A “vida moderna” é uma fábrica de estresse

Quem nunca teve um dia terrível? Eu já tive vários, e já cheguei mesmo à ter “explosões” de raiva: quem me conhece e acha que sou “quieto”, experimente me irritar profundamente em um dia no qual não acordei de bom humor…

Situações estressantes são a coisa mais normal da chamada “vida moderna”. Um “abacaxi” no trabalho, problemas familiares, falta de dinheiro, ônibus lotado, trânsito caótico etc. “Anormal” é quem consegue manter a calma em momentos como esses.

Também somos extremamente cobrados para nos enquadrarmos em diversos padrões, a fazermos determinadas coisas que são consideradas “o certo”. Ser aprovado no colégio, passar no vestibular, namorar, se formar, arrumar um emprego, ficar de bom humor no trabalho mesmo após uma péssima noite de sono, casar, comprar casa e carro, ter filhos etc. Pode-se muito bem acrescentar mais itens à lista que forma o roteiro de uma “pessoa comum”. São regras que não estão escritas, e por isso bem mais eficazes: a maioria das pessoas não percebe que são arbitrariedades, que não têm obrigação nenhuma de segui-las.

Cobranças de todos os lados nos estressam, caso as levemos muito a sério. Se quisermos então seguir à risca o roteiro da “pessoa comum”, a tendência é um estresse ainda maior, pois nós mesmos nos cobraremos.

É sempre bom ter algo que sirva como “válvula de escape” para o estresse do cotidiano. Pode ser um jogo eletrônico, atividades físicas, uma cervejinha no bar… Aliviar a tensão ajuda a não “explodirmos” de raiva, muitas vezes agredindo quem nada tem a ver com nossa irritação.

O grande problema é que também somos cobrados a jamais demonstrarmos nossas fraquezas, visto que isso é considerado “coisa de fracassado”. Como se fosse possível existir alguém que não tem nenhum problema na vida. Porém, muita gente embarca nessa canoa furada, e não fala sobre suas aflições com ninguém. Assim a tensão não é aliviada conscientemente, e o resultado é que nosso inconsciente passa a agir: desta forma, acabamos tendo atitudes que não teríamos normalmente.

Sem contar os prejuízos à saúde. Afinal, o estresse nos debilita, baixa nossa imunidade, nos deixando mais propenso a doenças, principalmente as cardiovasculares.

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A decisão de escrever sobre este assunto veio semana passada, depois de descobrir que sofro de bruxismo – ato de ranger os dentes durante o sono e que é causado justamente por estresse. Pois é, guardei demais os problemas só para mim, e minha boca começou a “pagar o pato”… Inclusive, já “consegui” perder um pedacinho de um dente por conta disso.

Blog em processo de fusão

E não é com outro blog. É fenômeno físico mesmo: derretimento.

Com esse calor desgraçado em Porto Alegre, não consigo pensar direito. Pior que tinha um post interessante para terminar e publicar hoje, mas simplesmente não conseguia me concentrar (sem contar que o WordPress anda mais lento que o trânsito dessa cidade infernal). A única coisa que me lembrava era do que sofri na tarde de hoje, e percebia que ainda tem a tarde de amanhã, de quarta, e muitas outras até meu adorado 20 de março.

Assim, espero retomar o ritmo normal na quarta, caso caia a tão desejada chuva. Ou, quando me acostumar com esse tormento… Tudo isso, claro, pressupondo que eu não encarnarei o personagem de Michael Douglas no filme “Um Dia de Fúria” (1993).

Ah, e antes de qualquer coisa: prefiro ser “rabugento” do que fingir felicidade com esse tempo insuportável!

Constatação

Alguns cientistas dizem que o verão deixa as pessoas mais felizes, e o inverno deprime.

Logo, das duas, uma: ou esses cientistas são comprados pela indústria de sorvetes, ou Forno Alegre tem um verão digno do filme “Um Dia de Fúria”.