Verão: o horário já foi

Curto bastante o horário de verão. Acho muito agradável andar na rua às 8 da “noite” com céu ainda claro, o relógio adiantado permite aproveitar mais a luz solar. Fora que nunca tive problemas para me adaptar ao horário, e não entendo quem fica todo esse tempo de “mimimi”: a média para se acostumar é algo em torno de uma semana (reconheço que sou um privilegiado pois em questão de dois ou três dias estou bem habituado), logo quem depois desse tempo ainda não se ajustou deveria é procurar orientação médica ao invés de ficar reclamando no Facebook.

Por outro lado, também adoro quando acaba o horário de verão, numa aparente contradição. Mas que se explica facilmente: me acostumo muito facilmente com a hora adiantada, enquanto ao verão faz 35 anos que não me adapto. E o fim do horário de verão, mesmo com todo esse calor, é um sinal de que já é possível vislumbrar o outono no horizonte.

Faltam 29 dias.

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Não derreti com o calor

Até porque nem está tão quente assim, o problema é a umidade elevada. A previsão de “onda de calor” para os próximos dias chega a me fazer rir, pois não há prognóstico de três semanas com temperaturas beirando os 40°C como aconteceu em 2014 – naquela época eu já celebrava quando não passava dos 35°C.

Mas ainda assim, não vejo a hora que chegue o outono. Faltam “só” 30 dias para o início oficial – o início “de verdade”, que é quando a temperatura cai, leva mais um tempo.

Que venha logo.

O frio está a caminho

Porto Alegre dentro de algumas semanas

Porto Alegre dentro de algumas semanas

No colégio, aprendi que equinócios são os instantes em que o Sol cruza o equador celeste. Em tais ocasiões, que se dão apenas duas vezes a cada ano (20 de março e 22 de setembro), ambos os hemisférios da Terra recebem igual insolação.

Tais eventos também significam trocas de estação (variando conforme o hemisfério, norte ou sul). Em um lado da Terra o verão acaba e tem início o outono, enquanto no oposto é o inverno que dá lugar à primavera.

Hoje é dia de equinócio. E, pela lógica, está chegando o outono: afinal de contas, como pode começar a primavera sem que tenha havido inverno? Ou seja, preparemos os agasalhos pois agora sim vai começar a esfriar.


Quem dera fosse realmente o outono que estivesse chegando… Não que eu desgoste da primavera (térmica e visualmente falando, ela costuma ser agradável a maior parte do tempo): o problema é saber que um novo verão está há três meses de distância, ainda mais que em quase 33 anos de vida nunca sofri tanto com o calor como em 2014.

Já o “inverno” (se é que dá para chamar assim) que acaba às 23h29min de hoje, teve muitos gols da Alemanha e pouco frio.

Um passeio de verão

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Baseado em fatos reais.

Aproxima-se o final do expediente. Momento tão desejado por tantos, mas não por Eduardo, no dia de hoje. A hora de ir embora é detestada como se fosse o fim das férias, o toque do despertador ou a música do Fantástico.

O que há de tão diferente em comparação com outros dias? A temperatura. Quando falam em 30 graus, Eduardo lembra com saudade de quando o termômetro marcava isso. Ultimamente são 38, 39, até mesmo 40 graus. “Mais do que frente fria, a cidade precisa mesmo é de dipirona”, pensa.

Ao contrário de outros dias, este passou correndo. Justamente porque era para ser mais longo. Eduardo procura retardar o máximo possível sua saída, mas não adianta: é preciso ir embora. Mas não sem tomar as necessárias precauções: após bater o ponto, vai ao banheiro e troca a roupa, substituindo a calça por uma bermuda. Durante o dia não sofreu por conta do ar condicionado, mas sabe que na rua a história é diferente.

Geralmente, Eduardo caminha do trabalho para casa. É um ótimo exercício, para o corpo e para a mente. Às vezes, faz uma parada em um bar no caminho (ocasiões em que o exercício para o corpo é anulado), toma uma cerveja e pensa na vida.

