Kayser, genial!

Duas boas charges do Kayser, e ainda por cima tirando sarro da Yeda, têm o poder de me fazerem rir até num abafado 24 de dezembro…

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Lembranças do “meu tempo”

Parece “coisa de velho”, mas… Bons tempos aqueles. As crianças brincavam na rua. Apostávamos corridas de bicicleta – eu disputava a hegemonia com o Leonardo, enquanto o Vinicius (meu irmão) e o Diego, os mais novos da turma, brigavam para não ficar em último. Também fingíamos que as calçadas eram as ruas de uma cidade inventada: o Leonardo e eu éramos os patrulheiros, e o Vini e o Diego, para variar, se davam mal.

O trecho acima é do texto “A rua onde eu cresci”, publicado em 7 de julho de 2008. De tantos comentários elogiosos que recebeu, estou convencido de que foi um dos melhores que escrevi… (Espero então que agora receba uma enxurrada de críticas para que eu aprenda a ser humilde.)

Um ano e três meses depois, a Rua Pelotas, da qual falei, está menos verde: dois jacarandás, que estavam doentes, foram removidos em julho e setembro. E ainda há mais árvores doentes na rua, que correm risco de queda – aumentado com ventanias como as registradas na segunda-feira passada e ontem.

Essas horas, começo a de fato me sentir velho: “no meu tempo as coisas não eram assim”. As crianças brincavam na rua, e as árvores não estavam em mau estado.

Mas deixando um pouco de lado a “amargura de velho” e os prazos acadêmicos (afinal, a monstrografia está pronta na minha cabeça, mas boa parte dela ainda precisa ser traduzida ao papel), não custa nada lembrar algumas coisas boas da infância (dentre elas, não ter de escrever uma monstrografia).

  • No Natal de 1986 (sim, eu gostava de Natal!), chegou-se à solução de um sério problema: o que fazer para que eu comesse alguma coisa na ceia? Como eu sempre gostei muito de sopa (aprende, Mafalda!), a ideia foi de fazer um creme de ervilha. O “lance decisivo” foi a travessura do Papai Noel, que tomou um prato de creme de ervilha. Meu pai “ouviu um barulho”, foi verificar o que era e “expulsou o bom velhinho” (velhinho aos 35 anos???) a pontapés, por comer nossa ceia. Seguindo o exemplo do Papai Noel, eu quis creme de ervilha e assim, utilizando as palavras de Eric Hobsbawm (a academia me persegue, mesmo no passado), foi inventada uma tradição na nossa família, a do creme de ervilha no Natal, seguida à risca até hoje. Exceto a parte do Papai Noel: embora o “bom velhinho” ainda retornasse por mais alguns Natais (apesar dos pontapés de 1986), hoje ele foi deixado de lado, é claro;
  • Em novembro de 1989, a televisão começou a falar da queda de um muro em Berlim e de como aquilo era importante. Na hora eu não entendia o real motivo para tanta falação: achei que derrubar muros era algo digno de aparecer na televisão, então imaginei que se derrubasse um muro na Rua Pelotas, seria notícia no mundo inteiro. Ainda bem que eu não tinha uma picareta a meu alcance;
  • Na mesma época, tinha eleição para presidente. Eu já entendera mais ou menos o que era o negócio: os candidatos são eleitos mas não ficam o resto da vida “lá”, então periodicamente se realizavam eleições para determinar quem entrava no lugar. Então ouvi o noticiário dizer “os brasileiros votam para presidente pela primeira vez em 29 anos” e não entendi mais nada. Vale lembrar também que fizemos uma simulação daquela eleição na minha turma do colégio (eu estava na 1ª série) e o Brizola ganhou disparado, com direito ao meu voto. Depois eu aprendi a fazer o “L do Lula” para o segundo turno, mas infelizmente deu Collor;
  • Também na mesma época, durante uma ida ao Iguatemi com minha mãe, vi uma equipe da RBS, que acabara de gravar uma reportagem sobre… O Natal! Os caras se preparavam para levarem as fitas à emissora, mas de tanto eu encher o saco, aceitaram me gravar. E eu apareci na televisão! Ou seja: “meu passado me condena”;
  • Ainda em 1989, desta vez no dia de Natal, ganhei um “Pense Bem” de presente. Feliz da vida, quis chamar meus amiguinhos para conhecerem a novidade, mas todo mundo tinha ganho um “Pense Bem”;
  • No inverno de 1993, a Rua Pelotas sediou a inesquecível Copa América de futebol de botão, com a participação de quatro seleções: Argentina (Diego), Brasil (Leonardo), Equador (eu) e Uruguai (Vinicius). A Celeste foi campeã, mas não de forma invicta: na primeira rodada, perdeu por 2 a 1 para o Equador (que acabou em 4º lugar, ou seja, último). De qualquer forma, chora Vini!

