Eleição para o DCE da UFRGS: esquerda insiste na divisão

Ano passado, comentei aqui no Cão sobre a divisão da esquerda na eleição para o DCE da UFRGS. Afirmava que era um perigo tal divisão, enquanto a direita estava unida para uma eleição em um só turno, em que a chapa mais votada, mesmo que com apenas 30% de votos, vence.

Um ano se passou, e a situação é a mesma. Há três chapas de esquerda, desunidas devido a discordâncias, muitas vezes de ordem partidária, que deveriam ser deixadas para debate após a eleição. A direita continua lá, unida e com seu papinho de “despartidarizar o DCE”: concordo que o DCE deva atender aos interesses dos estudantes e não de determinados partidos, o problema é que esse papo de “despartidarização” não me engana, cheira mais à “despolitização”, o que a direita adora, por assim ter maiores chances de sucesso eleitoral, diante de uma sociedade que nada contesta.

Provavelmente votarei na Chapa 2, que aparentemente tem o maior número de apoiadores – sendo assim, maior chance de deter a 3, da direita. Mas com receio. Ano passado defendi que as divergências fossem esquecidas (pelo menos na eleição) e se formasse uma só chapa de esquerda, unida pelas concordâncias, devido ao risco de, mais cedo ou mais tarde, com a esquerda dividida, o DCE cair nas mãos da direita. Espero que não seja agora.