Parque SIM, espigão NÃO!

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Na Câmara de Vereadores

Ontem à tarde, diversos cidadãos porto-alegrenses, membros de entidades ambientalistas, associações de moradores ou simpatizantes fizeram manifestação silenciosa na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, contra o projeto Pontal do Estaleiro. Há uma pressão do poder econômico para que a lei que proíbe construção de espigões à beira do Guaíba seja mudada, e os vereadores, espertamente, conseguiram transferir a votação para depois da eleição. Mas os cidadãos já demonstram que estão de olho em nossos representantes.

Além do protesto, vale a pena chamar a atenção para uma fala da vereadora Sofia Cavedon (PT), que além de se manifestar contra o projeto, também declarou sua solidariedade com diversos educadores que foram vergonhosamente atacados por uma pseudo-reportagem da revista Veja, dentre eles Paulo Fioravante, professor de História do tradicional Colégio Anchieta, em Porto Alegre. Citou inclusive charges do cartunista Santiago, que ontem estava presente na Câmara passando um abaixo-assinado contra a construção de um espigão na Lima e Silva.

“Nova Corja comunista!”

Claro que A Nova Corja está muito longe de ser de esquerda. Mas o título da postagem é o que os direitosos de plantão pensariam ao ler os dois artigos do Marcelo Träsel que indico: o primeiro é sobre o cada vez mais caótico trânsito de Porto Alegre, e o segundo trata do projeto arquitetônico previsto para a área do Estaleiro Só – cuja postagem que escrevi fez aparecer até uma “viúva da Ford” por aqui.

Para os direitosos de plantão, os dois textos do Marcelo Träsel são “coisa de comunista”. E olha que o próprio Träsel diz abertamente ser defensor do capitalismo.

Vale muito a pena ler os comentários ao artigos do Träsel – mesmo os de direitosos, porque fazem rir. Em termos de boas idéias, destaco no texto sobre a orla o de uma leitora que defende a revitalização mas sem obra faraônica como o projeto “Pontal do Estaleiro” prevê: “pavimenta, planta umas árvores, põe uma iluminação, uma ciclovia, um buteco pra pegar uma cerveja e um xis e deu!”. Tão simples, mas tão complicado para tanta gente…