Chamem o Tonho Crocco!

A música “Gangue da Matriz” de Tonho Crocco, que lhe rendeu um processo judicial (felizmente arquivado), “homenageou” os deputados estaduais do Rio Grande do Sul que em dezembro do ano passado aprovaram 73% de reajuste salarial para si mesmos. Foram 36 votos favoráveis e 11 contrários.

O que dizer, então, dos vereadores de Porto Alegre? Aumentaram seus próprios salários de R$ 10.335,00 para R$ 14.837,00. Apenas Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, ambos do PSOL, votaram contra. Sofia Cavedon (PT), presidenta da Câmara Municipal, se manifestou contra o reajuste em reunião da bancada petista, mas todos os outros vereadores do partido foram favoráveis, e como o PT costuma tomar decisões em colegiado…

Felizmente, o Ministério Público de Contas pediu o veto do aumento alegando que a “justificativa” para o reajuste, da “vinculação com os salários dos deputados estaduais”, era inconstitucional. Mas, se fosse constitucional, seria bacana se os salários do cidadão comum também fossem vinculados aos dos políticos. Que tal, ilustres “representantes do povo”?

Calma, que tem mais essa: em Brasília, a Câmara Federal absolveu a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) de cassação por quebra de decoro parlamentar. E o pior é que nem dá para fazer música de uns quinze minutos citando os nomes de todos os parlamentares contrários à cassação: a votação foi secreta.

Anúncios

Não tinha dito?

Em 29 de dezembro, postei uma charge do Kayser que tirava sarro da ex-(des)governadora Yeda, prevendo que certamente não seria a última motivada por ela. Dito e feito…

Desta vez, é do Bier: a versão verdadeira do “déficit zero” tão alardeado pelo (des)governo.

Só é uma pena que, pelo visto, o “caixa zero” servirá para o governo Tarso não reajustar o salário dos servidores públicos estaduais… Não era isso uma das (muitas) reclamações que se tinha contra o (des)governo Yeda?