Resolução cumprida

Em dezembro de 2013 fiz uma promessa para o ano que se aproximava. Algo raro, dado que não sou chegado a resoluções de Ano Novo. Mas naquele momento, entendo que era algo necessário: o ano de 2013 terminava de forma péssima para mim, e as perspectivas para 2014 não eram boas. Era preciso um projeto pessoal, e que dependesse única e exclusivamente da minha pessoa. Foi por isso que assumi a “responsabilidade” de começar a escrever um livro.

É verdade que me enrolei demais. Me preocupei com outras coisas. Mas sempre lembrava da promessa, feita bastante tempo antes das bebedeiras do dia 31 de dezembro. Então, eis que “aos 45 do segundo tempo”, enfim, posso dizer que cumpri a resolução: escrevi o primeiro parágrafo. Que será alterado em breve, pois preciso escolher o nome do personagem… Mas, tenho um parágrafo. E o que eu tinha prometido, ressalto, era começar um livro, não concluí-lo.

Portanto, 2014 já pode acabar sem que eu me sinta em dívida.


Sobre o ano que se acaba, constato um fato curioso: 2014, de modo geral, foi um ano ruim, com “oásis” de coisas boas. Mas termina muito melhor do que começou: o início do ano foi das piores épocas da minha vida, aquelas ocasiões em que tudo dava errado. Um “inferno astral” que começou ainda em 2013, ano que de modo geral achei bom mas no final foi simplesmente péssimo.

Já no término de 2014, falar em “perspectiva de mudança” não é mero discursinho de virada do ano: dentro de um mês, estarei trabalhando e morando em outra cidade, e terei de me acostumar a ver familiares e amizades de Porto Alegre apenas eventualmente, pois estarão a 400 quilômetros de distância. Mas as expectativas são as melhores possíveis: uma “mudança de ares” sempre é boa, e em muitos casos torna-se necessária.

Ou seja, se por um lado 2014 não me deixará muitas saudades, por outro ele termina (e dá lugar a 2015) realmente com ares de esperança. Aliás, coisa muito necessária também, de maneira geral, pois o ano que se encerra foi pesado, marcado por muito ódio (como bem vimos na campanha eleitoral e em tantas outras ocasiões). O alento vem de saber que, segundo monitoramento do uso de palavras em língua inglesa, a palavra mais popular de 2014 foi o “emoji” de coração. Resta torcer (e fazer a nossa parte) para que em 2015 o amor vença o ódio em todos os idiomas.


Já a “frase do ano”, qual foi? Não me resta dúvida alguma: “gol da Alemanha”.


Promessas para 2015? Não faço. Já quase descumpri a de 2014… E como disse, o ano termina bem melhor do que começou (e de como acabou 2013). Melhor não fazer resoluções – exceto a de continuar o livro, já que o primeiro parágrafo já está escrito.

E deixar meus votos para que 2015 seja melhor que 2014 (e há de ser), mas pior que 2016…

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O primeiro gostinho de despedida

Estamos no último ano do Estádio Olímpico Monumental. Isso é uma obviedade desde que 2011 virou 2012, mas ainda não me tinha “caído a ficha”. Pois agora, amigos, é que isso começou a acontecer.

Lembro de, no início de 2012, ter prometido a mim mesmo que iria ao máximo possível de jogos no Olímpico, se possível a todos. Promessa que o verão de destruição em massa que tivemos este ano em Porto Alegre me fez descumprir, pelo menos até o camarada equinócio de outono. Até ali, só fora ao Gre-Nal do dia 5 de fevereiro: estava um calorão e o Inter escalara o time reserva, mas era Gre-Nal.

Por sua vez, desde que os dias voltaram a ficar mais curtos que a noite (e mais amenos), não perdi mais nenhum jogo do Grêmio em casa. Foi curioso: viajei duas vezes, e tive a sorte de nestes períodos fora de Porto Alegre o Tricolor só jogar no estádio adversário. Acreditem, na hora de marcar as viagens eu não conferi as tabelas do Gauchão e da Copa do Brasil: só dei uma olhada na da Divisão de Acesso estadual, pois queria ir (e fui) a um jogo do Vovô em Rio Grande. Entre uma viagem e outra, conferi Grêmio x Avenida, vitória fácil por 4 a 0.

Reparei que, do início do outono em diante, passei a cumprir a promessa que fiz… Porque este é o último ano que vou a jogos no Olímpico.

E agora percebo que, em menos de um ano, passar ali pela famosa “rótula do Papa” não terá mais o mesmo significado de sempre para mim. Hoje eu passo ali, olho para o lado e lá está o Olímpico Monumental: dá aquele orgulho, pois olhar para o Olímpico automaticamente faz lembrar do Grêmio, dele se impondo contra seus adversários, ganhando títulos como aquela Libertadores de 1983 e também o Brasileirão de 1996. Faz lembrar a torcida apaixonada tomando conta da região nos dias de jogos. Também me vêm automaticamente a lembrança de ter estado lá dentro mais de duzentas vezes desde 16 de setembro de 1995.

Já em abril de 2013, passar por aquele ponto me fará lembrar de tudo isso que falei no parágrafo acima. Mas não terei mais o Olímpico Monumental para olhar. Vai dar uma tristeza, um aperto no peito, mesmo com o Grêmio existindo, embora em outro endereço – que, espero, seja realmente um bom negócio para o Tricolor…