Telemarketing direitoso

Se tem coisa que me deixa irritado, é receber ligação de telemarketing. Em geral, aqueles malas (não me refiro aos trabalhadores, e sim aos seus patrões, que ordenam os telefonemas) me oferecem produtos que, se eu os quisesse, obviamente não precisaria ser induzido a adquiri-los via telefone! (Exato, eu não sou um consumista que sai comprando qualquer porcaria só porque “tá barato” ou “tá na moda”.)

E agora, fiquei sabendo da “novidade”: o telemarketing direitoso. O azarado atende ao telefone e ouve uma mensagem contra Dilma. Exato: não é a favor de Serra, e sim, contra Dilma.

Isso dá apenas mais uma amostra de como é canalha a campanha do PSDB. Por não terem argumentos em favor de seu candidato, apenas atacam a adversária. E chegam a fazer isso da pior maneira possível, que é incomodando as pessoas (sim, incomoda ter de atender ao telefone quando se está ocupado com alguma coisa – ainda mais para receber uma bosta de uma propaganda).

Por sorte, ainda não atendi a uma ligação dessas. Pelo visto, é uma mensagem gravada, ou seja, não poderei responder na hora que a estiver ouvindo. Assim, já deixo registrado aqui o “vai tomar no cobre” para essa porra de telemarketing direitoso!

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A camisa que eu gostaria de ter

Uma camisa do Grêmio que eu gostaria muito de ter mas não comprei (se arrependimento matasse…), é o modelo que o time vestia na final da Copa do Brasil de 2001 – última grande conquista do Tricolor. E não é só por isso.

Aquele modelo, fabricado pela Kappa, não tinha nenhum anúncio publicitário. Nenhum! Exceto, claro, o logotipo da Kappa, mas não ocupava boa parte da camisa.

No início de 2001, o contrato do Grêmio (e também do Inter) com a General Motors expirou e não foi renovado, e em consequência disso os dois clubes ficaram sem patrocinador por um tempo. Foi com a camisa sem propaganda que o Grêmio conquistou o estadual e, duas semanas depois, a Copa do Brasil, jogando um belíssimo futebol. No segundo semestre, a dupla Gre-Nal assinou contrato de patrocínio com o Banrisul, e acabou-se a camisa sem publicidade.

Eduardo Galeano, em um genial texto sobre os anúncios publicitários nas camisas, definiu o jogador de futebol na atualidade como “um anúncio que joga” – o que explica as proibições das comemorações mostrando camisas personalizadas (independentemente de serem mensagens religiosas ou pacifistas): não se pode deixar de mostrar a marca do patrocinador na hora de comemorar o gol.

Me dei o direito de complementar a definição de Eduardo Galeano: o torcedor, em sua maioria, é um “anúncio que torce”. Afinal, ao comprarmos a camisa de nosso time, não mostramos apenas o orgulho que sentimos por torcer para ele: somos também obrigados a anunciar algum produto, alguma marca.

Talvez isso explique o motivo pelo qual camisas “retrô” – modelos que imitam as utilizadas no passado – fazem sucesso: a única marca que aparece é a do fornecedor esportivo, mas sem ocupar um grande espaço na camisa.

Porém, agora uma torcida terá o direito de “fazer propaganda” apenas de sua paixão: a do Racing. E mais: o clube argentino não está sem patrocinador, é que este, o Banco Hipotecario, decidiu não estampar sua marca na camisa do time, e sim, explorar outros espaços para publicidade, como mostra a postagem no Impedimento.

Quem sabe um dia esta ótima ideia chegue ao Brasil, e eu possa anunciar apenas a minha paixão pelo Grêmio, nada mais. Mas, claro, tomara que a fornecedora de material esportivo não “invente” bizarrices para estragar o manto sagrado

A propaganda é diferente da realidade

Comerciais de automóveis “off-road” são sempre iguais. Mostram aquele carrão subindo montanhas, andando no meio da selva… Mas não a realidade.

Achei o vídeo no blog Apocalipse Motorizado.