Há 30 anos, Campeão do Mundo

Com apenas dois anos de idade, eu já era Campeão do Mundo, junto com meu time… E isso incomodou muita gente por 23 anos.

Há 30 anos, o Grêmio é Campeão do Mundo.

Anúncios

Hoje é Dia de São Portaluppi

Dá-lhe Renato!

FORA ODONE!

Renato Portaluppi

Eu não era favorável à contratação de Renato Portaluppi para treinar o Grêmio. Ainda não o acho um bom treinador.

Todos lembram que o Fluminense foi campeão da Copa do Brasil de 2007 e vice da Libertadores de 2008 com Renato na casamata. Mas depois da derrota na decisão contra a LDU, o Flu, que já estava mal no Campeonato Brasileiro, continuou mal. Renato não conseguiu fazer o time reagir e acabou demitido para, ao final do ano, assumir o Vasco que desabou para a Série B. Em 2009, Renato voltou ao Tricolor carioca, que estava ainda pior que em 2008, e não durou muito tempo – no final, foi Cuca (com uma boa ajuda de Fred, é verdade) que conseguiu “a la Grêmio 2003″ manter o Fluminense na elite.

Renato é o maior ídolo da torcida do Grêmio – ai é que está o problema. É amado até por aqueles gremistas cujos pais sequer se conheciam no glorioso 11 de dezembro de 1983. Ao assumir a casamata tricolor, Renato arrisca sua condição de “deus”, para tornar-se, em caso de uma sequência de maus resultados, o “burro”.

Mas, ao mesmo tempo, também pensei em algo: Renato poderia muito bem ter optado por permanecer no Bahia, onde ele não tem “um passado a prezar” (já que sua história lá se restringe a 2010 – no Tricolor baiano a única pressão se deveria ao fato de um clube com tanta tradição e uma torcida apaixonada estar há tanto tempo longe da Série A) e também está sempre perto da praia – que ele tanto gosta -, ainda mais numa cidade como Salvador, onde é verão o ano inteiro. Mas aceitou vir para Porto Alegre, no inverno (que para mim está no mesmo nível de idolatria que Renato, mas sei que muita gente pensa diferente…), para tirar seu clube do coração da má fase que enfrenta. Renato sabe que corre o risco de ser chamado de “burro” pela mesma torcida que tanto o idolatra, caso não dê certo.

Isso quer dizer então que Renato terá sucesso no Grêmio? Claro que não – é preciso esperar para ver. Mas ele demonstrou que não teme o risco de “manchar” sua gloriosa história no Tricolor.

E, se eu acho que Renato não deveria ser contratado devido ao que escrevi no começo do post, ao mesmo tempo espero, em dezembro, ser esculachado por conta dessas mesmas linhas, devido à reação do Grêmio no Campeonato Brasileiro e ao possível título da Copa Sul-Americana – afinal, quem é gremista torce para que o Grêmio ganhe sempre, e não para que tudo dê errado apenas por não gostar de determinado dirigente ou para não ter de dar o braço a torcer.

Dá-lhe, Renato!

26 anos do PRIMEIRO TÍTULO MUNDIAL do Rio Grande do Sul

O primeiro homem a pisar na Lua foi Neil Armstrong. O segundo, ninguém lembra…

A primeira ovelha clonada foi Dolly. A segunda, ninguém lembra…

O primeiro avião construído foi o 14-bis. O segundo, ninguém lembra…

O primeiro gol da história do Campeonato Brasileiro foi marcado pelo atacante argentino Nestor Scotta, do Grêmio, contra o São Paulo, em partida vencida por 3 a 0 pelo Tricolor dos Pampas (em pleno Morumbi). O segundo, ninguém lembra…

————

No dia 11 de dezembro de 1983, pela primeira vez um clube do Rio Grande do Sul sagrou-se CAMPEÃO DO MUNDO. No Estádio Nacional de Tóquio, numa tarde fria e nublada, o Grêmio bateu o Hamburgo por 2 a 1, dois golaços do grande Renato Portaluppi, obtendo a marca histórica.

Os primeiros são os que todos lembram, e os que alguns, magoados por não terem sido eles os pioneiros, tentam de todas as formas desmerecer. Pelo visto dor de cotovelo pode ser, sim, insuportável…

GRÊMIO CAMPEÃO DO MUNDO – 25 ANOS

11 de dezembro de 1983. Em uma fria tarde de Tóquio, o Grêmio derrotava o Hamburgo por 2 a 1, dois golaços de Renato Portaluppi, e conquistava o título de campeão do mundo, pela primeira vez para o Rio Grande do Sul.

