Loucuras de agosto

Este domingo marca o 60º aniversário do suicídio de Getúlio Vargas. Mas houve outro acontecimento marcante justamente no dia em que a morte do mais importante político brasileiro do Século XX completou 30 anos: em 24 de agosto de 1984, uma sexta-feira, Porto Alegre registrou neve e temperatura de apenas 2°C no meio da tarde.

Capa da Zero Hora, 25/08/1984

Capa da Zero Hora, 25 de agosto de 1984

A matéria da MetSul sobre os 30 anos da neve de 1984 corrobora o relato do meu pai sobre aquele 24 de agosto: a temperatura que pela manhã era amena para a época começou a despencar, e a chuva que caía se transformou em neve no meio da tarde, dado o frio impressionante que era registrado. Ele trabalhava no Centro, e percebeu que nevava ao olhar pela janela: parecia que estavam “jogando algodão” e achou estranho que alguém fizesse aquilo, então notou que por toda parte caíam aqueles “algodões” e que eles eram, na verdade, flocos de neve. Ligou para casa, pediu que me enchessem de roupas e me levassem para a rua, para que eu pudesse ver algo que certamente não se repetiria tão cedo, já que é acontecimento raro e nem sequer é marca registrada do inverno no Rio Grande do Sul. Obviamente não me lembro de nada, já que tinha apenas 2 anos e 10 meses de idade.

30 anos depois, aquela nevada chega a parecer algo surreal. Pois este domingo em Porto Alegre em nada lembrava um dia de inverno e que até já registrou neve na mesma cidade. Mas não foi nada surpreendente neste ano de inverno “bipolar” (e que cheguei a achar que nem viria), como mostra a previsão para os próximos dias.

Isso já no começo da noite, no meio da tarde chegou a 35°C.

Isso já no começo da noite, no meio da tarde chegou a 35°C. Mas amanhã o frio já estará de volta…


Apesar de neve ser coisa rara em Porto Alegre, aquela nevada de 1984 não foi a última registrada na cidade. Em 8 de julho de 1994, uma sexta-feira e último dia de aulas antes das férias de inverno nas escolas estaduais (que naquela época duravam 50 dias, invenção do governo de Alceu Collares), fazia muito frio e chovia. Eu estava na sexta série e estudava à tarde no Marechal Floriano Peixoto, próximo à Brahma; lembro que quando descia as escadas do colégio para ir embora começou a “cair granizo” em grande quantidade, acumulando sobre calçadas e carros. Já na rua, cheguei a fazer “guerra de gelo” com meus colegas. Horas mais tarde, meu pai ligou para contar o que ouvira no rádio: que aquele “granizo” era na verdade neve, mas na forma granular (a de 1984 era a “clássica”, em flocos). Eu brinquei com neve e só depois soube disso…

A neve caiu novamente (na forma granular) em Porto Alegre no dia 4 de setembro de 2006. Meu pai estava doente naquela segunda-feira e acompanhei-o ao médico. No táxi, ele comentou ter ouvido no rádio que nevara em Santa Maria, algo bastante incomum já que a cidade tem altitude relativamente baixa (a área urbana fica em torno dos 100 metros). Imaginei que poderia acontecer o mesmo em Porto Alegre, já que caíam algumas pancadas de chuva e frio era o que não faltava. Dito e feito: quando o táxi estava defronte à Rodoviária começaram a cair os grãos de neve, que se “espatifavam” no para-brisa. Mas quando chegamos ao destino já tinha até sol, e sequer voltou a chover naquele dia.

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Porco driblador

Aconteceu na Polônia. Um porco fugiu de uma fazenda e ficou andando por uma estrada, onde não havia neve – provavelmente fosse o lugar mais quente das redondezas.

A polícia foi chamada para capturá-lo e evitar que fosse atropelado, mas o suíno “deu um baile” nos policiais…

A volta da “torcida da neve”

A cada inverno, é a mesma coisa. Só aparecer a primeira previsão de frio intenso, com alguma chance de neve, e começa a “euforia”. Quem embarca na onda, acha que é só comprar a passagem para Gramado, reservar o hotel, e assim a festa “nevada” estará garantida. Em certos órgãos de imprensa, a previsão do tempo se transforma em “torcida”. Pela neve, claro.

Prova disso? No momento em que escrevo, há previsões para a madrugada de quinta-feira em Porto Alegre dizendo: NEVE. Vejam bem: estão anunciando que vai nevar em uma cidade onde o fenômeno muito raramente é registrado.

Enquanto isso, a MetSul diz que há possibilidade, mas não muito alta, de neve nas regiões serranas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul – onde é sempre mais fácil nevar do que em Porto Alegre (o que quer dizer que aquelas previsões de neve para a capital gaúcha irão mudar). E alerta para o provável, que é muito frio e ainda por cima com vento (é esta a verdadeira cara do inverno gaúcho), o que fará a sensação térmica despencar a valores abaixo de zero e demandará especial atenção aos moradores de rua, que correrão sério risco de hipotermia.

