Epidemia de mau humor no RS

Ainda sobre o processo Leticia Wierzchowski x Milton Ribeiro: li no blog dele os motivos que levaram a autora a decidir entrar com uma ação. O que me faz lembrar dos meus comentários a respeito da dispensa dos chargistas Kayser, Moa e Santiago do Jornal do Comércio, em 2007.

Provavelmente ninguém gosta de ser alvo de brincadeiras. Ainda mais quando “é famoso”. Deve ser horrível “ser conhecido” e ver que há gente nos criticando e fazendo piada. Pelo jeito, quem é “celebridade” não pode ter um pouco de bom humor.

O meu sobrenome já me rendeu apelidos. Não vou dizer quais eram: prefiro que os leitores façam seus chutes nos comentários. E, claro, processarei todos: se não sou famoso, ficarei – e o que vale mesmo é dinheiro acima de tudo, amigos! Vamos ver quanto consigo ganhar desse jeito…

Demissão

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Os chargistas Kayser, Santiago e Moa foram dispensados do Jornal do Comércio.

O motivo? Charges que não são do interesse da mídia corporativa, pelo motivo de mostrarem a verdade que os donos do poder não querem mostrar.

 

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Mais do que o atendendimento aos interesses corporativos, o que percebo nesse episódio (e no Rio Grande do Sul) é o crescente mau humor. Essa turma direitosa (DIREITa + raivOSA) no poder – Yeda no Piratini e Fogaça na prefeitura – está colaborando decisivamente para isso. Vivemos num Estado que está na merda, e ainda fazemos cara feia para tudo.

Tanto que disse o Kayser na sexta-feira (quando informou aos leitores de sua demissão): “no lugar da minha charge, hoje havia a foto de uma manifestação direitosa na Venezuela, acompanhada de um editorial esculhambando o Chávez”.