O mês em que o inverno enlouqueceu junto com os cães

Sempre ouvi dizer que agosto é o “mês do cachorro louco”. Não que eles de fato fiquem loucos nesta época: tem alguns que parecem estar sempre “malucos”, pouco importando o mês.

Imaginei que a tal “loucura” dos cães que é atribuída a agosto na verdade tivesse relação com a expressão “dias de cão” ou “canícula”, usadas para definir o auge do verão no hemisfério norte (e na França, as ondas de calor em qualquer época são chamadas de canicule). Lá, assim como aqui, os dias mais quentes costumam vir cerca de um mês após o solstício de verão: Porto Alegre costuma virar “Forno Alegre” com mais frequência entre o final de janeiro e a metade de fevereiro; já no hemisfério norte o calor mais intenso se dá entre o fim de julho e o meio de agosto.

E realmente, tem a ver com a tal “canícula”. Pois a estrela Sírius, a mais brilhante da constelação de Cão Maior (Canis Major), antigamente costumava surgir no horizonte antes do nascer do Sol justamente no período que corresponde ao auge do verão no hemisfério norte (hoje em dia, devido à precessão do eixo terrestre, a estrela “nasce” pouco antes do Sol em setembro). Daí se começou a associar os dias de muito calor aos cães que ficariam “loucos”.

Acredito que seja apenas coincidência, mas o vídeo abaixo foi postado em 27 de julho de 2006, portanto, em um dos “dias de cão” daquele ano:

Já deve ter gente rindo da minha cara, é óbvio. Afinal, detesto o verão, e os “dias de cão” são associados a calorão… Porém, prefiro outro ponto de vista: trata-se do verão no hemisfério norte, portanto, os “dias de cão” acontecem durante o inverno meridional. Logo, são realmente os “meus” dias.

Porém, neste agosto de 2012 parece que, se os cães enlouqueceram, o “rigoroso” inverno gaúcho resolveu imitá-los. Nas últimas noites, tenho ligado o ventilador para dormir, algo que não lembro de ter feito alguma vez nessa época do ano. (Inclusive ele está funcionando agora mesmo, enquanto escrevo.)

Mas não se trata apenas de ligar ventilador. Os ipês-roxos, que costumam florescer apenas em setembro e assim anunciam a chegada da primavera, já estão floridos agora. Ainda não vejo sinal de florescimento nos jacarandás (árvores que geralmente se enchem de flores em outubro), mas acredito que isso não deva tardar, devido ao tempo bizarro que temos visto em agosto.

As árvores floridas dão uma embelezada na cidade; porém, há o outro lado disso. Pois este mês quente também tem sido extremamente seco (dá para contar nos dedos de uma só mão quantos dias choveu até agora em agosto). A umidade relativa do ar tem andado em torno dos 20%, o que por um lado causa um desconforto menor pelo suor (que evapora rapidamente e sem nos dar aqueles “banhos” típicos do verão, quando a umidade é desesperadoramente alta), mas por outro resulta em outros problemas como ressecamento da pele e até das narinas (tanto que muita gente acaba sangrando pelo nariz, devido à secura do ar respirado).

Mas o pior é um fenômeno típico de São Paulo que tem nos atingido nos últimos dias: o chamado smog, que é literalmente um “nevoeiro de fumaça” (ou seja, poluição atmosférica). Toda vez que chove, o ar é “limpo” pela água que cai do céu; se por muitos dias a chuva não vem, o resultado não pode ser outro que não aquela névoa sobre a cidade. Quando o sol começa a baixar, ela fica mais perceptível. Resulta em um efeito bacana, mas logo depois lembro que a causa disso é um monte de porcarias no mesmo ar que adentra meu sistema respiratório, e já não acho mais tão bonito.

Porto Alegre, no final da tarde de sexta-feira. Parece bonito, mas não é.

