Um retrato da educação no Brasil

Depoimento da professora Amanda Gurgel em audiência pública sobre a situação da educação no Rio Grande do Norte. Mais do que relatar as adversidades dela e dos colegas de profissão em seu Estado, podemos dizer que ela fala do Brasil como um todo.

Porto Alegre no verão

Menos carros nas ruas… Aquelas mais movimentadas, não é tão utópico atravessá-las sem necessidade de caminhar até uma sinaleira.

Menos congestionamentos, menos filas em restaurantes, tudo melhor.

Pena que esse abafamento estraga tudo. Não fosse ele, o verão seria a melhor época do ano para se estar em Porto Alegre. Mas, por causa dele, é a pior. E como no resto do ano o calor não é tão sufocante, mas a cidade é um caos, Porto Alegre não é um bom lugar para se morar: se sofre menos com o calor, mas viver preso em congestionamentos (“progresso”, para os concretoscos) não é sinal de qualidade de vida.

E como a cidade terá ainda mais espigões e carros, ficará bem pior, e no ano inteiro. Mais quente no verão, mais caótica de março a dezembro.

Dizem que os espigões são para atrair turistas… Se eles vierem no inverno, ficarão presos no congestionamento. E no verão, sofrerão com o calor impiedoso sem possibilidade de refresco: quando se fala em aumento do turismo, os que infelizmente têm poder de decisão em Porto Alegre pensam em concreto, e nem lembram de despoluir o Guaíba.

————

O Hélio Paz diz que Natal é “a cidade do clima perfeito”, com dias quentes mas sem abafamento, e noites agradáveis. Se realmente o calor não é sufocante como em Porto Alegre, então nem é preciso ter inverno. Apesar de eu adorar dormir debaixo de cobertor…

Talvez seja mais pela saudade de não suar feito um condenado. Afinal, muitos se iludem com Porto Alegre só por ser a capital mais ao sul: aqui faz muito mais calor do que frio.