Mas hoje, o trajeto será feito de ônibus. Com todo esse calor, é melhor trocar a caminhada pelo ar condicionado do coletivo, mesmo vestindo bermuda.

Ao sair do prédio, acontece o que não podia acontecer: o ônibus já está passando e Eduardo o perde, por ter demorado mais tempo para sair do que em outros dias. Consultara a tabela de horários e esta indicava que o próximo ônibus demoraria bastante a passar; seria preciso aguardar um longo tempo, e em uma parada no sol abrasador.

Eduardo desiste desta linha. Resolve pegar um outro ônibus, mas para isso é preciso caminhar duas quadras. Mesmo que haja sombra em boa parte do trajeto (graças a uma rua arborizada), não é fácil. Por isso, entra em um mercadinho e decide comprar uma bebida. A lata de cerveja está lá, bastante sedutora, mas Eduardo prefere água. Paga pela garrafa e volta ao calor da rua.

Chegando à rua pela qual passa o ônibus, Eduardo constata algo desolador: a parada também fica no sol. Olha ao redor, procura outra na mesma rua, mas nenhum sinal. Tem duas escolhas: esperar ali mesmo, ou seguir caminhando. Decide pela segunda opção.

A rua pela qual Eduardo caminha em direção à sua casa é bastante arborizada. Ele anda lentamente, de modo a suar o mínimo possível; é notável que faz menos calor na rua pela qual caminha em comparação com outras. Lembra, indignado, de árvores que foram derrubadas para alargar e descongestionar avenidas que já estão novamente congestionadas: “o prefeito deveria é andar na rua a pé, para ter noção de como ruas com árvores são mais agradáveis”.

Chegando ao final da rua, vem o desafio de atravessar uma avenida. Do outro lado, ao menos, há um um parque. Por dentro dele, segue o caminho de Eduardo até sua casa em um dia infernal. Ainda há água dentro da garrafa, o suficiente para atravessar o parque – depois dele, em outra avenida, há outro mercadinho onde é possível comprar mais água.

A travessia do parque se dá sem problemas. É a parte mais agradável do trajeto: embora ainda muito quente, é menos poluída – tanto atmosférica como sonoramente.

Eduardo não para no bar: embora a água já tenha acabado, faltam poucas quadras para chegar em casa. O trecho final da caminhada é feito na mesma velocidade, para evitar o maior desgaste.

Chegando em casa, é que o suor começa a literalmente escorrer, até mesmo a pingar. Nem pensa duas vezes: tira a roupa e corre para o banho “frio” – que também é quente. Debaixo do chuveiro, pensa no dia de amanhã, torcendo para sair a tempo de pegar o ônibus. E, mesmo acordado, sonha com o outono.

Quando a Lua triunfar sobre o Sol

89 dias atrás, era 23 de setembro. Início da primavera mas ainda com cara de inverno, vestíamos casacos. Parece que foi ontem.

Agora, é 21 de dezembro, começa o verão. Mas, dentro de 89 dias, será 20 de março. Parece que é amanhã. Então, o outono é logo ali, e não demorará tanto para, enfim, as noites serem mais longas e a Lua triunfar sobre o Sol.

Aliás, o que seria da poesia se não existissem as noites e a Lua?

Ele voltará

A primavera é a estação das flores, e não é possível negar que tem sua beleza. O mês de setembro é marcado pelo espetáculo de ipês roxos e amarelos; em outubro é a vez dos jacarandás embelezarem a cidade com seu florescimento.

Sinceramente, a primavera podia muito bem durar seis meses, começando agora e só terminando em março. Assim, seria seguida pelo outono, que também tem sua beleza; depois viria o inverno, no qual as folhas velhas cairiam e seriam substituídas por flores em uma nova primavera. Dessa forma nos livraríamos do verão, que em Porto Alegre sabe como ser insuportável.

