Santiago resume a campanha eleitoral

Pelo menos, dos principais candidatos à prefeitura de Porto Alegre… Conforme já tinha dito, Fortunati não enfrentou uma oposição de verdade, a não ser se falarmos de candidatos pouco votados. Ficou fácil demais para o atual prefeito.

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Ofensa aos grandes humoristas brasileiros

O Brasil é um país onde o que não falta é humor de qualidade. Não é difícil citar exemplos de brasileiros craques na arte de fazer rir: Aparício Torelly (o famoso “Barão de Itararé”), Sérgio Porto (o “Stanislaw Ponte Preta”, autor dos “FEBEAPÁs”), Henfil, Edgar Vasques, Santiago, Kayser

Em compensação, nunca assisti a um “CQC” inteiro. Ou seja, não tenho nem como criticar o programa. Mas sei do que seus integrantes andam falando por aí. E não vejo nada de engraçado.

Um deles dizendo que estupro é “um favor às mulheres feias”, outro fazendo piadas sem nenhuma graça sobre amamentação em público… E na mais recente, o mais badalado deles dizendo que “comeria ela e o bebê”. Só que como nesse caso a ofensa atingiu “gente que importa”, a Bandeirantes (emissora que transmite o “CQC”) optou por tirar do ar o autor da “genial piada”.

Claro que os defensores do politicamente incorreto estão revoltados. Afinal, trata-se de mais um caso de censura por parte da patrulha do politicamente correto e sua ditadura das minorias. Coisa de gente mau-humorada, verdadeiros malas!

O engraçado, é que esses “politicamente incorretos” costumam mesmo é destilar ódio por tudo o que é diferente, usando suas piadinhas toscas como disfarce. Só que basta alguém não achar graça delas que o “bom humor” vai embora e eles revelam o que realmente são. Gritam que são vítimas de “censura” dessa “patrulha ideológica”, e até mesmo ameaçam processar quem os critica!

Assim, por favor, não me venham com o papo furado de que o “CQC” é vítima de “censura” e que “a liberdade de expressão no Brasil está ameaçada pela patrulha ideológica”: isso é uma verdadeira ofensa aos grandes humoristas que nosso país teve, tem e ainda terá. Gente que faz rir, mas também faz pensar de forma crítica.

Sugestão aos cartunistas gaúchos

O (des)governo Yeda está (finalmente!) acabando. Daqui a três semanas, o Tarso estará no Palácio Piratini, e a Yeda vai para casa.

Mas nem todo mundo está feliz com o fim do (des)governo. Os chargistas da Grafar, em setembro de 2009 deixaram claro que vão lamentar como poucos a saída da Yeda do Piratini. Afinal, nunca foi tão fácil fazer piadas sobre um governante no Rio Grande do Sul. Se o Hermes da Fonseca foi um dos presidentes mais satirizados da história do Brasil, sem dúvida alguma a Yeda detém tal honra a nível estadual.

Pensando em divertir minha meia dúzia de leitores logo depois que a Yeda sair, me veio a ideia de fazer uma “retrospectiva” destes quatro bizarros anos. Para não me perder, comecei pelo Kayser, e seguindo uma ordem cronológica a partir do que ele desenhou e postou no blog dele antes mesmo da Yeda ser eleita, em outubro de 2006. Parei no início de maio de 2007, depois de já ter selecionado vinte e seis charges.

Se só do Kayser escolhi 26 charges num período de pouco mais de sete meses, imaginem quantas faltam até os dias atuais? Depois lembrei que ainda teria de fazer a seleção do Bier, do Eugênio, do Hals, do Santiago… Pois é, a retrospectiva ficaria imensa. E isso que desconsiderei as charges que poderão ser feitas até 31 de dezembro, pois como nos restam vinte dias de Yeda no Piratini, nesse tempo ainda pode acontecer algo digno de ser satirizado.

Deixo então uma sugestão aos cartunistas: uma retrospectiva do (des)governo Yeda baseada em charges. Acho mais fácil que a seleção seja feita por quem desenhou, pois eles lembrarão as que consideram as suas melhores, que sintetizam de forma muito bem-humorada o que foram estes quatro anos para o Rio Grande.

Mas para além da retrospectiva, é imporante que se monte um arquivo das charges sobre o (des)governo – seria um acervo riquíssimo, e uma mão na roda para os historiadores no futuro. Afinal, elas propiciarão uma visão muito mais correta sobre este período do que a “grande mídia” guasca.

