Trollado pelo colírio

Sentindo um incômodo nos olhos nos últimos dias, ontem fui ao oftalmologista já pensando em uma provável conjuntivite (só restaria saber de qual tipo). A probabilidade tornou-se uma certeza quando o médico deu o diagnóstico – com a informação de que era bacteriana. Assim, me receitou um colírio antibiótico.

Em 30 anos de vida, nunca precisara usar colírio. Ainda assim, achei que não teria maiores dificuldades. Só achei: já devo ter desperdiçado uma quantidade considerável do líquido, dado o tamanhinho do frasco. Só depois decidi fazer o que já tinha de ter feito: consultar o Google (quem nunca precisou de colírio e está rindo ao imaginar minha busca por “como usar colírio”, espere até precisar usá-lo pela primeira vez…).

Dentre as dicas, uma delas era a de deitar para pingar o colírio nos olhos. Porém, não achei uma outra que seria valiosíssima: como deitar estando no trabalho.

Pois bem: mesmo com as dicas (exceto a de deitar, pelo menos durante o dia), continuei a me atrapalhar com o colírio. Sei que ele está fazendo efeito pois após pingá-lo sinto a ardência nos olhos, típica de quando há a invasão de um líquido estranho àquele ambiente.

Foi então reparei no nome do colírio. Termina com TROL. Definitivamente, falta um “L” ali…

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Não alimente os trolls

Começa amanhã, de forma oficial, a campanha eleitoral de 2010. Serão quase três meses em que receberemos muitas informações sobre candidatos aos mais diversos cargos (deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente). E também muito lixo. O que não é de surpreender, já que tudo indica que esta será a campanha mais suja que o Brasil já viu.

Nossas caixas de e-mails certamente serão invadidas por mensagens de propaganda política. Mas isso nem é a pior parte.

Dose mesmo são as malditas correntes. Se já recebemos muitas… Agora elas irão se multiplicar. E de nada adiantará responder explicando que nada daquela besteirada é verdade, pois o lixo seguirá chegando. Talvez a solução seja ameaçar notificar os amigos que mandam essas bostas como enviadores de spam (caso não surta efeito pedir-lhes que não enviem mensagens sobre política).

E nos blogs, será preciso utilizar mais do que nunca a moderação dos comentários. Pois os trolls irão aparecer em grande número. Não interessa a eles uma discussão de ideias, em alto nível (em que as pessoas não concordam em nada, mas ao menos se respeitam). O negócio deles é xingar, é transformar um debate em uma “guerra”. É fazer com que adversários – que podem ser grandes amigos, sem problema algum – passem a se ver como inimigos.

A tentação de responder a um troll é enorme – falo por experiência própria, pois já caí na asneira de responder a um deles, e por isso tive de aguentá-lo por muito tempo vomitando besteiras em minha caixa de comentários. Até que um dia eu decidi cortar o barato dele. Claro que ele me xingou de tudo que é coisa – a vontade de responder foi grande, mas não o fiz (e obviamente não publiquei o comentário – tudo o que vem dele, vai direto para o spam). Pois atenção é tudo o que um troll busca.

Assim, caro leitor, independentemente de sua posição política, minha dica é: não alimente os trolls. Apenas ignore-os. E, se possível, “delete-os”.