Mas como não tem jeito, o negócio é curtir as primeiras semanas de primavera, que ainda têm temperaturas agradáveis e também nos enchem os olhos. Em geral, o tempo é bom (leia-se “não é Forno Alegre”) até o final de outubro, algumas vezes ainda em novembro e muito raramente em dezembro. Depois, é penar* e contar os dias para o retorno do outono.

Porto Alegre, maio de 2013

Porto Alegre, maio de 2013

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* Falar em praia e férias não vale: não é qualquer um que pode se dar ao luxo de passar mais de três meses “de papo pro ar”, longe da cidade…

O verão não me representa

O pior é que recém estamos em setembro...

O pior é que recém estamos em setembro…

Tirei a foto pouco depois das 6 horas da tarde da “invernal” quinta-feira – mesmo horário de outra que bati em 22 de julho, quando o tempo era bastante diferente. Bem mais, digamos, representativo de minha pessoa

Ao menos a umidade estava bem baixa, pelo visto. Minha pele estava seca. Um calor menos pior que aquele registrado lá por janeiro e fevereiro, quando é possível tomar um banho de suor com a mesma temperatura e umidade do ar em torno dos 500%.

Mas, ainda assim, calor que faz esquecer que ainda estamos no inverno e parecer que é verão – que, como já disse, não me representa. Além do suplício que é andar na rua vestindo calça comprida (aliás, vestindo qualquer coisa) com altas temperaturas, detesto a “obrigação de ser feliz” associada a dias ensolarados e quentes – e a noites igualmente quentes, embora sem sol. Não é por desejar a infelicidade humana, mas sim, por abominar imposições sociais.

Dias frios e cinzentos são convidativos a ficar em casa, à introspecção. Óbvio que também gosto de estar na rua, e prefiro fazê-lo nos dias frios – quando o Sol não me parece aquela bola de fogo que quer me queimar até a morte. Mas não me sinto um “fracassado” quando fico em casa num sábado à noite – ao contrário de muitas pessoas. Relembrando o que escrevi em julho:

Porém, muitas pessoas parecem não gostar de estar consigo mesmas, ainda mais que vivem nos dizendo que devemos sempre “curtir a vida adoidado”, sem tempo para pensamento e autocrítica. O resultado é: querem sempre estar rodeadas de muita gente, pois de tanto ouvirem que o contrário significa o “fracasso social” elas não suportam a si mesmas.

Digamos que isso não tem a ver apenas com o clima, é óbvio. Há várias partes do Brasil onde “inverno” é apenas uma palavra no dicionário – ou representa a estação chuvosa (ou seja, mesmo sem frio, tem menos sol). Mas a publicidade que vemos ser veiculada nacionalmente sempre vincula “verão” com “festa” – então, vamos “curtir”! Ou seja, fazer o que todo mundo faz, única e exclusivamente porque… Todo mundo faz.

Claro que também há o “efeito manada” no inverno – leia-se “ir ver a neve em Gramado”. Mas, como disse, o que me atrai no inverno é justamente a maior facilidade em se quebrar o padrão de que devemos estar sempre “nos divertindo” de uma determinada forma, como se não fosse possível ser feliz de outras maneiras.

Inclusive, já disse certa vez que a “estação-padrão” de Porto Alegre deveria ser o outono, mas a preferência pelo inverno se explica pelo simples fato dele “fazer oposição” ao verão – que, por sua vez, representa o oposto do que sou. Não quero saber de “solaço” e badalação, prefiro ver a Lua bebendo tranquilamente uma taça de vinho.

Feliz Nascimento da Noite Invencível

Hoje, nem dou bola para o Natal, mas acho que está na hora dos movimentos ateus serem menos mal humorados. A data é nossa. Simples assim. Por exemplo, o presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, da qual sou sócio), Daniel Sottomaior, comemora tranquilamente e não se incomoda com a data. Ele tem uma filha de 8 anos que adora o 25 de dezembro. Diz ele: “Nossa árvore é uma árvore de referência a Isaac Newton, que nasceu nesta data e que descobriu a Lei da Gravidade. Ela tem maçãs e luzes. Os outros simbolismos – perus, renas, presentes, árvores, Roberto Carlos – , nada disso nasceu com o Natal”. E completa: “Estamos apenas retomando uma data pagã que nos foi roubada pela igreja e que foi comemorada por sete mil anos antes do século III”.

