Distintivo do Xavante nos órgãos públicos de Pelotas, JÁ!

Pense bem se isso não é justo.

Segundo uma imagem postada, se não me engano, pela Niara no Facebook, 80% da população de Pelotas torce pelo Brasil. Ou seja, é uma enorme proporção de xavantes na cidade.

Se a informação realmente é correta, não sei. Mas, se confirmada, é um bom argumento em favor de, por conta desta maioria esmagadora, os órgãos públicos municipais de Pelotas passarem a ter, em suas paredes, o distintivo do Xavante.

“Mas o Estado tem de ser neutro, não pode ter clube!”, dirá alguém, se achando o dono da razão. Ora, mas por que isso impede que a prefeitura de Pelotas, por exemplo, ostente o distintivo que representa a paixão de 80% da população do município?

Afinal, vários órgãos públicos têm crucifixos nas paredes mesmo que o Estado seja laico, ou seja, neutro em termos religiosos.

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Correção

No último dia 18, postei aqui sobre o jogo Grêmio x Brasil de Pelotas. Falei sobre a “outra Geral”, que se reuniu atrás da goleira da Carlos Barbosa.

Por engano, eu disse que se tratava de uma dissidência, que resolvera migrar em “protesto contra o protesto”, já que a Geral não havia levado instrumentos e faixas para o jogo devido à nova política da direção do Grêmio em relação às torcidas organizadas.

Porém, quarta-feira o Hélio me corrigiu enquanto esperávamos o jogo Grêmio x Universidad de Chile: a “migração” durante Grêmio x Brasil-Pel se deveu a nosso ídolo Danrlei, hoje no Xavante. No segundo tempo da partida – quando se formou a “outra Geral” – o goleiro defendia na goleira da Carlos Barbosa, e boa parte da Geral decidiu acompanhá-lo.

Enfim, desculpem a minha falha.

Torcidas deram espetáculo

Logo que o Brasil de Pelotas anunciou a contratação do goleiro Danrlei, eu decidi que de jeito nenhum deixaria de ir ao jogo do Grêmio contra o Brasil no Olímpico. A partida era para ter sido realizada em 29 de janeiro, mas devido à tragédia de duas semanas antes, o Xavante só estreou no Gauchão no início de fevereiro, e o jogo com o Grêmio foi remarcado para a noite passada.

Imaginei que o momento máximo do jogo – além dos gols que acontecessem, é claro – seria a entrada de Danrlei em campo. Mas Grêmio x Brasil-Pel teve mais.

Nos últimos jogos, a Geral resolveu fazer um protesto pelo fato da direção do Grêmio não dar mais subsídio às torcidas organizadas. Não levaram as faixas e os instrumentos musicais. Mas um grupo de torcedores discordantes das lideranças da Geral passou a se reunir no lado oposto, atrás da goleira da Carlos Barbosa.

No jogo de ontem, os dissidentes estavam presentes, com suas faixas. Era um grupo muito pequeno, mas que cantava bastante, bem mais animado do que a Geral “oficial”. Resultado: ao longo do jogo, vários torcedores deixaram o espaço da Geral (atrás da goleira da Cascatinha) e se dirigiram ao outro lado, para cantar junto com a “outra Geral”. Detalhe: este grupo – que no segundo tempo tornou-se significativo – ficou em local abaixo da torcida do Brasil, que estava no anel superior. A Brigada Militar reforçou o efetivo, mas não precisou trabalhar. As duas torcidas deram um belo espetáculo.