Ou seja: se já é pequena a possibilidade de nevar nas regiões serranas, em Porto Alegre é muito improvável que neve. Em compensação, o que deveria ser destacado, já que põe vidas em perigo, é relegado a segundo plano pelos “torcedores da neve”.

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Certamente alguém vai perguntar se eu, que gosto de frio (mas sempre faço questão de lembrar “o outro lado” do inverno, apesar da culpa não ser do clima), não estou também torcendo por uma nevada em Porto Alegre. Respondo: querer ver neve eu quero, mas nem chego a torcer, pois é algo tão raro que a probabilidade é a mesma do Mazembe derrotar o Inter. (Se bem que o Mazembe realmente ganhou do Inter!)

A verdade é que só o fato de eu não suar as Cataratas do Iguaçu a cada caminhada já me satisfaz… E se é para ver neve, vale mais a pena economizar dinheiro e viajar a Bariloche em julho (ou à Sibéria em janeiro), do que esperar os (poucos) flocos em Porto Alegre ou Gramado.

Aliás, ir à Serra Gaúcha em busca de neve é pedir para voltar frustrado de um lugar que tem muitas outras atrações: as paisagens são belíssimas em qualquer época do ano, sem contar as maravilhas culinárias.

Um dilema que me afligia…

Torcer ou não pelo Santos amanhã, na decisão do Mundial Interclubes?

O adversário é o melhor time que já vi jogar: o Barcelona de Messi, Xavi, Iniesta e o lesionado Villa. Joga tão bonito, que não consigo deixar de pensar que será uma injustiça ele perder. O Mundial Interclubes seria o fecho com “chave de ouro” para um ano histórico dos blaugranas.

Porém, torço sempre contra os clubes europeus (não apenas pela América do Sul), exceto quando o adversário deles é o Inter. Em 2009, quando o Barcelona também tinha um timaço (embora não melhor que este de 2011), torci pelo Estudiantes na decisão. Ano passado, fui “Mazembe desde criancinha” contra o Inter e a Inter. Na final de 2005, torci pelo São Paulo contra o Liverpool – e a vitória são-paulina, se por um lado parece ter sido injusta (afinal, o Liverpool amassou o São Paulo no segundo tempo), por outro foi consagradora para Rogério Ceni, que naquele 18 de dezembro teve uma das maiores atuações de um goleiro que já pude assistir.

Não bastasse minha tradição de secar os europeus, o meu irmão disse que vai torcer pelo Barcelona para que o Inter siga como último clube sul-americano campeão mundial. Depois dessa, simplesmente não dá para não torcer pelo Santos…

Então, torço para que amanhã tenhamos um grande jogo em Yokohama, e que o Barcelona jogue tudo o que sabe. Mas quero que Neymar faça chover (ou nevar, já que no Japão o inverno está começando), e traga a taça para a América do Sul. Pra cima deles, Santos!

Das maluquices da FGF

Em 1994, pela última vez o Campeonato Gaúcho foi disputado no sistema de pontos corridos, em turno e returno. Bem que podia voltar a ser assim, né? Deve ter sido um campeonato bacana.

O pior é que não foi. Pois o Gauchão de 1994 foi o mais longo (e pior) de todos os tempos, e por isso recebeu da imprensa a justíssima alcunha de “O Interminável”. Começou no dia 5 de março, e foi acabar só em 17 de dezembro. Foi um festival de absurdos: 23 participantes, 506 jogos, com Copa do Mundo e Brasileirão em andamento…

Por conta do Gauchão ocorrer em meio a tantas competições, o Grêmio não teve alternativa que não fosse simplesmente deixar o estadual em enésimo plano. Afinal, ganhou a Copa do Brasil (cuja decisão foi em agosto), disputou a Supercopa dos Campeões da Libertadores (sendo eliminado pelo Independiente em meados de outubro) e a Copa Conmebol (sem passar do “expressinho” do São Paulo na primeira fase). Além, claro, do Campeonato Brasileiro, com o qual esteve envolvido até novembro.

O resultado disso foi um grande número de partidas atrasadas quando 1995 já batia à porta. E só houve um jeito do Grêmio poder disputar todas (caso contrário as perderia por WO): jogar três delas na mesma tarde.

E o pior é que não foi uma tarde qualquer: o dia 11 de dezembro de 1994 foi de muito calor em Porto Alegre, com temperatura máxima de 38°C. E o primeiro jogo começou às 14h – não por acaso, acabou em 0 a 0.

