Por que não “flexibilizar” as leis ambientais

A tragédia das chuvas assola novamente o Rio de Janeiro, assim como no ano passado, em duas oportunidades (janeiro e abril).

O meteorologista do INPE Giovanni Dolif, em entrevista ao portal iG, lembra que já se registrou maiores volumes de chuva em curtos períodos (desta vez choveu cerca de 250 milímetros em Teresópolis), mas sem resultar em tantas mortes. O motivo?

Dolif lembrou que em Caraguatatuba, em 1968, chegou a chover cerca de 500 milímetros de uma só vez, mas que o número de mortos foi menor. “O estrago material, com queda de barreiras e deslizamentos, deve ter sido maior. Mas o número de mortos foi menor, afinal, a cidade tinha uma população menor naquela época,” diz. “A tendência desses desastres naturais é sempre piorar, por causa da maior ocupação, mais construções, etc.”

Percebe-se algo em comum entre vários desastres ambientais recentes no Brasil: construções em locais inadequados, desrespeito às leis ambientais… As mesmas que, em nome do “progresso”, certos políticos querem “flexibilizar”.

E vamos combinar que nem é necessário que as leis ambientais sejam mais rigorosas. Basta que as existentes sejam cumpridas.