Correspondendo sentimentos

Nos dias de hoje é tão difícil achar alguém que realmente valha a pena amar, que cheguei à conclusão: o negócio é odiar. É simples: se você disser a uma pessoa que a odeia, a chance de seu sentimento ser correspondido é de uns 95%. Os outros 5% são de que a pessoa pense bem antes de decidir.

Dizem que “no fim o amor sempre vence”, mas eu acho que é o ódio. É só ver como está o mundo, cada vez mais pessoas se odiando. O troço está de um jeito tal que, daqui a uns anos, vai ter gente “odiando à primeira vista” (até acho que já tem), e assim será institucionalizado o ódio.

Claro que o sistema do ódio terá que ser semelhante ao do namoro: “monogamia”. Você poderá ter apenas um odiado, e que seja do sexo oposto ao seu, quem odiar alguém do mesmo sexo sofrerá “preconceitos”, ou seja, será amado pela sociedade! Quem trair seu odiado poderá sofrer conseqüências tipo passar de odiado a amado pelo parceiro. E imagine um homem odiando a mulher que é odiada por outro homem. O “corno” descobre e obviamente vai atrás do cara, para dar-lhe a devida punição: um abraço de amizade!

Nas festas, os “galinhas” (ou as “galinhas”) se esbofetarão com mais de vinte pessoas por noite. Mas um dia poderão achar alguém para um ódio sério, que pode evoluir para a declaração civil de ódio (haverá também a declaração religiosa, que será no templo de Satã).

Mas, e a sociedade do ódio, qual será? Se for capitalista, então vai existir o “dia dos odiados”, que será comemorado em dezembro (o “dia dos namorados” é perto do inverno, então o “dia dos odiados” será perto do verão). Os presentes mais vendidos serão ácidos, armas, cigarros, machados e facas. Os mais inspirados serão capazes de comprar até câmaras de gás para seus ódios.

Obviamente serão feitas campanhas publicitárias. “Para um triste dia dos odiados, compre nosso ácido sulfúrico!”, “As melhores metralhadoras contra o seu odiado”, “Já que você não é viciado nela, vicie-a em nossos produtos!” serão algumas frases nos outdoors da sociedade do ódio.

Bom, vou parar por aqui. Não vou continuar porque não quero que nenhum maluco resolva seguir ao pé da letra o que escrevi aqui. Ainda mais que agora eu diria como seriam educadas as crianças…

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