Vários anos depois, novamente um jogo de Gauchão no Olímpico “cozinhou” os jogadores. Na tarde de 3 de fevereiro de 2010, uma quarta-feira (e não era feriado!), a temperatura máxima em Porto Alegre foi, oficialmente, de 38,1°C; mas estação próxima ao Olímpico apontou 41,3°C na hora em que Grêmio e São Luiz de Ijuí jogavam. Porém, o que todo mundo lembra daquele jogo, claro, é do famoso desmaio.

Logo, penso que a ideia de levar o Gre-Nal da primeira fase do Gauchão 2012 para Boston, nos Estados Unidos, só pode ser uma “compensação” ao Grêmio por parte da Federação Chilena Gaúcha de Futebol (FGF). Depois de fazer o Tricolor jogar tantas vezes sem necessidade debaixo de um sol inclemente, agora o objetivo é que o Grêmio volte a disputar uma partida de Gauchão na neve, assim como em 1979.

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Sobre o “Gre-Nal de Boston”, agora falando sério: isso é “valorizar o Gauchão”? Ainda acho que o melhor seria seguir a minha proposta, de um torneio curto “em nome da tradição” (semelhante ao de 2002). Porém, desde que foi adotada a atual fórmula do Campeonato Brasileiro, que faz o nacional ocupar mais espaço no calendário em comparação à “era formulista”, nunca o Gauchão foi tão “interminável” quanto em 2011: a final foi apenas em 15 de maio. E o calendário do futebol brasileiro para 2012 será semelhante. Nos preparemos.

Aliás, “interminável” também será a hipotética viagem dos jogadores até os EUA para jogarem o Gre-Nal – mais longe do que ir até o México para uma partida de Libertadores. E só imagine o choque térmico: eles sairão de nossa “fornalha” direto para a “geladeira”, já que a temperatura média de fevereiro em Boston é de 0°C.

O mito do inverno com neve no Rio Grande do Sul

Hoje foi um dia com a minha cara aqui em Porto Alegre: manhã com 6°C e muito vento, tão forte que chegava a uivar (e ainda querem que eu goste do verão?). Houve rajadas superiores a 90 km/h, que causaram transtornos como queda de árvores, falta de energia elétrica e, consequentemente, de água, devido à interrupção do fornecimento de eletricidade em algumas estações de bombeamento. E o vento obviamente aumentou a sensação de frio.

Taí a verdadeira cara do inverno gaúcho: o famoso “minuano”. O vento gelado deve seu apelido aos minuanos, povo indígena que habitava os pampas (e que como vários outros, foi exterminado pelo homem branco “civilizado”). E todo ano há pelo menos um desses dias de “minuano”, um “frio de renguear cusco”.

Aí alguém vai perguntar: “e a neve?”; e eu já respondo: QUE NEVE???

Episódios como o de agosto do ano passado são exceção. É muito raro nevar daquele jeito no sul do Brasil – fosse comum, não seria tão noticiado.

Só que a “grande mídia”, de tanto falar sobre “a possibilidade de neve”, faz muita gente pensar que basta comprar a passagem para Gramado, reservar o hotel e a festa – “nevada”, claro – estará garantida.

Dados os preços que costumam ser cobrados em Gramado e Canela durante o inverno, quem quer realmente ver neve deveria economizar um pouco mais e viajar a algum lugar onde é garantido que vai nevar (ir a Bariloche, na Argentina, deve estar mais barato que o normal por causa do vulcão Puyehue). Já a Serra Gaúcha, por sua vez, pode ser uma excelente alternativa para o verão: foge-se tanto do calor insuportável de “Forno Alegre” como do movimento absurdo nas praias.

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E por falar em calor, quase derreti no ônibus hoje pela manhã, com todas as janelas fechadas e sem ar condicionado. Tudo bem que fazia frio, o vento era muito forte. Mas não justifica fechar tudo, impedindo qualquer renovação do ar dentro do coletivo. Aí, quando pegam uma gripe, reclamam do frio…

Não fosse o meu trajeto curto, provavelmente eu abriria uma janela, a despeito dos “protestos” dos demais passageiros. Para convencê-los (se necessário), forçaria uma tossida e comentaria, em tom de lamento: “bosta de gripe A que nunca passa”. Queria só ver se não abririam tudo correndo…

Grêmio, o time dos extremos

30 de maio de 1979. No Estádio da Montanha, em Bento Gonçalves, se enfrentaram Esportivo e Grêmio. Um jogo de Gauchão que ficou no 0 a 0 não teria motivo algum para ser histórico, certo?

Errado! Pois naquela noite se jogou com neve e temperatura de 0°C. O Grêmio não foi o único (e nem mesmo o primeiro) grande clube brasileiro a disputar uma partida nestas condições (em 1976, o Cruzeiro jogou na neve contra o Bayern de Munique, na Alemanha, pelo Mundial Interclubes), mas provavelmente foi o primeiro (e único?) a enfrentar tal situação dentro do Brasil.