O trecho acima é de um texto do Milton Ribeiro, ateu que nem este que vos escreve. O que ele falou me fez pensar: afinal, por que torcer tanto o nariz para o Natal? Sim, sou daqueles que ficam mal humorados com a data. Afinal, não sigo nenhuma das religiões celebradas (cristianismo e consumismo), e ainda assim preciso participar da festa? Que saco!

Mas, por um outro ponto de vista, há sim um bom motivo para comemorar.

A origem do Natal não tem nada de cristã: a festa original é pagã, e tinha a ver com o solstício de inverno no hemisfério norte. Em 22 de dezembro o sol chega a seu ponto mais baixo nos céus setentrionais – ao mesmo tempo, é quando ele mais brilha no hemisfério sul. Ele passaria algo em torno de três dias assim, para depois voltar a “subir”.

Três dias, renascimento, isso lembra algo, né? Não é por acaso também que se diz que Jesus morreu na cruz: a “morte” do sol também se dava nela – no caso, se trata da constelação do Cruzeiro do Sul. Ele “morre” para, ao terceiro dia, “ressuscitar”. O terceiro dia é justamente quando se celebra o Natal: daí a festa na noite de 24 para 25 de dezembro, pois dali em diante as noites irão ficando mais curtas e os dias mais longos até 21 de junho, solstício de verão setentrional.

(Aí o leitor pesquisa um pouco mais e descobre como se define a data da Páscoa: é o primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera setentrional – ou seja, época também associada com “renascimento”. Coincidência, né? Sem contar que o nome original da festa, pessach em hebraico, significa “passagem”: é nessa época que o sol “passa” do hemisfério sul para o norte.)

A festa pagã era chamada de Natalis Solis Invictus, ou seja, “Nascimento do Sol Invencível”. Por isso era um símbolo de esperança, de renovação (que lembra bem mais o Ano Novo): o sol sempre vencia a noite, e em uma região onde o inverno é longo e com muita neve, a “vitória do sol” significava algo como “a vida vencer a morte”. O cristianismo, sem conseguir eliminar as celebrações pagãs, não teve outra alternativa que não a de adaptar seus mitos.

Bom, e nós aqui no hemisfério sul, fazemos o quê? Afinal, aqui é ao contrário: o sol “morre” em junho e em dezembro está no auge. O certo seria celebrar o Natal (no sentido do Natalis Solis Invictus) em junho, época das festas juninas que também têm origem pagã: comemoração pelo solstício de verão no hemisfério norte. Mas, o difícil seria convencer todo mundo a mudar a data da festa natalina…

Então, notei que tenho algo sim a celebrar em dezembro. Se as noites começam a ficar mais curtas no hemisfério norte, isso quer dizer que aqui no sul acontece o contrário. Quem me conhece sabe que não costumo me dar muito bem com o sol, e que o interminável e tórrido verão de Forno Alegre para mim é uma agonia e não uma “época de vitalidade” – ou seja, ideia associada ao inverno naqueles países onde ele é longo e gelado. Logo, o “nascimento da noite” é algo a ser comemorado, sim! (Já para os que gostam do verão, a dica é celebrarem justamente a estação, até porque sabemos que o calor infernal está recém começando.)

Mas, é claro, a melhor maneira não é com essa correria de se comprar um monte de presentes e comidas para a reunião dos familiares. Festa pagã tem de ser anárquica, sem religião e, principalmente, sem estresse. O Milton (que também odeia o verão) até já deixou no texto dele uma sugestão bem mais condizente com nosso clima, que complemento: podia todo mundo sair correndo nu pelas ruas, numa farra que nada deveria ao Carnaval.

