Que este post seja esquecido em dezembro!

Não se enganem. A charge do Kayser abaixo é de 2007, e não de hoje.

2007. O Grêmio iniciou o Campeonato Brasileiro sem dedicar-se totalmente a ele. Afinal, a prioridade era a Libertadores. Após a derrota na final contra o Boca, venceu o Gre-Nal dentro do estádio adversário por 2 a 0, calando muitas “bocas abertas”. Foi uma das raras vitórias fora de casa: longe do Olímpico o futebol do Grêmio desaparecia, as derrotas se sucediam, e tantos pontos perdidos fizeram com que o Tricolor acabasse o campeonato em 6º lugar, fora da Libertadores de 2008.

2009. O Grêmio iniciou o Campeonato Brasileiro sem dedicar-se totalmente a ele. Afinal, a prioridade era a Libertadores. Após a eliminação na semifinal contra o Cruzeiro, venceu duas partidas consecutivas: 4 a 1 contra o risível time do Atlético-PR, e 3 a 0 contra o forte Corinthians, campeão da Copa do Brasil 11 dias antes – melhor atuação do Tricolor em 2009. Perdeu para o Coritiba de virada, mas na sequencia venceu o Gre-Nal de virada, no Olímpico.

Longe do Olímpico o melhor resultado gremista foi um empate sem gols contra o Fluminense, que está na zona do rebaixamento. Não vi o jogo contra o Avaí (só deu no pay-per-view), mas pelos torcedores entrevistados pela rádio e pelas primeiras notas que formarão o Almômetro da partida (que não contará com minha participação por eu não ter visto o jogo, só ouvido), o Grêmio não foi muito bem.

E espero que um problema sério em 2007, o descontrole emocional, não esteja de volta: naquele ano, o Tricolor teve diversas expulsões TOSCAS, como a de Tcheco na guerra partida contra o Atlético-PR (para relembrar: o capitão levou cartão amarelo por reclamação e seguiu em cima do juiz, o que resultou em sua expulsão). Em 2009, já vimos Douglas Costa entrar e logo depois levar vermelho (contra o Fluminense), Tcheco (em diversas ocasiões) reclamar exageradamente do árbitro, mesmo após levar o amarelo (por sorte ainda não foi expulso nenhuma vez), e pelo que ouvi, Herrera foi substituído contra o Avaí justamente para não levar o segundo cartão no jogo.

Menos mal que o Campeonato Brasileiro de 2009 está apenas no começo, o que significa que o final ainda pode ser diferente do de 2007.

O melhor Grêmio de 2009

O que vi no domingo foi bastante animador. Já no intervalo, comentava com o Hélio: era a melhor atuação do Grêmio no ano de 2009. Ficou barato para o Corinthians os 3 a 0: o Tricolor só não fez mais porque Felipe salvou uma no primeiro tempo, e Souza tentou driblar o goleiro corintiano, já caído, no segundo – e mesmo assim obteve ótima nota no Almômetro, visto que jogou muito, junto com o time.

O Almômetro do último jogo comprova. Não cheguei a calcular a média do time inteiro contra o Corinthians, mas conferi os anteriores: desde o início da avaliação, dia 28 de abril em Grêmio x Boyacá Chicó, pela primeira vez nenhum dos 11 jogadores que começaram o jogo teve média inferior a 7 – que, para lembrar, era a nota mínima para passar de ano sem recuperação no colégio… E Tcheco levou nota 8,71 – a maior desde o início do Almômetro – em uma de suas melhores atuações no Grêmio.

Quem merece um destaque também é Alex Mineiro. Quando seu nome foi anunciado, ouvi vaias. Eu aplaudi: o cara podia estar há muito tempo sem fazer gol, cotado para sair, mas naquele momento iria vestir a camisa do Grêmio, então tinha de ser apoiado! E valeu a pena: Alex abriu o placar, e ainda por cima jogou bem (levou nota 8). E pensar que ele havia começado a semana passada como provável negociação… Bom, se Alex Mineiro sair, que o Atlético-PR pague um pouco mais agora.

Tomara que esse jogo não tenha sido uma exceção, e sim um “divisor de águas”, em que o time se encaixa e deslancha. Se for, terei o maior prazer em dizer que queimei a língua dez dias atrás, quando disse que o Grêmio ficaria em 12º lugar no Campeonato Brasileiro: com uma sequência de boas atuações como a desse domingo, dá para sonhar com mais que vaga na Libertadores.