Obrigado por não telefonar

Já falei do quanto detesto atender telefone. Prefiro receber e-mail, mensagem no celular, no Facebook… Mas o pessoal insiste em ligar, sendo que na maioria das vezes é bobagem, coisa sem urgência, ou pior ainda, a ligação nem é para mim e preciso anotar o maldito recado.

E então toca o telefone… E já vejo pelo identificador de chamada que não é comigo que querem falar (eis um dos maiores males de não morar sozinho: uma linha de telefone fixo para todos).

– Alô.

– Quem fala?

– É o Rodrigo.

– Tudo bem, Rodrigo?

– Tudo…

Descubro que sou um grande hipócrita. Pois a resposta sincera seria outra:

– Estava tudo bem até esse maldito telefone tocar!

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SIM à campanha eleitoral no Facebook. Viva a democracia!

Começou na última sexta-feira a campanha eleitoral de 2012. Será a primeira em que o Facebook é a rede mais utilizada pelos brasileiros: dois anos atrás, tal papel ainda pertencia ao Orkut; e o Twitter foi muito mais importante na briga por votos.

Ao mesmo tempo em que era aberta a “temporada de caça ao voto”, uma imagem começou a ser compartilhada por vários de meus contatos. Com uma mãozinha com o polegar para baixo (figura inversa à que simboliza o “curtir”), dizia “não à propaganda política no Facebook”. Não compartilhei, e uma das primeiras coisas que pensei foi em como responder àquilo.

Me pergunto: qual é o problema de alguém pedir voto pelo Facebook? “Propaganda indesejada”? Ora, até parece que ninguém nunca recebeu uma ligação de telemarketing, nem um spam via e-mail…

Aliás, reparem que o telefone não nos dá a opção de escolher quem nos liga: apesar de ser possível bloquear a chateação do telemarketing, sempre haverá o risco de alguém se enganar de número, ou mesmo de estar ocupado e ter de atender o maldito telefone porque aquela campainha já está dando nos nervos.

O e-mail, por sua vez, nos permite decidir se respondemos ou não. Mas também não escolhemos quem enviará mensagem: apesar do spam poder ser marcado como tal, sempre surgem novos – assim como os vírus.

Já o Facebook, assim como o Twitter (e mesmo o Orkut), nos dá a opção de escolher com quem iremos interagir. Adicionamos quem nos interessa, e se a pessoa é muito chata, podemos excluí-la de nossa lista para que não recebamos mais suas atualizações.

Assim, se o leitor está “de saco cheio de tanta propaganda eleitoral no Facebook”, acho melhor (e bem mais eficaz) fazer uma “faxina” em seus contatos ao invés de ficar “cagando regra”, dizendo o que os outros podem ou não postar. Essa atitude de querer mandar os outros pararem de falar sobre certo assunto é extremamente antipática, chegando mesmo a ser autoritária.

E sinceramente, o cara do qual se reclama por usar o Facebook para fazer campanha eleitoral (para si mesmo ou para um candidato no qual deseja votar), pode muito bem achar um pé no saco as mensagens religiosas ou piadas sobre futebol que muita gente compartilha. Talvez ele nunca tenha se metido a querer determinar o que os outros irão ou não postar, mas se o fizer, é recomendável que também dê uma “reciclada” na sua lista de contatos.

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Em tempo: não bloquearei quem postar a imagem da qual falei. Aliás, nunca excluí ninguém de minha lista de amigos (a única pessoa que foi “banida” sequer estava dentre meus contatos); em compensação, já fui “deletado” por pessoas que não suportaram algumas de minhas opiniões. Mas, por ser mais tolerante do que eu mesmo achava que era, muita gente acabou me surpreendendo positivamente.

Atender telefone, essa chatice

Sou uma pessoa que não consegue fazer duas ou mais coisas ao mesmo tempo, sem perder o foco. Quando faço algo, preciso me concentrar naquilo, e qualquer interrupção já atrapalha bastante.

Não por acaso, detesto atender telefone. Pois não há nada que tire mais a concentração que o toque do aparelho.

No trabalho, o telefone toca muitas vezes ao dia na minha sala, procuro atender o máximo possível (como tem dois ramais, já aconteceu dos dois tocarem ao mesmo tempo, me obrigando a escolher um). Obviamente o toque atrapalha quando se está ocupado, mas como atender à chamada também é uma tarefa…

Em casa, aí sim, detesto muito quando o telefone toca. É um pé no saco. Arrisco dizer que 90% das vezes que atendo o fixo, tal fato apenas me interrompe. Geralmente a ligação não é para mim (eis um dos maiores males de não morar sozinho), ou é algo nada urgente que poderia muito bem ser dito por e-mail ou mensagem no celular. E pior ainda, pode ser aquela chateação do telemarketing (o legítimo SPAM por voz), que me faz, no celular, recusar quase todas as chamadas quando vejo que o número começa por “011”, visto que a maioria das ligações de telemarketing é de São Paulo (ainda bem que não moro lá, facilita um monte).

Além do simples fato do toque incomodar uma barbaridade, tem outra coisa muito estressante no telefone: é o seu caráter de urgência (e se ele toca no meio da madrugada, noticia boa não é). Quando faço alguma ligação, é porque se trata de algo que “não pode esperar”. Se preciso de uma informação em pouco tempo (ou reclamar que a pizza ainda não chegou), não posso mandar um e-mail e torcer para que o destinatário esteja conectado na hora e já responda. Nesses casos, o telefone é, sim, muito útil.

Porém, a maioria das ligações não se deve a coisas urgentes. Tem gente que telefona por bobagem, para “pôr o papo em dia” (quando seria bem melhor visitar a casa da pessoa com quem se quer falar quando ela mora na mesma cidade) etc. Sem contar o maldito telemarketing: se eu quisesse algo que me oferecem pelo telefone, já teria comprado sem que precisassem me ligar.

Mas se atender telefone é um saco, poderíamos simplesmente deixá-lo tocar, né? E há os mais variados motivos para isso: por se estar tomando banho, fazendo uma refeição (eu já não gosto de atender, e quando estou comendo detesto ao quadrado), na cama (dormindo ou fazendo algo bem melhor do que atender telefone), ou simplesmente tão ocupado a ponto de não poder parar o que está sendo feito.

Na próxima ligação, porém, virão as cobranças: nossas mães (na minha família, vale também para minha avó) acham que levamos um tiro e estamos à beira da morte sem ninguém para ajudar, e por conta disso nos xingam por causa “do susto que demos”; namoradas acham que estamos com amantes; e chefes, que lemos este texto quando teríamos de estar trabalhando.

Ou seja, atender o telefone é um saco. Mas não atender pode ser bem pior…

Celular NÃO é brinquedo!

Dizem que a atual geração de adolescentes é “babaca” ao extremo. Depois de ler que o uso do celular pode provocar perda de neurônios – e os efeitos seriam mais nocivos em crianças e adolescentes -, acho que começo a entender o motivo… Afinal, há tempos vejo crianças usando celular como se fosse um brinquedinho inofensivo.

Leia mais aqui.

Antes que alguém pergunte: eu tenho celular. Mas o meu pode ser considerado um “relógio com telefone”, pois me serve mais para ver as horas do que para me comunicar: prefiro ligar, com o telefone fixo, para o telefone fixo da pessoa com quem desejo falar. Só uso o celular se não me resta alternativa. E se possível, mando mensagem ao invés de ligar, pois é mais barato.

Na verdade, eu prefiro mesmo é mandar e-mail ou entrar em contato pelo MSN. Nunca adorei falar ao telefone.