Mudei o voto – e explico por quê

Lá se vão quase cinco meses do dia em que declarei não votar em Dilma Rousseff no 1º turno. Expus minhas razões num texto que não cansei de citar, inclusive como resposta a “correntes” com direitosquices contra a candidata petista (aliás, vários desses lixos são desmascarados aqui) – lembrando os trolls amigos de meu voto para presidente, Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL.

O fato de eu ter optado por Plínio não me tornou um “opositor” ao governo Lula (do qual Dilma representa a continuidade), postura adotada por muitos militantes de partidos à esquerda dele, como o PSOL. Concordo com muitas das críticas feitas pelo PSOL ao governo, mas dizer – como muitos de seus partidários costumam – que é um governo “de direita”, convenhamos, é forçar demais a barra. Eu o considero como de centro-esquerda, mais para “centro” do que para “esquerda” – o que não pode ser considerado negativo, dado que antes o Brasil sofrera muitos anos nas mãos da verdadeira direita, e desde 2003 houve, sim, melhorias na vida de muitos e muitos brasileiros. Considero uma atitude extremamente infeliz (para não dizer “burra”) a de taxar como “direita” pessoas, partidos e governos com os quais eu, que me declaro de esquerda, tenho algumas discordâncias. Do contrário, eu teria de considerar como “de direita” o governo de Hugo Chávez na Venezuela, por discordar de algumas de suas medidas!

Com o decorrer da campanha, as pesquisas começaram a indicar uma disparada das intenções de voto em Dilma. (Sim, as pesquisas, tão criticadas antigamente… Não digo que elas sejam manipuladas sempre – do contrário, perderiam tanto a credibilidade que acabariam por não existirem mais – mas, convenhamos, é muito fácil só criticá-las quando os números são favoráveis ao adversário.) A impressão era de uma vitória arrasadora, já no 1º turno.

Só que aí surgiram os recentes escândalos (que coincidentemente só “estouraram” perto da eleição, por que será?), e aparentemente Dilma “parou”. E eu já estava pensando em como seria bom que ela vencesse já no 1º turno, mesmo não votando nela: afinal, assim se garantiria mais 4 anos de PSDB longe do Palácio do Planalto. Então li um ótimo texto do Hélio Paz, comentei fazendo um elogio, e ele respondeu (os grifos são meus):

Valeu, Rodrigo! O momento exigia uma postura assim – ainda mais depois daquela ressaca da eleição no Grêmio que demorou pra curar.

Aliás, infelizmente, eu tenho o cutuque de que haverá 2º turno p/presidente: o #pig vai fazer de tudo nesta semana. E – quero estar enganado – acho que vai conseguir…

Esperemos…

[]’s,
Hélio

Charge do Santiago (clique para ampliar)

Eu já tinha pensado se não seria uma boa dar meu voto para Dilma já no dia 3 de outubro, em nome de evitar a realização de um 2º turno. Não sou contra a realização de 2º turno em eleições majoritárias: a exigência de mais de 50% dos votos válidos confere maior legitimidade ao eleito. Mas no atual contexto político brasileiro, se houver 2º turno, haverá mais tempo para a direita – a “grande mídia” incluída, seja a que declara sua posição (Estadão), seja a que insiste no papo furado da “imparcialidade” – jogar ainda mais sujo para tentar eleger José Serra. E é preciso derrotá-la para evitar que o Brasil sofra o grande retrocesso que será uma eventual volta do PSDB e do DEM ao governo. Quanto antes, melhor!

Por conta disso, então, tomei a decisão de votar em Dilma Rousseff no domingo. Mantenho todas as críticas que tenho ao governo Lula, mas voto em Dilma por entender que não podemos dar mais tempo para a direita reacionária seguir com sua campanha de baixíssimo nível. Pois sempre há o risco de que sua estratégia asquerosa dê certo.

Fogaça é o candidato do PMDB

Semana passada, o PMDB lançou a candidatura de José Fogaça ao governo do Estado do Rio Grande do Sul na eleição do próximo ano.

Primeiro ponto a destacar: na prefeitura de Porto Alegre desde 1º de janeiro de 2005, Fogaça terá de renunciar ao cargo para poder concorrer ao Piratini. Não que vá fazer muita diferença: a impressão que se tem de Porto Alegre é de uma cidade sem prefeito.

