Sou um “lixo moral”, com orgulho

Ontem, aconteceu em São Paulo uma “Marcha para Jesus”, organizada pela Igreja Renascer em Cristo, com a participação de diversas lideranças evangélicas. O ato que deveria ser apenas religioso, acabou sendo marcado por discursos contra o PL 122 (que prevê punição para manifestações homofóbicas) e críticas violentas ao STF devido à legalização da união homoafetiva e a liberação das “marchas da maconha”.

O discurso mais virulento foi o do pastor Silas Malafaia, que classificou como “lixo moral” as pessoas que criticam a intromissão de igrejas em assuntos de governo. E ele ainda tem a coragem de dizer que não defende a instauração de um “Estado evangélico” no Brasil. Aham…

Para o pastor, é “lixo moral” quem defende que o Brasil seja, de fato, um Estado laico, no qual religião não se mete em assuntos de governo. Em que religião não impõe a todo o país os costumes que ela quer, nem se mete a dar pitacos sobre a vida privada até de quem não as professa.

Logo, sou um “lixo moral”. E com orgulho.

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Mas na marcha, não houve só intolerância. Jovelina das Cruzes, 68 anos, deu “um tapa com luva de pelica” na cara dos homofóbicos:

Vocês estão falando sobre o que não conhecem. Meu sobrinho é gay e é um rapaz maravilhoso. Ótimo filho, muito educado, muito honesto e estudioso. Já o meu filho é machão e vive batendo na esposa, não respeita ninguém, não para no emprego.

A direita está vencendo

Terça, foi a aprovação das alterações no Código Florestal, favorecendo aos ruralistas (e com votos da maior parte da base aliada do governo). Ontem foi a vez da suspensão, por parte da presidenta Dilma Rousseff, da distribuição do kit anti-homofobia nas escolas, agradando à “bancada religiosa” e (pasmem!) a Jair Bolsonaro, que tantas vezes chamou Dilma de “terrorista”.

São dois dias consecutivos de vitórias do que há de mais atrasado no país. E no caso desta quarta, ainda representou um golpe contra a laicidade do Estado brasileiro.

Sem contar que é uma politicagem de dar ânsia de vômito. A suspensão do kit se deveu à ameaça, por parte da “bancada religiosa”, de colaborar com a convocação do ministro Antonio Palocci para dar explicações sobre seu enriquecimento (a versão oficial, claro, não é essa, e sim, de que “tem de ser mais discutido”). Agora, como a decisão do governo agradou, os caras deixam Palocci em paz…

E aí periga vir algum governista fanático me acusar de fazer o “jogo da direita” por criticar Dilma. Ora, se a decisão do governo agradou a um ultra-reacionário como Bolsonaro, só me restará desenhar, para ver se eles entendem.

A tragédia de Realengo

Ainda não tinha tido tempo de escrever sobre a tragédia acontecida quinta-feira no Rio de Janeiro – algo que eu estava acostumado a só ver no noticiário internacional. E com tantas “explicações” para o massacre, fica difícil formar uma opinião que não seja mera reprodução de uma das versões para o fato. Porém, o que me parece indiscutível é que, em momento de comoção como o atual, sempre aparece um monte de gente com “explicações simples” para o problema.

A primeira, é o equívoco de se culpar a venda legal de armas de fogo e munição pela tragédia. Por acaso alguém acha que Wellington Menezes de Oliveira obteve suas armas de maneira legal? Ora, mesmo que a opção “sim” tivesse sido a mais votada no referendo de 2005, a venda de armas de fogo não teria acabado: ela continuaria a existir, apenas ilegalmente, assim como o tráfico de drogas (que há décadas é combatido, mas não acaba nunca).

