TRI lento, TRI falcatrua, TRI RUIM!

Em março, escrevi aqui no Cão demonstrando minha desconfiança (e insatisfação) em relação ao sistema de bilhetagem eletrônica implantado em Porto Alegre, o TRI. Afinal, pela primeira vez eu utilizara o troço, e percebi que o saldo do meu cartão era dado em reais, e não em passagens. Logo imaginei que, quando houver aumento da tarifa, acontecerá o seguinte: comprarei, digamos, 75 passagens antes do aumento, mas como o saldo é dado em reais, eu não terei 75 passagens por causa do aumento.

Enviei e-mail ao “Fale conosco” da página do TRI, e recebi como resposta a promessa de que, após aumentos de tarifa, por um período seria descontado do cartão o valor correspondente à tarifa antiga. Pois é… Mas como aqui em Porto Alegre os aumentos acontecem sempre no meio do verão, isso vai mesmo é significar mais lucro para os empresários, já que certamente não será dado mais de um mês de colher-de-chá (se é verdade o que me disseram no e-mail): em março, quando a cidade voltar ao ritmo normal, certamente os leitores do TRI descontarão a nova tarifa.

Desconfiança que aumenta ao lembrarmos que a promessa da prefeitura era da implantação de tarifa única para quem precisa pegar dois ônibus para se deslocar, e o que temos agora é o pagamento de uma passagem e meia. Se não cumpriram essa promessa, quem garante que cumprirão a promessa de não nos roubarem passagens?

Leia mais sobre o TRI RUIM no Porto Alegre de Fogaça.

Pontal do Estaleiro – Audiência Pública

Amanhã (6 de agosto) às 19h acontece na Câmara de Vereadores de Porto Alegre uma audiência pública para debater o Projeto Pontal do Estaleiro. É prevista a construção de quatro torres residenciais e duas comerciais para a área.

Se aprovado o projeto, terá início uma progressiva privatização da orla porto-alegrense. Ao invés de buscar aproximar a população do Guaíba, nossa elite “esclarecida” prefere que as margens sejam propriedades privadas de poucos. E não bastasse isso, de acordo com o que li no Dialógico a apresentação do projeto traz uma “sacanagem embutida”: “os prédios são apresentados em escala menor no contexto da paisagem, ou seja, proporcionalmente, aparecem mais baixos do que realmente serão construídos”.

Sem contar que a área sofrerá um grande acréscimo de tráfego, com todos os carros que ingressarão não só no complexo do Pontal, mas também no novo (mais um!) centro comercial que deverá ser inaugurado nos próximos meses, no mesmo bairro (Cristal).

E não se vê nenhum candidato à prefeitura tocar nesse assunto. Afinal, pega mal ir contra os interesses das construtoras, que são os mesmos da grande mídia – a qual não divulga uma vírgula que não seja favorável ao projeto…

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Infelizmente, não poderei estar presente à audiência, pois tenho aula no horário.