Menos mal que, finalmente, a chuva está retornando junto com o frio…

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Em Porto Alegre não falta alga

Desde o final do ano passado enfrentando uma estiagem, o Rio Grande do Sul precisa de chuva – como a deste sábado – para amenizar a situação. Várias cidades racionam água devido à escassez.

Em Porto Alegre o racionamento não chega a ser necessário em épocas de estiagem, já que o Guaíba recebe água de vários rios, sendo o principal deles o Jacuí. Porém, não corresponde à verdade dizer que o abastecimento de água na cidade não é afetado. Pois a combinação de pouca chuva, calor e poluição favorece a proliferação de algas, que além de darem uma tonalidade esverdeada à água, também a deixam com gosto ruim e cheiro forte.

Apesar do tratamento remover os poluentes, o cheirinho e o gostinho “de terra” não saem, e é sentido quando se toma um chimarrão ou um café feito com água da torneira.

Tal situação acontece agora, e o Kayser a retratou de forma genial.

Eu também não gosto de sushi...

Um pedido que muitos devem estar fazendo

O Rio Grande do Sul precisa muito de chuva. E antes fosse só para aliviar o calor…

Não por acaso, tenho lembrado muito de um texto que escrevi em março do ano passado, em que defendi que até uma previsão do tempo pode ser ideológica. Afinal, dizer que um dia de sol é “tempo bom” significa aplicar juízo de valor, e ignorar a importância da chuva (claro que em quantidade moderada) para os agricultores.

Mas, por incrível que pareça, ainda tem apresentadores de previsão do tempo chamando dia de sol de “tempo bom”. Definitivamente, sensibilidade não é o forte deles.

O mito do “país abençoado por Deus”

Ora, a essência de uma nação consiste em que todos os indivíduos tenham muitas coisas em comum, e também que todos tenham esquecido muitas coisas.¹

Os países, em geral, têm mitos que ajudam a forjar suas identidades. Não por acaso, são vistos como “dogmas nacionais”: as populações de tais países vêem tais mitos como valores muito importantes para si. Contestar alguns deles pode ser uma ofensa muito grande.

No Brasil, temos dois grandes mitos. O maior de todos é quanto ao futebol. É fato: experimenta dizer a “heresia” de que não temos o melhor futebol do mundo, ou pior ainda, que o verdadeiro “país do futebol” não é o Brasil (já li um artigo que defende a tese de que a Alemanha é tão “país do futebol” quanto o Brasil, tamanha é a paixão dos alemães pelo esporte). É, meu amigo, serás simplesmente massacrado por midiotas que repetem feito papagaios tudo o que certo locutor esportivo costuma dizer (no Twitter mandavam ele “calar a boca” só para fazerem farra). Se disseres que a Argentina é melhor que o Brasil ou que ela é o “país do futebol”, então…

Considerando que o futebol, gostem ou não, é o terreno onde melhor se expressa a “identidade nacional” brasileira, é compreensível tais reações. Porém, algo difícil de compreender é que se continue com o mito de que o Brasil é um “país abençoado por Deus”. Tem até música sobre isso:

Moro num país tropical, abençoado por Deus
E bonito por natureza, mas que beleza²

Tenho certeza de que moradores de rua em várias partes do Brasil andaram com vontade de ter uma conversinha com Jorge Ben Jor, autor da letra, perguntando onde fica o tal país tropical, já que o frio polar chegou até a Amazônia. Tudo bem que lá a queda da temperatura foi rápida, mas em Porto Alegre o frio é praticamente contínuo há duas semanas, com breves intervalos de calor (pouco mais de 20°C).

Agora, quanto ao “abençoado por Deus”, serve apenas para que se diga que o Brasil tem muitos problemas mas, em compensação, “não tem terremoto, tornado, furacão etc.”, males que afetam países mais desenvolvidos como Estados Unidos e Japão.