A ditadura da felicidade natalina

Eu não gosto de Natal. Faz bastante tempo.

Afinal, tal data é associada ao Papai Noel e ao nascimento de Cristo – e não acredito mais em nenhum dos dois. Logo, é uma comemoração sem sentido para mim. Some-se isso ao fato do Natal marcar o início do verão – é mais fácil agüentar colorados “pifados” do que calor – e completa-se o quadro da dor.

Pior do que a existência da data, é o tal de “feliz Natal”. Em primeiro lugar: se a data não me faz sentido como comemoração, também não vejo razão em sair dizendo “feliz Natal” para todo mundo. Em segundo lugar: sei que, ao contrário da idéia de felicidade vendida pela mídia, muita gente fica realmente deprimida com o Natal – o que não é meu caso, já que tenho ânimo para escrever textos como este, detonando a comemoração fajuta.

Deve-se estar feliz com o Natal, mesmo que se deteste a data. É preciso dar “feliz Natal”, mesmo que a contragosto. Em algumas famílias – felizmente não é o caso da minha – é preciso agüentar alguns parentes chatos que só vemos nesta época.

E cada vez mais, somos “obrigados” a estarmos sempre felizes – nem que para isso seja preciso fingir. E no Natal, a tristeza é tão mais abominada que é ainda mais necessário o fingimento – daí para a depressão é um passo.

Considerando os resultados das últimas eleições…

fogaca_painoel_pontal(charge do Eugênio Neves)

Ontem, antes do jogo do Grêmio, foi tocado o Hino Rio-Grandense. E surgiu nova letra para um trecho:

Mas não basta para ser livre,
Ser forte, aguerrido, e bravo,
Povo que vota na Yeda
Acaba por ser escravo.

Falta uma letra

Assinamos o Virtua aqui em casa com a promessa de uma internet com velocidade de 2 Mbps. Porém, nos últimos dias chega a parecer que temos internet discada. Um vídeo do YouTube com cerca de um minuto de duração, leva no mínimo 2 minutos para carregar.

Considerando que temos dois computadores em rede, teríamos de ter 1 Mbps para cada um, na teoria. Mas, veja (desculpe o palavrão) o que deu o teste que fiz agora há pouco:

Esses dias, meu irmão ligou para a NET pedindo explicações. Disseram que teríamos “ultrapassado o limite mensal de downloads”, e por isso teriam diminuído a velocidade da internet “pela metade” (mentira, pois então teríamos de ter 500 kbps para cada computador, e não 173,53 como o teste mediu). Ele perguntou afinal qual era o limite de downloads, e a atendente disse que era de 40 GB.

Bom, se nós baixamos tanta coisa assim por mês, podem me mandar seus pedidos de presente de Natal, pois eu sou o Papai Noel…

E agora ficou fácil entender o que quer dizer o título da postagem, né? O nome da internet da NET é Virtua porque eles engoliram a letra final, um “l”: o certo seria VIRTUAL, pois os 2 Mbps que eles prometem não existem. Estamos com essa lerdeza desde agosto, o que obviamente teria nos feito baixar menos arquivos (mas claro que nunca baixamos 40 GB em um só mês!!!) e reestabelecido a velocidade normal de conexão.

Espírito de Natal

A esta hora, já é manhã de Natal em Christchurch, na Nova Zelândia. As crianças que não tiverem estado acordadas à meia-noite de lá daqui a pouco levantarão para abrirem os presentes deixados pelo Papai Noel.

Mas, certamente, o assunto do dia por lá são outros 50 Papais Noéis, que fizeram uma bagunça danada no cinema