Outra, que foi bastante explorada pela mídia corporativa, foi sobre o suposto (e põe suposto nisso!) “fundamentalismo islâmico” de Wellington. Basta ler a carta atribuída a ele e divulgada pela própria mídia, para perceber que ele fala muito em Jesus Cristo, ou seja, que o cara é cristão, e não muçulmano. Ou seja, aquela velha história de tratar os muçulmanos como “terroristas em potencial”, como se todos (e apenas) eles fossem “fanáticos”, e não existisse fanatismo em outras religiões.

Pior, é repetirem constantemente que Wellington era “retraído, antissocial, vivia no computador etc.”, criando o estereótipo de que todo mundo que é assim, um dia vai comprar armas (ilegalmente, repito), invadir uma escola e matar um monte de gente. Ora, o que não falta no mundo são pessoas tímidas, fechadas, e que usam bastante o computador – e nem por isso temos tantos assassinos em potencial. Wellington era alguém com problemas psicológicos, que precisava de tratamento: afinal, a pessoa sã vai pensar muitos milhares de vezes antes de sair matando todo mundo (e não cometerá tal ato).

Assim, acaba deixando-se de discutir o que realmente é necessário, como o bullying nas escolas e em diversos ambientes sociais, o fato de Wellington ter matado prioritariamente meninas, o ódio ao diferente que é cada vez mais fomentado (Bolsonaro, lembram?), o individualismo e aquela estúpida divisão entre “vencedores e perdedores” (que se vê muito em filmes estadunidenses que retratam escolas, mas que também está presente no Brasil), dentre outras questões. Mas isso, vou deixar para o(s) próximo(s) post(s).

Campanha antidemocrática

"Cabos eleitorais do Serra", por Carlos Latuff

Quando anunciei minha mudança de voto no primeiro turno, de Plínio para Dilma, meu amigo Diego Rodrigues, que foi de Marina, criticou a decisão. Pelo que entendi, não foi por meu voto em si, mas sim pela motivação: declarei que iria votar contra a realização de um segundo turno nesta eleição presidencial de 2010, devido ao jogo sujo da direita. O Diego afirmou que era muito problemático a candidata petista ser eleita apenas por conta de “transferência de votos” gerada pela altíssima popularidade do presidente Lula, de cuja política Dilma representa a continuidade, e que seria “bom para o Brasil” a realização de um segundo turno – embora ele mesmo ache que o PSDB não tem projeto para o país.

Pois minha pergunta é: no que esta campanha para o segundo turno, que já é considerada mais suja até mesmo que a de 1989 por quem tem lembranças “em primeira mão” (eu tinha oito anos, lembro, mas não entendia realmente o que acontecia), está sendo boa para o Brasil? Como o Diego mesmo disse, a campanha do PSDB deixa clara a ausência de um projeto para o país: ao invés de apresentar argumentos que sustentem a afirmação “Serra é o melhor para o Brasil” (da qual discordo), a maior preocupação é difamar Dilma. Vale tudo, até o repetido uso de mentiras, uma estratégia goebbeliana (Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, disse que “uma mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade”).

Collor jogou sujo em 1989, utilizando-se de vários factoides para disseminar no eleitorado o medo de uma vitória do PT. Que iam desde o “anticomunismo” (enquanto os brasileiros escolhiam seu futuro presidente, os regimes burocráticos que se diziam “socialistas” caíam no Leste Europeu) até a declarações de que “os empresários iriam embora do Brasil” caso Lula fosse eleito. Mas não se chegou ao ponto de usar a religião como “arma política”, como está se vendo agora – Dilma já falou em “Deus” no seu programa (aliás, ela nunca negou ter fé), assim como Serra.

Como eu já declarei várias vezes, não acredito na existência de algum ser superior. Mesmo assim, me dou muito bem com gente que tem fé. Como religiões são baseadas em dogmas, e todo dogma é algo considerado “inquestionável”, evito discutir tal tema, ainda mais com amigos, por saber que não haverá a mínima possibilidade de alguma concordância (a não ser que esteja conversando com quem eu sei ser agnóstico ou ateu). Fé, definitivamente, trata-se de uma questão de foro íntimo: por mais que eu critique as religiões, sei que uma pessoa religiosa lerá o que eu escrevo e não deixará de ser religiosa; assim como ela poderá deixar um comentário falando sobre a existência de um ser superior, céu, inferno etc., e eu continuarei a não acreditar em nada disso.