Charge do Santiago (outubro de 2008)

Segundo ponto a destacar: será que a “grande mídia” cobrará Fogaça em 2010 da mesma maneira que fez com Tarso Genro em 2002? Afinal, ambos prometeram ficar na prefeitura de Porto Alegre até o final do mandato.

De qualquer forma, já antecipo que não votarei em Fogaça de jeito nenhum, e não é porque ele não vai cumprir seu mandato até o fim: afinal, seria incoerência de minha parte (votei em Tarso na eleição de 2002) e, principalmente, porque considero os projetos mais importantes que as pessoas. Em 2000 eu votei no PT, que tinha Tarso como seu candidato a prefeito; já em 2002 meu voto em Tarso também era para o PT, o que não se alteraria se o candidato fosse Olívio Dutra.

Não votarei em Fogaça por conta do que é o governo encabeçado por ele em Porto Alegre – que terá continuidade com Fortunati a partir de abril. Um post do Hélio Paz, escrito um dia após o resultado do 1º turno de 2008, dá uma amostra de como está Porto Alegre com Fogaça de prefeito.

A única diferença, é que mudar de Yeda para Fogaça no Piratini não significará piora tão grande para o Estado como foi para Porto Alegre: no Rio Grande, será uma troca de seis por meia dúzia… Ou seja: mais quatro anos sem governo.

Charges em tempos de (des)governo

Mais um ótimo debate promovido pelo Jornalismo B, desta vez com uma novidade: será num sábado à tarde. Dia 26 de setembro, às 15h.

jornalismob 2609

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Já que falamos em “charges” e “(des)governo”, vale a pena conferir a seleção do Tinta China, para o post especial “Semana Esfarrapada”.

E os chargistas da GRAFAR não escondem: lamentarão muito a saída da Yeda do Piratini. Afinal, nunca houve algum (des)governo que rendesse tantas piadas como o atual!

No dia 5 de agosto de 2009…

Charge do Santiago publicada no blog da GRAFAR

Charge do Santiago publicada no blog da GRAFAR

Começamos a perceber, realmente, o fim do pior governo da História do Rio Grande.

Um desastre tão grande, que é raro se ver alguém que admitiu ter votado na Yeda. É preciso coragem para admiti-lo, frente a pessoas que não sejam conhecidas.

Alguns amigos meus que votaram nela, admitem o fato – pelo menos para mim – porque eu os conheço. Sei que votariam até no diabo (se ele existisse), contra o Olívio “que mandou a Ford embora”: sim, porque apesar dele ter feito um bocado de coisas boas (procurou incentivar a agricultura familiar ao invés do agronegócio, a pequena empresa ao invés da grande, criou até uma universidade pública que hoje está sucateada graças à sequência de dois governichos após a sua saída do Palácio Piratini, e tem muito mais), a Ford não quis ficar por aqui sem receber de mão beijada o nosso dinheiro, e por isso o Olívio tinha de ser condenado ao fogo do inferno.

Talvez os meus amigos – tanto os que admitem quanto os que escondem o voto na Yeda – pensem que eu estou adorando tudo o que está acontecendo agora, mas os frustrarei. Fico é triste, por ver que o Rio Grande do Sul perdeu mais quatro anos graças a um estúpido sentimento de “anti-PT”. Graças a uma mídia canalha, que criou tal sentimento, que inventou uma “guerra” que precisava ser “pacificada”.

O Rio Grande ficou “em paz”, mas sem governo, e mergulhado em um mar de lama.

Desse jeito, só nos resta rir… Para não chorar.

Charge do Kayser

Charge do Kayser

Epidemia de mau humor no RS

Ainda sobre o processo Leticia Wierzchowski x Milton Ribeiro: li no blog dele os motivos que levaram a autora a decidir entrar com uma ação. O que me faz lembrar dos meus comentários a respeito da dispensa dos chargistas Kayser, Moa e Santiago do Jornal do Comércio, em 2007.

Provavelmente ninguém gosta de ser alvo de brincadeiras. Ainda mais quando “é famoso”. Deve ser horrível “ser conhecido” e ver que há gente nos criticando e fazendo piada. Pelo jeito, quem é “celebridade” não pode ter um pouco de bom humor.

O meu sobrenome já me rendeu apelidos. Não vou dizer quais eram: prefiro que os leitores façam seus chutes nos comentários. E, claro, processarei todos: se não sou famoso, ficarei – e o que vale mesmo é dinheiro acima de tudo, amigos! Vamos ver quanto consigo ganhar desse jeito…