Então, meus amigos, meu desejo é que vocês tenham um ótimo Nascimento da Noite Invencível – vamos fazer nossa parte para que o paganismo retome a data, embora sem divinizar o que é simplesmente natural, como o sol, numa comemoração adaptada às condições locais (e pessoais). O nome vai ficar assim mesmo em português até que apareça alguém que entenda bem de latim, pois a tradução que o Google me forneceu não me pareceu muito confiável*.

E em 20 de março, equinócio de outono no hemisfério sul, celebraremos a passagem do sol para o hemisfério norte. Mais uma espécie de “renascimento” para quem sempre atravessa a rua em busca da sombra.

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* “Noite” em latim se escreve nocte (pelo menos é o que o Google me diz). Mas e a festa, como ficaria? Natalis Noctis Invictas? Na falta de certeza, mantenhamos o nome oficial em português.

Em Porto Alegre, o outono deveria ser eterno

O que mais gosto no inverno é o fato dele representar o oposto do verão, que é insuportavelmente quente em Porto Alegre – a ponto da cidade ser apelidada de “Forno Alegre” de dezembro a março (às vezes, começando em novembro e terminando só em abril).

Mas não dá para negar: se Porto Alegre não tivesse verão, não precisaria de inverno… Um outono eterno, isso sim, seria fantástico: um leve frio pela manhã, calor suportável à tarde.

Sem contar que o outono é, defintivamente, a época em que Porto Alegre fica mais bonita. Tem algumas ruas que ficam mais belas na primavera (caso da Pelotas) devido à floração dos jacarandás, mas de forma geral, o outono ganha em beleza.

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O primeiro gostinho de despedida

Estamos no último ano do Estádio Olímpico Monumental. Isso é uma obviedade desde que 2011 virou 2012, mas ainda não me tinha “caído a ficha”. Pois agora, amigos, é que isso começou a acontecer.

Lembro de, no início de 2012, ter prometido a mim mesmo que iria ao máximo possível de jogos no Olímpico, se possível a todos. Promessa que o verão de destruição em massa que tivemos este ano em Porto Alegre me fez descumprir, pelo menos até o camarada equinócio de outono. Até ali, só fora ao Gre-Nal do dia 5 de fevereiro: estava um calorão e o Inter escalara o time reserva, mas era Gre-Nal.

Por sua vez, desde que os dias voltaram a ficar mais curtos que a noite (e mais amenos), não perdi mais nenhum jogo do Grêmio em casa. Foi curioso: viajei duas vezes, e tive a sorte de nestes períodos fora de Porto Alegre o Tricolor só jogar no estádio adversário. Acreditem, na hora de marcar as viagens eu não conferi as tabelas do Gauchão e da Copa do Brasil: só dei uma olhada na da Divisão de Acesso estadual, pois queria ir (e fui) a um jogo do Vovô em Rio Grande. Entre uma viagem e outra, conferi Grêmio x Avenida, vitória fácil por 4 a 0.

Reparei que, do início do outono em diante, passei a cumprir a promessa que fiz… Porque este é o último ano que vou a jogos no Olímpico.

E agora percebo que, em menos de um ano, passar ali pela famosa “rótula do Papa” não terá mais o mesmo significado de sempre para mim. Hoje eu passo ali, olho para o lado e lá está o Olímpico Monumental: dá aquele orgulho, pois olhar para o Olímpico automaticamente faz lembrar do Grêmio, dele se impondo contra seus adversários, ganhando títulos como aquela Libertadores de 1983 e também o Brasileirão de 1996. Faz lembrar a torcida apaixonada tomando conta da região nos dias de jogos. Também me vêm automaticamente a lembrança de ter estado lá dentro mais de duzentas vezes desde 16 de setembro de 1995.

Já em abril de 2013, passar por aquele ponto me fará lembrar de tudo isso que falei no parágrafo acima. Mas não terei mais o Olímpico Monumental para olhar. Vai dar uma tristeza, um aperto no peito, mesmo com o Grêmio existindo, embora em outro endereço – que, espero, seja realmente um bom negócio para o Tricolor…