O problema é que muita gente não tem a tolerância que, modéstia a parte, eu tenho com quem tem fé religiosa – e estes comigo. E quando Serra diz que se eleito defenderá “os valores cristãos”, o que ele faz (mesmo que não seja sua intenção) é estimular a intolerância religiosa num país cujo Estado é laico – ou seja, no qual seu presidente não deve defender “valores cristãos” ou de qualquer outra religião, e sim, o direito de todos os brasileiros, de quaisquer crenças (inclusive, os que não têm crença nenhuma), a se expressarem e acreditarem (ou não) no que quiserem.

E por conta disso, considero que a campanha de José Serra é, sim, antidemocrática. Pois a palavra “democracia” significa “governo do povo”, logo, exercido em nome de e para todos, não apenas para os que têm determinada fé.

Aborto é questão de saúde pública, não religiosa

Está lá, na Constituição Federal de 1988: a República Federativa do Brasil é um Estado laico. Ou seja, não tem religião oficial. As pessoas podem ter a fé que bem entenderem, e até mesmo não ter nenhuma. Mas não se pode dar preferência a qualquer uma que seja, por motivos religiosos.

Porém, o debate sobre a legalização do aborto no Brasil se dá como se nosso país não fosse laico. Não há nenhum avanço em direção à garantia deste direito para as mulheres devido à força dos religiosos, tanto no Congresso Nacional (afinal, é dele o poder de legalizar ou não o aborto) como fora dele. Graças a panfletos mentirosos dizendo que Dilma Rousseff iria legalizar o aborto – e também à própria incompetência da campanha petista, que não soube responder às mentiras, mesmo contando com depoimento de pastores evangélicos em apoio a Dilma – que a eleição foi para o segundo turno, dando novo fôlego à campanha de Serra. Aliás, interessante é que Serra declarou-se contra o aborto, depois de já ter sido favorável a ele. Tudo para ganhar votos…

O aborto tem de ser legalizado por uma questão de saúde pública. Não se pode, só porque certas religiões são contrárias, negar um direito para as mulheres que não pertencem a tais credos. Quem acha que o aborto é pecado, que não o faça (afinal, “legalizar” não quer dizer “tornar obrigatório”). Mas deixe quem não acha isso errado abortar de forma segura.

Uma amostra do que passam as mulheres que desejam interromper uma gravidez indesejada onde o aborto é considerado ilegal nos é dada pelo filme romeno “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), de Cristian Mungiu. A história se passa em 1987, dois anos antes da derrubada da ditadura de Nicolae Ceausescu. O megalômano ditador queria governar uma grande população, e por conta disso o aborto foi proibido na Romênia. Tal medida resultou em um grande número de crianças deixadas em orfanatos, e muitas foram parar nas ruas das cidades romenas.

Não era só em 2012?

Botafogo campeão carioca com gols de Herrera e Loco Abreu, goleiro defendendo pênalti, sem o menor sinal de que iria amarelar?

Não sou religioso; se fosse, já teria começado a rezar e a perguntar ao “ser superior” por que estava antecipando o fim do mundo de 2012 para 2010…

Que briguem (e muito) entre si

A disputa pela liderança da audiência brasileira entre Globo e Record agora virou guerra aberta. A “plim-plim” dá amplo destaque à ação judicial contra Edir Macedo, dono da Rede Record e da Igreja Universal do Reino de Deus, acusada de desvio de recursos destinados a obras sociais – parte do dinheiro iria para a compra de empresas de comunicação. A Rede Record, por sua vez, relembra o passado que a Rede Globo insiste em esconder – as boas relações com a ditadura militar e as tentativas de derrubar Lula.