Nada mais ilusório do que isso. Pois se não temos terremotos arrasadores como os países citados, não raras vezes a terra treme em nosso país. Em dezembro de 2007, uma criança morreu quando a casa em que morava desabou devido a um tremor em Minas Gerais. Tudo bem que foi um terremoto fraco (se não me engano nem chegou a 5 graus na escala Richter), e que a casa provavelmente caiu por ser frágil, mas será que não é hora de parar com a história de que “aqui não tem terremoto”?

Outra ilusão é quanto aos furacões, como nos mostrou de forma trágica o Catarina em março de 2004. Há quem o credite às mudanças climáticas, já que foi o primeiro furacão documentado no Atlântico Sul. Se já houve outro no passado, só uma ampla pesquisa poderá nos dizer (afinal, se já aconteceu em outra oportunidade, é possível terem dito que foi um “temporalzão”, com base no mito de que “aqui não tem furacão”). E em março deste ano, uma nova tempestade tropical – que recebeu o nome de Anita – se formou próximo às costas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul (tal qual o Catarina). Logo, é bom que as cidades litorâneas estejam preparadas para a ocorrência de furacões, ao invés de se continuar com a crença no mito. Até porque eles não provocam só vento, como também muita chuva – que já causou várias tragédias no Brasil, como as recentes enxurradas em Alagoas e Pernambuco.

E quanto aos tornados, nada mais furado do que acreditar que eles não acontecem por aqui. O centro-sul da América do Sul (ou seja, Paraguai, Uruguai, norte da Argentina e sul do Brasil) é a segunda região mais propícia à ocorrência de tornados no planeta. Ou seja, o que aconteceu em Canela na última quarta-feira não foi “fato isolado”, e seria bom que se tivesse no Brasil um sistema de alerta como nos Estados Unidos.

Mas para tudo isso se torne realidade, será preciso convencer a população do país de que não somos “abençoados por Deus” e que aqui tem tornado, furacão e até alguns terremotos, sem contar as enchentes e mesmo as secas, para que não haja absurdas reclamações de que “isso é caro e desnecessário” (e os “elefantes brancos” para a Copa e a Olimpíada, são o quê?): perguntem a quem perdeu pessoas queridas em tais eventos se não acham que as vidas valem muito mais. Sem contar que, mesmo se não houvesse nada disso, ainda assim o Brasil não seria “abençoado por Deus”, já que a fé em Deus (que eu não tenho) não é exclusividade brasileira: os argentinos teístas certamente acham que a Argentina é “abençoada por Deus”, e que seu “país temperado” é “bonito por natureza”.

Agora, se ainda quiserem continuar com a crença nesse mito… Quando vierem para Porto Alegre em fevereiro, não esqueçam do casacão, do gorro e do cachecol, afinal, aqui faz muito frio o ano inteiro – ainda mais durante a noite.

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¹ Original, em francês: “Or l’essence d’une nation est que tous les individus aient beaucoup de choses en commun, et aussi que tous aient oublié des choses”. Ver: RENAN, Ernest. Qu’est-ce qu’une nation? In: Oeuvres completes, 1, p. 892 apud ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 32.

² “País tropical”, letra de Jorge Ben Jor.

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Haiti: pobreza e deflorestamento

Meu pai ouviu pela internet uma rádio da República Dominicana, vizinha do Haiti. Dentre os comentários acerca do terremoto, falava-se no agravamento dos efeitos gerado pela “capa de terra”.

O Haiti exporta carvão, mas não o tem na forma mineral. Ou seja, o produz a partir de árvores derrubadas. O resultado disso é que o Haiti é um país quase sem florestas. Inclusive, observando-se imagens de satélite da ilha de Hispaniola – onde ficam o Haiti (à oeste) e a República Dominicana (à leste) – no Google Earth, não é difícil distinguir os dois países, mesmo sem marcar a opção “mostrar fronteiras”.

Inclusive, enquanto almoçávamos, o meu pai comentou que uma vez se gastou milhões de dólares num projeto de reflorestamento no Haiti. As árvores mal cresceram e começaram a serem derrubadas para virarem carvão.

