A fé cega no “progresso”

No dia 14 de janeiro de 1993 o seriado Os Simpsons, do qual sou fã, exibiu pela primeira vez (nos Estados Unidos) o episódio “Marge x Monotrilho”, que é considerado um dos melhores da série.

Nele, o Sr. Burns é flagrado escondendo lixo nuclear em um parque de Springfield e é multado em 3 milhões de dólares. Em uma reunião para os cidadãos decidirem o que fazer com o dinheiro, Marge Simpson propõe o conserto da rua central da cidade, extremamente esburacada. A questão estava praticamente decidida: a população em geral percebia que era uma obra realmente necessária.

Então apareceu o esperto Lyle Lanley, dono de uma desconhecida empresa que construía monotrilhos, com a proposta de fazer um em Springfield. Utilizando-se de uma musiquinha contagiante, convenceu a todos. Bom, a quase todos: Marge continuou a preferir o conserto da rua central, desconfiando de Lanley.

Springfield não era tão grande assim de modo a precisar de um monotrilho, e as cidades onde o esperto já havia feito as obras não eram conhecidas. Mas, e daí? O importante era o “progresso”! O povo estava entusiasmado.

O resto da história? Eu achei o episódio inteiro, mas só dublado em russo. E Mas não era em nenhum dos serviços de vídeo compatíveis com o WordPress (YouTube, Google Video, Dailymotion etc.), então apenas passo o link. Mesmo sem ter conhecimento de russo, é possível entender o que acontece. (Com agradecimento ao meu amigo Paulo pelo link do vídeo em português.)

————

Porto Alegre é bem maior que Springfield, mas não falta gente por aqui que pensa igual aos da cidade dos Simpsons. É essa a lógica de Pontais do Estaleiro e outras concretosquices: “progresso” acima de tudo! Pouco importando se são ou não coisas realmente boas e necessárias.

Menos mal que, por aqui, o que não falta são “Marges Simpsons”, que não acreditam de cara nessa história de “progresso” regado a concreto.

Domingo, vote NÃO!

Para saber onde votar NÃO, clique aqui.

Anúncios