Carro pra quê?

Terça-feira era dia de aula na especialização. Assim, ao invés de sair do trabalho e voltar a pé para casa, embarquei em um ônibus da linha T1.

Na hora de descer, me deparei com o par de olhos mais lindo que já vi. Até agora me pergunto se o rosto dela era tão belo assim, ou se era só reflexo daqueles olhos verdes…

Isso também me faz perguntar: comprar um carro, pra quê? Quando saio com os amigos, também me acompanha a cerveja – o que me deixa inapto a voltar dirigindo. Assim, melhor pegar carona com quem não bebe, ou um táxi, ou até ônibus no caso deles ainda passarem.

Usar carro durante a semana, para ir e voltar do trabalho? Nem pensar. Se andando a pé (ou de ônibus, como na última terça) já sou estressado ao extremo, imaginem dirigindo no “fantástico” trânsito de Porto Alegre? Isso não iria acabar bem.

De qualquer forma, adoro andar de ônibus, apesar dos pesares (como os constantes aumentos na passagem que não correspondem a uma melhoria no serviço – o que motiva mais gente a usar o carro no dia-a-dia). Ao contrário do Milton Ribeiro, não consigo ler durante o trajeto (embora eu siga insistindo em levar um livro toda vez que viajo de ônibus), então procuro observar as pessoas, as paisagens. Olho tanto para fora como para dentro do ônibus, e vejo tanto coisas ruins como boas.

Quando se está dirigindo, por sua vez, é impossível fazer tais observações sem correr sérios riscos. A única coisa que interessa é saber a distância do carro da frente, cuidar a velocidade, a sinalização etc. E a coisa piora quando o trânsito está caótico. Enfim, acho um saco dirigir na realidade, esse negócio que acontece fora das propagandas de automóveis.

Sem contar que dirigindo não há a possibilidade de poder observar um belo par de olhos verdes: se olhar demais, o sinal é que fica verde e preciso acelerar para não ser xingado até a quinta geração.

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Trollado pelo colírio

Sentindo um incômodo nos olhos nos últimos dias, ontem fui ao oftalmologista já pensando em uma provável conjuntivite (só restaria saber de qual tipo). A probabilidade tornou-se uma certeza quando o médico deu o diagnóstico – com a informação de que era bacteriana. Assim, me receitou um colírio antibiótico.

Em 30 anos de vida, nunca precisara usar colírio. Ainda assim, achei que não teria maiores dificuldades. Só achei: já devo ter desperdiçado uma quantidade considerável do líquido, dado o tamanhinho do frasco. Só depois decidi fazer o que já tinha de ter feito: consultar o Google (quem nunca precisou de colírio e está rindo ao imaginar minha busca por “como usar colírio”, espere até precisar usá-lo pela primeira vez…).

Dentre as dicas, uma delas era a de deitar para pingar o colírio nos olhos. Porém, não achei uma outra que seria valiosíssima: como deitar estando no trabalho.

Pois bem: mesmo com as dicas (exceto a de deitar, pelo menos durante o dia), continuei a me atrapalhar com o colírio. Sei que ele está fazendo efeito pois após pingá-lo sinto a ardência nos olhos, típica de quando há a invasão de um líquido estranho àquele ambiente.

Foi então reparei no nome do colírio. Termina com TROL. Definitivamente, falta um “L” ali…