, enquanto ao verão faz 35 anos que não me adapto. E o fim do horário de verão, mesmo com todo esse calor, é um sinal de que já é possível vislumbrar o outono no horizonte.

Faltam 29 dias.

Não derreti com o calor

Até porque nem está tão quente assim, o problema é a umidade elevada. A previsão de “onda de calor” para os próximos dias chega a me fazer rir, pois não há prognóstico de três semanas com temperaturas beirando os 40°C como aconteceu em 2014 – naquela época eu já celebrava quando não passava dos 35°C.

Mas ainda assim, não vejo a hora que chegue o outono. Faltam “só” 30 dias para o início oficial – o início “de verdade”, que é quando a temperatura cai, leva mais um tempo.

Que venha logo.

Facebook, ou “problematizódromo”

Sábado, enfim, saiu um texto meu no Medium. Foi publicado na TRENDR, onde sou colaborador eventual (uma média de dois textos por mês). Falei sobre o Super Bowl – obviamente não sobre o jogo em si, que sequer assisti, mas sim sobre as “problematizações” que rolaram no Facebook.

Não sou contra “problematizações”, e dentre os assuntos que podem ser problematizados encontra-se, inclusive, o Super Bowl. O problema é a maneira como elas costumam ser feitas no Facebook: bastante “capengas”, com análises simplórias e uso de muitos chavões – coisas típicas de quem não sabe lá muito sobre o assunto mas que se sente na obrigação de ter opinião. O que poderia (ou melhor, deveria) ser assunto sério fica parecendo discurso de chapa que concorre ao DCE.

São coisas assim que irritam demais no Facebook. E pensar que foi graças a ele que a “blogosfera” (tão importante em episódios como a eleição de 2010, por exemplo) acabou minguando…

Do Twitter ao blog

O Twitter tem muitas vantagens em relação ao Facebook. Não é tão repleto de “cagadores de regra”, dá maior liberdade de ignorar idiotas que só aparecem para provocar, e o principal: não é uma rede “de amigos”, mas sim de “seguidores”. Tenho muitos “amigos” que não sigo no Twitter e vice-versa, mas no Facebook lá estão…

Só que o Twitter tem um problema: limite de 140 caracteres. Com isso, o que se quer dizer acaba ficando “quebrado” em vários “tweets”. Embora ainda seja a rede ideal para “xingar muito”, em especial a galera chata do Facebook.

Nesse aspecto, o blog tem uma vantagem: poder escrever mais. E como não estou divulgando os links no Facebook, me dá uma liberdade bem maior.

De repente faço isso no próximo texto. Agora não, pois estou com sono (sim, madrugada de sábado e vou dormir cedo, mas foda-se).

Primeira “falha” na retomada

Vinha postando diariamente, até que na quarta nada saiu…

Motivo: finalmente estou conseguindo escrever um “texto relevante” para o Medium – conforme tinha decidido semana passada.

Acho que nesta quinta finalmente “vai ao ar”.

Nova profissão: comentarista de velório

Está um saco essa onda de “mimimi” sobre o velório de Marisa Letícia. Galera reclamando que Lula “fez discurso político”. Gente que desejou a morte dela agora fica dizendo que foi “desrespeito”.

Ora, mas vão se catar!

E aviso: no meu velório também vou querer discurso político. De esquerda, é óbvio. Pois se alguém se atrever a falar direitices eu juro que volto do além para lhe fazer umas visitinhas… De preferência no meio da madrugada.