Brasil, potência mundial

Semana passada, foi anunciado que o PIB do Brasil superou o do Reino Unido, e com isso nosso país se tornou a 6ª economia do mundo. E pelo visto caminhamos a passos largos para ocuparmos o lugar dos Estados Unidos: já exportamos lixo cultural

Há quem diga quem diga que isso é representativo da cultura brasileira. Se pensarmos em “cultura massificada”, leia-se “midiática”, até concordo (e em outros países nem é muito diferente). Mas a verdadeira cultura do Brasil é muito rica e diversificada, resumi-la a uma letra tosca como essa é uma estupidez sem tamanho.

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Não esqueci do outro assunto que a charge do Kayser fala, a matéria da Veja. Lembram de eu ter falado sobre não acreditar que o mundo acaba esse ano?

Já estou repensando isso… Pois me parece mais fácil o mundo acabar do que a velha mídia falar sobre o livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr.

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Cigarro polui a cidade

Como é de costume aos sábados, fui almoçar na casa da minha avó. No caminho, meu irmão e eu decidimos contar quantas bitucas de cigarro estavam jogadas nas ruas que percorremos.

O caminho é curto, mas conseguimos perder a conta. Estimamos que o número seja de aproximadamente 250. Isso apenas considerando as calçadas pelas quais passamos, sem o outro lado da rua. E que isso foi hoje, apenas num pedacinho de Porto Alegre, sem contar a cidade inteira, todos os dias. O número já fica inimaginável.

Muitos fumantes jogam as bitucas no chão usando o “argumento” de que não há lixeiras específicas para o lixo que produzem, ou seja, “cinzeiros públicos” (jogar o cigarro recém fumado em uma lixeira com papel pode provocar fogo). É um “argumento” semelhante ao que muita gente que joga lixo na rua usa: “não encontro lixeiras”.

Obviamente se deve cobrar isso das autoridades, mas não serve de desculpa: é só carregar o que se quer jogar fora até uma lixeira. Se for o caso, levar para casa e lá colocar no lixo. O cigarro, basta pisar em cima dele para apagá-lo, e assim ele pode ser largado na lixeira sem risco de causar fogo.

As bitucas de cigarro, como todo o lixo jogado nas ruas, ajudam a entupir bueiros (principal causa dos alagamentos) e levam muitos anos até se decomporem – com todas as porcarias que as integram. É possível reciclá-las, mas acho melhor ainda não fumar.

Tri porcaria

Quando anunciaram a implantação do sistema “TRI” (Transporte Integrado) nos ônibus de Porto Alegre, disseram que seria “tri moderno, tri fácil, tri prático”. Mas até agora, está “tri ruim”.

Deslocaram a roleta mais para a frente nos ônibus, o que gerou dois sérios problemas:

  1. Poucos lugares na frente para os idosos, para estimulá-los a passarem a roleta e utilizarem lugares “reservados” no meio (!) do ônibus. Além da maioria dos passageiros não respeitar os lugares destinados aos idosos, ainda há o perigo deles caírem devido aos solavancos do ônibus quando se dirigem à porta traseira para descer;
  2. O leitor do cartão é lento, o que gera filas mais demoradas. Como a roleta está mais perto da porta, as filas se estendem para fora do ônibus, atrasando a viagem.

Não é nada “prático” também, porque só conseguimos saber o saldo do cartão passando na roleta – correndo o risco de embarcar no ônibus sem saber que o cartão não tem mais créditos. Não há sequer um sistema para se consultar o saldo pela internet, mediante fornecimento do número do cartão e senha – como se faz em sistemas de “home banking”.

E agora, mais essa. Quem tem o cartão de passagem escolar, precisa renová-lo.

Ano passado imaginei que, como o troço é “tri prático”, entre um semestre e outro só seria preciso levar o comprovante de matrícula ao posto (o que era feito entre o 1º e o 2º semestre de cada ano, para alunos de cursos de matrícula semestral), no momento de recarregar o cartão. Afinal, não é preciso fazer uma carteira nova a cada ano, como acontecia antes do “TRI”.

Mera ilusão… A burocracia é quase a mesma de quem faz o cartão pela primeira vez. Levar documentos, cópias etc., e aguardar três dias úteis, segundo o DCE da UFRGS.

Ah, e tem taxa (a mesma para fazer ou renovar o cartão), que varia de acordo com a entidade onde se vai fazer a renovação. Ano passado, havia a justificativa de que era preciso confeccionar o cartão, mas agora, para renovar, é apenas burocracia. E ainda é preciso pagar por isso.

E nosso transporte coletivo piora a cada dia, com direito a baratas em ônibus da Carris. Com um sistema dessa qualidade, nós é que deveríamos receber dinheiro a cada vez que entrássemos em um ônibus de Porto Alegre.