“Brasil” 2 x 0 Itália

O melhor comentário sobre o amistoso de ontem nem fala sobre o jogo em si. É do André, lá no Cataclisma 14:

Eu ia comentar sobre a demissão do Big Phil, mas tudo indica que ele voltará a treinar o Brasil – não há nada oficial ainda, claro, mas o técnico já admitiu que permanecerá residindo na Inglaterra que, como todos sabem, é a atual terra natal da seleção brasileira.

Depois comentei o texto dele, lembrando que, em breve, a Seleção Brasileira passará a se chamar “Brazilian Team”, e convocará jogadores como “Little Robbie” e “Little Ronald”. E a confederação responsável por ela passará a ser a “Brazilian Football Confederation”.

Anúncios

Não foi bem o que eu queria, mas valeu!

Eu queria vitória colombiana, mas foi 0 a 0. De qualquer jeito, foi melhor do que uma vitória do time da CBF.

Valeu, Colômbia!

E dá-lhe Grêmio! Vamos passar por cima do STJD!

Quero um “presente de colombiano”

Acaba de sair o resultado absurdo do que chamam “julgamento” de Léo, Réver e Morales no STJD (ou STID*?). Afinal, se pressupõe que um julgamento deva ser justo.

Nunca vi jogador algum receber oito jogos de punição com base em imagens de TV (o que aconteceu com Morales). Isso me faz lembrar uma citação que fiz da obra “Sobre a Televisão” de Pierre Bourdieu (1997, p. 12), em que o autor comenta o trabalho de análise de uma fotografia de Joseph Kraft feito pelo cineasta Jean-Luc Godard:

E eu teria podido retomar por minha conta o programa proposto pelo cineasta: “Este trabalho consistia em começar a se interrogar politicamente [eu diria sociologicamente] sobre as imagens e os sons, e sobre suas relações. Era não dizer mais: ‘É uma imagem justa’, mas: ‘É justo uma imagem’; não dizer mais: ‘É um oficial do exército dos federais sobre um cavalo’, mas: ‘É uma imagem de um cavalo e de um oficial’.”

Já que o STJD me deu um péssimo presente de aniversário, espero receber, em compensação, um presente colombiano: vitória da seleção da Colômbia sobre o time da CBF. Há cerca de um mês, escrevi aqui que não consigo torcer pela seleção que se diz ser do Brasil, por não me identificar com aquele time formado por atletas que jogam longe do país.

Agora, vou torcer contra de raiva mesmo. E conclamo todos os gremistas a cantarem antes do jogo, como forma de protesto, a seguinte música que os jogadores da Colômbia também cantarão.

HIMNO NACIONAL DE LA REPÚBLICA DE COLOMBIA
Letra: Rafael Núñez
Música: Oreste Síndici

Coro:
¡Oh gloria inmarcesible!
¡Oh júbilo inmortal!
¡En surcos de dolores
el bien germina ya!

I
¡Cesó la horrible noche! La libertad sublime
derrama las auroras de su invencible luz.
La humanidad entera, que entre cadenas gime,
comprende las palabras del que murió en la cruz.

II
“¡Independencia!” grita el mundo americano;
se baña en sangre de héroes la tierra de Colón.
Pero este gran principio: “El rey no es soberano”,
resuena, y los que sufren bendicen su pasión.

III
Del Orinoco el cauce se colma de despojos;
de sangre y llanto un río se mira allí correr.
En Bárbula no saben las almas ni los ojos,
si admiración o espanto sentir o padecer.

IV
A orillas del Caribe hambriento un pueblo lucha,
horrores prefiriendo a pérfida salud.
¡Oh, sí! De Cartagena la abnegación es mucha,
y escombros de la muerte desprecia su virtud.

V
De Boyacá en los campos el genio de la gloria
con cada espiga un héroe invicto coronó.
Soldados sin coraza ganaron la victoria;
su varonil aliento de escudo les sirvió.

VI
Bolivar cruza el Ande que riega dos océanos;
espadas cual centellas fulguran en Junín.
Centauros indomables descienden a los Llanos,
y empieza a presentirse de la epopeya el fin.

VII
La trompa victoriosa en Ayacucho truena;
y en cada triunfo crece su formidable son.
En su expansivo empuje la libertad se estrena,
del cielo americano formando un pabellón.

VIII
La Virgen sus cabellos arranca en agonía
y de su amor viuda los cuelga del ciprés.
Lamenta su esperanza que cubre loza fría,
pero glorioso orgullo circunda su alba tez.

IX
La patria así se forma, termópilas brotando;
constelación de cíclopes su noche iluminó.
La flor estremecida, mortal el viento hallando,
debajo los laureles seguridad buscó.

X
Mas no es completa gloria vencer en la batalla,
que al brazo que combate lo anima la verdad.
La independencia sola al gran clamor no acalla;
si el sol alumbra a todos, justicia es libertad.

XI
Del hombre los derechos Nariño predicando,
el alma de la lucha profético enseñó.
Ricaurte en San Mateo en átomos volando,
“Deber antes que vida”, con llamas escribió.

E serão muito bem-vindos os colorados que quiserem se juntar ao coro. Como bom gremista, quero que o Inter se exploda, mas que isso se dê de maneira justa, não de forma vergonhosa como em 2005 e como pode vir a acontecer com o Grêmio em 2008.

———-

* STID = Superior Tribunal de Injustiça Desportiva