No dia 3 de fevereiro de 2010, novamente um jogo do Grêmio pelo Gauchão, que poderia ter caído no esquecimento, acabou se tornando histórico por razões climáticas: dessa vez, foi por causa do calor. Aquela quarta-feira foi um dos dias mais quentes da história de Porto Alegre: a temperatura máxima oficial foi de 38,1°C, registrada na estação do INMET no Jardim Botânico. Mas no bairro Menino Deus, chegou a 41,3°C.

A estação que registrou os 41,3°C fica próxima ao Estádio Olímpico, onde naquela tarde Grêmio e São Luiz se enfrentaram, no cumprimento de uma das tabelas mais absurdas já feitas para um campeonato: jogo às 17h de uma quarta-feira, dia útil… O calorão foi apenas um elemento a mais para ressaltar a estupidez.

A partida foi assistida por 4.746 torcedores (dentre eles, não estava eu) e acabou empatada em 1 a 1, mas isso é o de menos, pois o que ficou para a história é que o Grêmio, quase 31 anos depois de jogar na neve, enfrentou um calor de 41°C. Temperatura que fez o comentarista Batista desmaiar ao vivo na TVCOM antes da bola rolar (não se engane com os 37°C que aparecem no vídeo, pois esse “frio” é o que fazia no Morro Santa Teresa, onde fica a emissora).

Agora, se esse foi o maior calor enfrentado por um grande clube brasileiro, eu não sei. Considerando que há várias cidades no Brasil onde já se registraram temperaturas superiores a 41,3°C, é provável que não pertença ao Grêmio tal marca.

Depois do absurdo que foi a realização de tal partida nestas condições, uma liminar da Justiça do Trabalho determinou que os jogos do Gauchão só poderiam começar se não fizesse mais de 35°C, para preservar a saúde dos jogadores. Mas não foi o que se viu na última rodada do primeiro turno, realizada no sábado de Carnaval (13 de fevereiro): dez minutos antes de Grêmio x São José, o árbitro Carlos Simon afirmou ter medido 32,5°C no gramado do Estádio Olímpico (tirou o termômetro da geladeira antes???), quando logicamente a temperatura era superior a 35°C. Bom para a televisão, que pôde transmitir a partida no horário (16h) que havia anunciado… Mas péssimo para os atletas: ao menos três jogadores passaram mal nos jogos daquela tarde.

46 anos do GOLPE

Só chama aquele descalabro de “revolução democrática” justamente quem não tem o menor apreço pela democracia. E nem vale a desculpa de que “o Brasil estava prestes a virar uma Cuba ou uma União Soviética”: isto é tão verdadeiro como prever neve em Porto Alegre no Natal.

Em um post no blog Impertinências, sobre o papel dos reacionários paulistas no golpe de 1964, o historiador Antonio Celso Ferreira lembrou a “Marcha da Família com Deus pela liberdade” em São Paulo:

Da Praça da República à Praça da Sé, os paulistas e as paulistas reacionárias da classe média gritaram Um, dois, três, Brizola no xadrez, Trinta e dois mais trinta e quatro é sessenta e quatro (sic), Nossa Senhora Aparecida, iluminai os reacionários e outros slogans travestidos de democráticos. Coroaram sua odienda manifestação com uma missa campal rogando que Deus livrasse o Brasil dos comunistas.

“Trinta e dois mais trinta e quatro é sessenta e quatro”? Os caras eram tão “democráticos”, que nem a Matemática foi poupada! Se eles desconsideraram uma ciência exata, alguém acreditava que não fariam o mesmo com a democracia?

E no final, ele alerta que aquele mesmo pensamento reacionário tem o objetivo de eleger José Serra – que ironicamente foi exilado por conta da mesma ditadura que esses reaças apoiaram.

Alguém me explique

Hoje acontece o amistoso entre Brasil e Suécia, para comemorar os 50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. Em comum com aquela partida histórica, apenas o adversário.

Pois o jogo de 1958 foi em Estocolmo, no dia 29 de junho, e o de 2008 é em Londres, no dia 26 de março. Dizem que a data de hoje é devida à impossibilidade dos dois times se enfrentarem em junho – o que é verdade, pois a Suécia disputará a Euro 2008 -, e que o local (Londres) se deve ao frio de Estocolmo nesta época.

Mas, ironicamente, nevou por esses dias em Londres, e em Estocolmo apenas faz frio, sem neve.

Além disso, em 2006 o Brasil jogou contra a Rússia em Moscou a uma temperatura de -15°C, os jogadores reservas passaram o jogo enrolados em cobertores devido ao frio. E, no ano passado, se não me engano houve um amistoso entre Brasil e Chile, no mês de março, em… Estocolmo.