O Grêmio de Renato assim integrava-se ao seleto grupo de clubes campeões mundiais, que no Brasil até então só contava com Santos (de Pelé) e Flamengo (de Zico).

Para as mentalidades “pifadas”

Meu irmão esteve em Buenos Aires na semana passada. Fazia questão de comprar uma camisa de clube argentino, e optou pela do Estudiantes.

Ele é um colorado de mentalidade “pifada”, que acha que campeões mundiais são só Corinthians (faz-me-rir!), São Paulo (só o de 2005, não o timaço de 1992-1993), Inter e Milan (só o de 2007). Dizia que na Argentina não se considera os vencedores do Mundial até 2004 como campeões mundiais. E ainda vinha com a baboseira de que é “invenção da Globo” (conta outra!).

Pois bem, ele deve ter feito a maior cara de bunda na hora de comprar a camisa e ver inscrita, nas costas, a expressão CAMPEÓN DEL MUNDO…

Até onde vamos?

Ontem seria o fim do sonho, sonhavam (literalmente) os colorados. Depois do Grêmio ter revertido tantos resultados negativos nas últimas semanas, a “sorte” acabaria diante do Defensor.

Pobres colorados… Não conhecem a gloriosa história do Grêmio. Afinal, ela é marcada justamente pela superação de grandes dificuldades. Muitas delas justamente contra “eles”, como o Campeonato Farroupilha de 1935 e a decisão do Campeonato Gaúcho de 2006, que muitos já consideravam ganha pelos “diamantes” deles.

Atualmente, o Grêmio vive uma fase incrível. E não me refiro simplesmente às vitórias recentes contra Caxias, Cerro Porteño, São Paulo e Defensor (última vítima do Imortal Tricolor). Tudo isso vem desde 2005 – e não começou com a Batalha dos Aflitos.

No início de 2005, o Grêmio vivia a pior fase de sua história. Não tinha um centavo nos cofres, devia para todo mundo, e ainda por cima estava na Segunda Divisão. O time que disputou o Campeonato Gaúcho daquele ano era tão ruim que se fosse mantido para a disputa da Série B, correria o risco de cair para a C. A remontagem do grupo foi feita ao longo do campeonato, e aos poucos surgiu um time ruim, mas que era suficiente para sair da Segundona. E mesmo assim não foi fácil: a Batalha dos Aflitos é a prova.

De volta para a Série A. Em 2006, o Grêmio seguiu superando os adversários aparentemente insuperáveis. Primeiro, na decisão do Campeonato Gaúcho, contra os eternos rivais, favoritos ao título com seus “diamantes” e sua arrogância. Foram dois empates, 0 a 0 no Olímpico e 1 a 1 no campo deles, que deram o título ao Tricolor. O regulamento ajudou o Grêmio, dizem, pois eles tinham a melhor campanha e não foram campeões. Então por que aceitaram jogar o campeonato deste jeito?

No Campeonato Brasileiro, o máximo que o Grêmio almejaria seria uma vaga na Copa Sul-Americana de 2007 – e se ficasse na Série A já poderia comemorar. Mas tudo foi diferente – e melhor. A vaga conquistada foi na Libertadores. E não bastasse isso, o Grêmio chegou a brigar pelo título.

E em 2007, o Grêmio apenas manteve a rotina de superações. Precisava fazer 4 a 0 no Caxias para ir à final do Campeonato Gaúcho, e fez 4 a 0. Precisava vencer o Cerro Porteño para se classificar na Libertadores, e venceu. Nas oitavas-de-final, precisava ganhar de 2 a 0 do São Paulo, e ganhou de 2 a 0. E ontem à noite, precisava de 3 a 0 para passar pelo Defensor e ir às semifinais. Ganhou de 2 a 0, placar que levava a decisão da vaga aos pênaltis. E mais uma vez, o Grêmio se classificou.

Um detalhe: todas estas vitórias foram obtidas no Olímpico. Se fora de casa o Grêmio não anda bem, em seu estádio as coisas são bem diferentes. Pois o Grêmio tem uma torcida fantástica, da qual me orgulho de fazer parte. Fomos nós que tiramos o Grêmio do atoleiro em que se encontrava há dois anos atrás, e o colocamos na semifinal da Libertadores.

E depois de tudo o que vi ultimamente, cheguei à conclusão de que temos tudo para levar o Grêmio ao Japão novamente. O Santos tem um bom time e um excelente treinador, e por isso merece todo o respeito. E por isso mesmo temos de transformar o Olímpico em um caldeirão na próxima quarta-feira. Já chegamos bem longe, mas ainda não está na hora de parar.