Como diz o ditado, “nada como um dia após o outro”

No início da década de 1990, Osama Bin Laden era um “guerreiro anti-soviético” na imprensa ocidental. Em menos de 10 anos, porém, o saudita seria considerado o inimigo nº 1 dos Estados Unidos…

Matéria do jornal britânico “The Independent” em 6 de dezembro de 1993.

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10 anos se passaram, e continua (quase) igual…

Só mudaram a televisão – em 2001 era de tubo, em 2011 é de LCD – e os cabelos (em pé) do coitado, cada vez mais raros… Grande charge do Kayser:

A morte (?) de Bin Laden não deixa o mundo mais seguro

Na noite de domingo foi anunciada a morte de Osama Bin Laden, acusado de ser o mentor dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Após a operação conduzida por militares estadunidenses, o presidente Barack Obama anunciou o “sucesso” da empreitada.

Obama disse que “o mundo ficou mais seguro” com a morte (?) de Bin Laden. Porém, penso exatamente o contrário, ao lembrar de uma frase que lembro de ter conhecido anos atrás, em uma aula de História Moderna (se não me engano):

O rei morreu. Viva o Rei!

Tratava-se de uma saudação à instituição “Rei”, ou seja, à monarquia, que era maior que qualquer pessoa que fosse monarca.

Agora, substituam “rei/Rei” por “Osama Bin Laden”…

Exato: Bin Laden era um símbolo da Al-Qaeda e do extremismo islâmico. Muitos muçulmanos o viam como heroi (desde antes do 11 de setembro de 2001), devido a suas pregações (e ações) contra o mundo ocidental, visto por eles como “opressor” – que realmente é.

Agora, mais do que heroi, ele se torna mártir (se é que realmente morreu). E provavelmente servirá de motivação para novos atentados.

Assim, os estadunidenses que acreditam na volta dos soldados para casa, por já “terem cumprido seu objetivo”, podem tirar o cavalinho da chuva. Pois agora a “justificativa” para a continuidade da guerra será a de “evitar as represálias”…

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Pergunta que não quer calar: se os Estados Unidos são “a terra da liberdade e da justiça”, por que Bin Laden foi morto (?) sem sequer ser submetido a um julgamento?

EXTRA! Bin Laden já atacou o RS!

Tá de rolar de rir a entrevista da Yeda na TVE!

Participam um reporter que não sei o nome (acho que é da TVE), o Políbio Braga e o Rogério Mendelski. Sem limites para a bajulação…

Respondendo à pergunta do Políbio quanto às constantes denúncias contra o (des)governo, a Yeda queixou-se do “Estado policial” e disse que houve “um ataque às duas torres”, em referência à Operação Rodin.

A entrevista está simplesmente demais! Quem puder, assista!

Atualização

Acabou agora mesmo a entrevista. O meu pai que avisou, pena que só tenhamos assistido às duas últimas partes. E pena também que não tive como gravar.

Ao final de 2009, penso em “premiar” o autor das maiores pérolas do ano. A carta da BM Par sobre o Pontal e as “correntes satânicas”, e essa entrevista da Yeda, são sérias candidatas a ele!

Atualização 2

A Nova Corja (é claro!) já avisara sobre a entrevista, que é qualificada pela Marcia Benetti como “pronunciamento oficial” e “propaganda”, não entrevista.

Como ela lembrou, a Yeda chegou a reclamar até da mídia! Podem acreditar, isso aconteceu mesmo!