Quem está certo? Bom, acho que as duas estão, ao mesmo tempo, certas e erradas. Afinal, os “podres” dos dois lados estão sendo expostos em rede nacional. Ao mesmo tempo, as informações só foram mostradas em “momentos de desespero”: ambas “jogaram a bosta no ventilador” por sentirem-se ameaçadas uma pela outra. Tudo o que dizem não é novo, mas só agora está na telinha.

E o melhor de tudo, é que a guerra das emissoras também ajuda a derrubar o mito de que as emissoras são “apolíticas”: no Congresso, há parlamentares para defender ambas…

Para quem eu torço? Sinceramente, para nenhuma das duas. Se a Globo tem todo o seu passado nebuloso, e também o apoio à velha direita, a Record é porta-voz da Igreja Universal.

E, como agnóstico que sou, acho até pior que a maior emissora do país seja vinculada a uma religião: a preocupação da Globo é apenas o dinheiro, já a Record, por ter a Universal por trás, também buscará aumentar o número de seguidores da igreja – além de dinheiro, é claro. Não seria nada bom que detivesse o monopólio da informação no país.

O maior de todos os mitos

O Idelber Avelar pediu aos ateus que “saíssem do armário”, e citou uma pesquisa que aponta: os que não creem na existência de algum deus são os mais discriminados socialmente no Brasil, junto com os usuários de drogas.

Já acreditei em Deus, fui católico a ponto de rezar antes de dormir, etc. Fiz a primeira comunhão, e só: quando falaram em crisma e eu soube que teria de passar mais um ano fazendo catequese, desisti na hora. Ou seja: eu acreditava, pero no mucho.

Fiz o Segundo Grau (entre 1997 e 1999 ainda era Segundo Grau, né?) em escola católica, o Colégio Marista São Pedro. Antes das aulas sempre se rezava, e eu ia junto, mais por medo de sofrer alguma represália – pura paranoia, pois tinha uma colega que não rezava e tirava notas muito boas. Afinal, os professores não colocavam a religião acima do conhecimento.

Em 2000 passei no vestibular para Física, na UFRGS. É um dos cursos mais desafiadores à religião: afinal, o Big Bang detona o mito da criação do mundo. Não fui longe na Física, larguei o curso em 2002, mas a minha fé religiosa não voltou. E depois que ingressei na História, em 2004, aí sim que ela não voltaria…

Em um de seus textos sobre religiões (que infelizmente não recordo o título exato agora – procurarei!), o sociólogo francês Émile Durkheim fez uma comparação entre a religião e a ciência. Considera ambas como um “sistema de crenças”: assim como na religião, é preciso “ter fé na ciência” – nada mais do que “acreditar nela”. A diferença, é que a ciência admite ter como resposta a um questionamento o “não sei”, e mesmo as ditas “certezas” podem – e devem – ser questionadas; enquanto a religião, ao contrário, sempre tem “explicações totais” para tudo, e dogmas que o fiel jamais deve questionar.

E o dogma maior, sem dúvida alguma, é a existência de um ser superior, fundamento principal da fé religiosa.

Considero-me agnóstico: não creio na existência de algum deus, visto que não é possível provar sua existência, não há evidências. Se não posso afirmar categoricamente a não existência de um ser superior, isso não quer necessariamente dizer que ele exista. E se não há indícios, então provavelmente não existe.

E além disso, se existisse um ser divino, superior a tudo, então no mínimo ele não deveria ter sentimentos humanos, “inferiores”. Não deveria exigir adoração, ficando irado com o contrário: isso é humano, e não divino.

