Ah, se o Guaíba fosse limpo…

Minha mãe esteve por nove dias em Campo Grande. E ela não sofreu com o calor em nenhum dia na capital sul-mato-grossense.

Ou seja, acho que o problema é de Porto Alegre mesmo… Aliás, só pode ser, porque no auge da onda de calor de janeiro de 2006, fui a uma formatura em Uruguaiana, considerada a cidade mais quente do Rio Grande do Sul, mas não sofri tanto, mesmo com temperaturas superiores às de Porto Alegre. Tudo porque o tempo por lá andava muito seco, com baixa umidade.

Pelo pouco conhecimento que tenho de Geografia, sei que a presença de grandes massas de água impede uma maior amplitude térmica – o que explica o fato de Uruguaiana registrar 40°C ou até mais no verão, e frio abaixo de zero no inverno: fica bem longe do mar. Em compensação, a praia é sempre mais agradável no verão.

Se Porto Alegre não tem mar, tem o Guaíba. O problema é que pelo visto ele não é grande o suficiente para fazer com que o calor por aqui diminua, então só nos fornece muita umidade.

Mas ele poderia nos propiciar um refresco nesses dias escaldantes se não fosse poluído na maior parte de sua extensão, o que torna um banho em suas águas algo arriscado. Pena que quando se fala em “revitalizar a orla do Guaíba” em Porto Alegre, alguns com poder de decisão entendem “construir espigões residenciais” (que além de esquentarem a cidade, poluem muito mais as águas, pois residências produzem “pipi” e “cocô” – não quis ser “desbocado”). Despoluir o Guaíba, que é bom…