Resultado disso (somado à pobreza extrema enfrentada por boa parte da população haitiana – que é também fruto desta exploração predatória do carvão vegetal, já que a terra está secando por falta de vegetação, e por isso mesmo tornando-se estéril): quaisquer fenômenos naturais com um pouco mais de força, no Haiti tornam-se tragédias. Como todos sabem, encostas “nuas”, mesmo que não muito íngremes, deslizam com muito mais facilidade do que aquelas com cobertura vegetal, quando ocorrem chuvas torrenciais (como as causadas pelos furacões que assolam o Caribe) ou terremotos.

A culpa não é do inverno

Se eu disser que hoje faz frio em Porto Alegre, estarei mentindo. Faz é muito frio.

Como eu não gosto do verão, não tenho do que reclamar. Se a estação mais quente do ano nunca tivesse temperaturas superiores aos 30°C em Porto Alegre, eu nem reclamaria (talvez até gostasse mais dela do que do inverno). Mas, tem. Muito calor e umidade: nada pode ser pior! Viro um verdadeiro sorvete entre dezembro e março: mais do que suar, eu “derreto”…

Claro que passar frio não é nada agradável também. Reconheço que é muito fácil dizer que adoro inverno, estando abrigado e agasalhado, inclusive digitando este texto com luvas nas mãos. Pois ao mesmo tempo, muita gente está literalmente congelando nas ruas de diversas cidades do Estado: pessoas que não têm um teto para passar a noite, nem roupas quentes. Deve ser terrível dormir em uma calçada com temperatura negativa.

Mas, se pessoas morrem de frio no Rio Grande do Sul, a culpa não é do inverno. Assim como não é a seca a culpada pelo flagelo vivido em muitos anos no sertão nordestino – e em 2009, no Rio Grande.

Ora, cadê a culpa da violenta desigualdade social no nosso país? E dos governos que nada fazem para evitar os problemas causados pelo clima, facilmente solucionáveis?

Existem lugares muito mais frios que o Rio Grande do Sul, onde as baixas temperaturas não causam tantas mortes: nosso inverno é fichinha em comparação com a Escandinávia, mas lá o frio não é uma tragédia social, justamente por não haver tão brutal diferenciação entre os mais ricos e os mais pobres. Assim como a solução para a falta de água no sertão nordestino (e mesmo no Rio Grande do Sul) é barbada e difícil ao mesmo tempo: barbada por bastar construir reservatórios suficientes para que a água da chuva possa ser utilizada nos períodos de seca; e difícil por depender da chamada “vontade política”, que muitos de nossos “representantes” demonstram não ter.

Ou seja: é muito fácil culpar o clima.

E se é fácil gostar do inverno estando abrigado do frio, também é fácil gostar do verão apenas por causa da praia, esquecendo que quem fica estudando e/ou trabalhando na cidade sofre com o calor sufocante.

Não se preocupem, “vai piorar”…

Maio de 2009 foi o mês mais “improdutivo” desde o “nascimento” do Cão Uivador. Teve 19 posts, menos que maio de 2007 (que teve 21, mas com a ressalva de que o blog começou no dia 14). Novembro de 2007 teve  20 atualizações (até maio de 2009, era o mês com menos posts).

Se a estiagem no Rio Grande do Sul tinha (ou ainda tem?) como causadora o fenômeno “La Niña” – o mesmo que deixou o Norte e o Nordeste do Brasil debaixo d’água – a “seca de posts” no Cão se deve ao último ano de faculdade. À medida que dezembro se aproximar, a tendência é que o blog seja menos atualizado.

Mas esses últimos dias de maio também foram de poucas atualizações porque eu estava envolvido não só com o projeto de monografia (que será escrita no 2º semestre), mas também com um artigo para uma revista acadêmica. O prazo para o envio terminava ontem, e revisei o máximo possível. Menos mal que, mesmo que o artigo seja aprovado para publicação, provavelmente me será enviado de volta para corrigir alguns erros que devem ter passado e na hora não percebi.

