Sobre querer escrever poesia

O Cão surgiu como poema. Mas sempre se caracterizou pela prosa.

Não quer dizer que eu nunca mais tenha feito nada de poesia. O problema é que raramente transfiro pensamentos aleatórios para o papel (de verdade ou virtual) na hora que me vêm na cabeça. Penso em fazê-lo depois e… Lá se foi.

Outras vezes, até passei as palavras para a folha. Porém, deixei guardadas ali, sem publicar. Passou o tempo, li novamente, achei ruim e descartei sem saber a opinião de mais ninguém. Um erro, sei.

Algumas vezes sento defronte ao computador e decido que vou escrever poesia. E aí mesmo é que fica uma porcaria (isso quando sai alguma coisa), sem espontaneidade alguma. Tento fazer com que as palavras “façam sentido”, fiquem encadeadas em uma sequência supostamente lógica, e o pensamento em prosa sufoca o poema.

Bom, agora vou procurar andar sempre com papel e caneta. Melhor não anotar no celular, pois não quero que me roubem as palavras.

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Dia da Poesia

Sexta-feira, 14 de março, foi o Dia da Poesia.

Embora este blog tenha começado com poesia, é a prosa que predomina aqui. Nada melhor do que, em comemoração ao Dia da Poesia, abrir espaço para ela.

Poeminha do contra

(Mario Quintana)

Todos estes que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Vento sul

(Rodrigo Cardia)

Sopra o vento sul
Trazendo o sinal do frio,
Vai levando a chuva embora,
Vem trazendo o sol de volta.

Sopra forte o vento sul,
Chegando às minhas paragens,
Trazendo novos ares,
Lá da terra dela.

Chega com tudo o vento sul,
Vento forte, vento destruidor.
Saiu da terra dela,
Para arrasar o meu coração.

E vai-se embora o vento sul,
Me deixando o frio e o sol.
Vai-se em direção ao norte,
Deixando para trás os pedaços de mim.

(Escrita em 28 de agosto de 2005)