Sem contar que, basta olhar para o mundo e perceber quais são as “razões” que justificam a esmagadora maioria das guerras: a verdadeira motivação é poder, dinheiro. Mas a “desculpa” é a religião: matar alguém por dinheiro “pega mal” – e de fato é uma estupidez – mas se for por religião, aí a coisa muda de figura: lembram do Bush dizendo que “Deus estava com ele”? Assim, ele ordenou a invasão do Iraque em março de 2003, com maciço apoio da população estadunidense…

Há quem acuse os ateus de também serem “dogmáticos”, porque estes têm a certeza de que não existe nenhum deus (como agnóstico, acho que não me cabe tal acusação). Porém, se tem algo que os ateus não são, é exatamente “dogmáticos”: afinal, eles não tentam convencer ninguém a acreditar em algo cuja existência não pode ser provada.

E eu é que não vou impor a alguma pessoa que ela não acredite em algo. Até porque fé não se dá “por decreto”: se crê ou não. Se eu impuser que todos sejam ateus ou agnósticos, eu poderei ser um ditador desgraçado que proíbe a expressão religiosa, mas não conseguirei impedir as pessoas de acreditarem em algum deus. Para que não creiam mais, é preciso que elas entendam o que está por trás das religiões, que nada mais são do que mitos (e mitos são “explicações totais” para determinados fenômenos ou situações, sem fundamentos científicos) que bilhões de pessoas acreditam serem verdades.

Eu creio (haha!) que tenho capacidade de derrubar algumas certezas religiosas de muita gente, mas isso me faria escrever demais aqui – e aí ninguém leria o post até o final (e também tenho fé nisso!). Então recomendo o documentário abaixo, Zeitgeist, que vai além da religião, e ajuda a derrubar muitas certezas.

No que eu acredito

A Mariana me fez um “desafio bloguístico”, de escrever sobre Deus. É meio complicado escrever sobre algo que não acredito. Seria igual a falar que o PFL (ops, Democratas) é a salvação do Brasil. Ou que o Inter é bom. São coisas inimagináveis para mim. Tanto que jamais escrevi tais absurdos – a não ser para mostrar que são maluquices, como fiz agora. Sempre evitei falar de religião, por não acreditar em nenhuma. Bom, não nas religiões convencionais.

Já acreditei em Deus. Foi nos meus tempos de criança – o que me faz lembrar de uma charge atéia, em que uma criança vê uma senhora vestindo uma camiseta com um dizer tipo “Eu creio em Deus” e diz a ela “Eu também tenho amigos imaginários”. Para uma criança, é fácil acreditar em qualquer coisa, elas fantasiam bastante. Graças à imaginação infantil, o Inter ainda tem torcedores – que mesmo depois de adultos mantém um elemento da infância, a capacidade de acreditar que torcem por um grande time.

Não afirmo categoricamente que Deus não exista (argumento dos ateus). Mas também não digo que exista (o que afirmam os teístas). Faltam-me provas – de ambos os lados. Por isso, minha posição nesse assunto é literalmente “em cima do muro”: o agnosticismo. Prefiro me concentrar em outros problemas. Mas, o fato de eu não afirmar a existência de Deus automaticamente me coloca do lado dos “não-crentes”, mesmo que eu também não afirme a não-existência de Deus. Pois para crer em qualquer coisa, é preciso acreditar que ela exista. Não se pode ter dúvida.

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Bom, eu disse que não acredito em nenhuma religião convencional. Logo, quer dizer que tenho alguma crença “não-convencional”.

Acredito que quarta-feira o Grêmio reverte a vantagem do Defensor e se classifica para as semifinais da Libertadores. Claro que não poderá jogar da mesma maneira que jogou no Uruguai, pois se repetir a atuação de Montevidéu a vaga vai para o brejo. Mas acho bem provável que o Grêmio consiga fazer os três gols de diferença, com o apoio da torcida.

Afinal, esse time já se mostrou capaz de conseguir o impossível. E também o máximo que qualquer clube pode almejar. Por isso o Grêmio é, na prática, minha religião.