Enfim: não abandonarei o blog, de jeito nenhum. Até porque ele poderá me ajudar a “arejar a cabeça” nos momentos de maior estresse ao longo dos próximos meses – e que certamente não serão poucos. Apenas diminuirá a frequência de posts.

Mas, após 11 de dezembro – último dia do 2º semestre na UFRGS, logo o último dia para a defesa do meu TCC (e que será o escolhido por mim, caso eu possa escolher…) – a chance de uma “enchente” no Cão, para compensar a “seca”, aumenta.

Total descaramento

Incrível a diferença de tratamento dada às denúncias de caixa dois na campanha de Yeda pelos dois principais jornais de Porto Alegre.

Enquanto o Correio do Povo tem como manchete “Denúncias comprometedoras”, a Zero Hora estampa em sua capa “A batalha da CPI” – procurando retomar a ideia de “guerra fria” que estaria sendo retomada devido ao vigor da oposição ao (des)governo.

Correio do Povo, capa de 12/05/2009

Correio do Povo, capa de 12/05/2009

Zero Hora, capa de 12/05/2009

Zero Hora, capa de 12/05/2009

Tudo bem, vamos dar um desconto. ZH pode não ter falado que as denúncias são comprometedoras, mas pelo menos tocou no assunto na manchete de capa. Só que ao mesmo tempo em que demonstra estar “abandonando o navio” – provavelmente para apoiar Fogaça em 2010 – também coloca todo mundo “no mesmo saco”: denunciantes e denunciados.

E no último sábado, quando saíram as denúncias na Veja (se até o panfletão tá batendo na Yeda…), o assunto foi tratado de diferente maneira por Correio e ZH.

Correio do Povo, capa de 09/05/2009

Correio do Povo, capa de 09/05/2009

Zero Hora, capa de 09/05/2009

Zero Hora, capa de 09/05/2009

Não quer dizer que eu não ache importante noticiar a seca no Estado – é um problema sério que assola muitas pessoas. Mas as denúncias contra a Yeda não apareceram nem nas outras chamadas da capa de ZH, nem no interior do jornal! Foram surgir só na capa do domingo, mas sem maior destaque – que foi novamente para a seca – enquanto o Correio mais uma vez noticiou o assunto como manchete de capa.

Zero Hora, capa de 10/05/2009

Zero Hora, capa de 10/05/2009

Correio do Povo, capa de 10/05/2009

Correio do Povo, capa de 10/05/2009

Repito: não penso que a seca não é importante. E muito menos que o Correio do Povo é santo. Mas essas capas mostram claramente de que lado está a RBS. Só não vê quem não quer.

O que falta no Norte e no Nordeste foi jogado fora em Santa Catarina

Enquanto aqui no Rio Grande do Sul a previsão do tempo é animadora, no Norte e no Nordeste do país ela ainda não é. E são iguais nos dois casos: chuva. Só que aqui precisamos dela, enquanto lá ela provoca estragos e mortes.

Faz alguns dias, li notícias de que donativos enviados a Santa Catarina por causa da enchente de novembro passado foram enterrados. Sim, enterrados!

Não precisavam mais? Ou achavam que não precisavam mais? Pois se sobrou donativos, já poderiam ter sido mandados para os Estados agora atingidos pela cheia.

Além disso, vale a pena ler o artigo do Azenha, perguntando por onde anda a solidariedade com o Nordeste. Lembro que a enchente em Santa Catarina motivou campanha nacional de doação, virou capa da IstoÉ e levou o Jornal Nacional ao Estado. Não percebi nenhum esboço de ação semelhante agora. Pois parece que há mais preocupação com a “nova gripe”, que só atingiu o Sul e o Sudeste até agora – e no momento que escrevo, sei de apenas oito casos, nenhum fatal!