Então é Natal…

E de repente, começa aquela “metamorfose”, que faz todo mundo virar bonzinho. Gente que nem lembra que existimos, começa a nos desejar “muita saúde, paz e felicidade” (pelo visto esqueceram que o meu aniversário é em outubro). Depois de passarem onze meses só se preocupando com o próprio umbigo (e dizendo que quem deseja um mundo melhor “não tem nada para fazer”), em dezembro os reacionários decidem ter “espírito de Natal” e posar de solidários. Tudo parece tão lindo, maravilhoso… Mas depois da festa, acabou. Só ano que vem.

Aí alguém questiona essa falsa bondade, e começam os rótulos. Mal humorado, rabugento etc.

Posso até ser rabugento. Mas vamos combinar que é melhor do que ser hipócrita e fingir ser o que não sou.

O que há de tão bom nessa época? Ver a família? A bondade, mesmo que sazonal, mas “melhor que nada”?

A reunião familiar, por mim, pode acontecer em qualquer época do ano (e na minha família, geralmente acontece várias vezes mesmo, nos reunimos para comer um churrasco, tomar uma cerveja e jogar conversa fora), sem esse clima forçado. E isso que eu tenho sorte de não ter nenhum daqueles parentes malas que só aparecem no Natal para encherem o saco: coitadas das crianças pequenas que têm suas bochechas apertadas enquanto ouvem o tradicional “como você cresceu!”; e depois que crescem ainda têm de ficar dando satisfação quanto à vida sexual (perguntam “e as namoradas?” para os guris, e “quando é que vai nos apresentar um namorado?” para as gurias*).

Quanto à bondade, acho ótimo que as pessoas sejam amorosas. Mas então, que sejam assim o ano inteiro, ao invés de só fingirem ter bom coração em dezembro.

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* O uso do plural para os guris e do singular para as gurias não é mero acaso. Afinal, “mulher que presta” é de um homem só e desde cedo, ter vários ou casar tarde não é coisa que “moça de família” faça.

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Oceano Solimões

Recebi hoje uma das correntes mais bizarras que já chegaram à minha caixa de e-mail. Vinda do mesmo amigo que me mandou várias que detonei ano passado.

Tão absurda, que me fez soltar aquela risada. Trata-se de uma “acusação” ao MST: ao invés de produzir em um assentamento às margens do Rio Solimões, estaria roubando ovos de tartarugas que fazem seus ninhos no local para depois vendê-los. Terrível, né?

Agora, reparem em uma das fotos anexadas à merda de mensagem. Descobri que é possível surfar no Solimões…

Isso mesmo: não é o Rio Solimões, e sim, mar. Trata-se do Oceano Pacífico! Mais específicamente, da praia de Ostional, na Costa Rica, onde vários milhares de tartarugas marinhas da espécie “oliva” costumam desovar por várias noites seguidas (em um fenômeno conhecido como arribada), gerando um verdadeiro “congestionamento de tartarugas”.

Nas primeiras 36 horas das arribadas, o governo da Costa Rica permite a coleta de ovos, numa área que é de preservação ambiental, e tal prática é endossada pelo Projeto Tamar. Hã?

É bem simples: invariavelmente estes ovos recolhidos acabariam destruídos por ondas e mesmo por outras tartarugas que pisariam em cima deles; em consequência disso, apodreceriam e contaminariam o local. O recolhimento dos primeiros ovos, assim, não ameaça a sobrevivência da espécie (muito pelo contrário!), visto que estes não chegariam a gerar novas tartaruguinhas, e ainda por cima se transformariam em uma ameaça.

Com essa, ficou bem claro a que nível podem chegar alguns direitosos, no desesperado intuito de desacreditar a esquerda. Se tivessem só um pouco de senso crítico, não repassariam uma corrente dessas. E nem digo que fosse por “checarem a informação”, mas por simplesmente observarem que as fotos não mostravam um rio, e sim um oceano!

Na semana do 47º aniversário do golpe de 1964, é preciso LEMBRAR!

Nesta semana, completam-se 47 anos do golpe militar de 1964. Os saudosos da ditadura irão celebrar a “revolução democrática” (se comportem, que no dia 25 de dezembro eu desço a chaminé com um saco cheio de presentes!), com discursinhos que não saíram dos anos 60 (e depois dizem que a esquerda acha que o Muro de Berlim continua de pé).

Já quem realmente defende a democracia, tem obrigação de lembrar que 47 anos atrás não houve revolução alguma, e tampouco democrática (como disse a presidenta Dilma três anos atrás, na democracia se deve falar a verdade): foi um golpe que instaurou uma ditadura de 21 anos em nosso país. Por isso, a importância de três eventos nesta semana, um presencial (em Porto Alegre) e dois na rede.

O presencial, é o seminário “Memória, Verdade e Justiça: as marcas das ditaduras do Cone Sul”, que ocorre quarta, quinta e sexta. A programação completa e os locais de cada atividade, o leitor encontra aqui.

Já na internet, teremos a retomada da campanha #desarquivandoBR, em defesa da abertura dos arquivos da ditadura (o fato dos reacionários seguirem celebrando 1964 é apenas um argumento a mais para que os documentos sejam liberados); assim como os dois dias em memória das vítimas da ditadura, com a proposta de retirarmos nossas imagens de perfil nas redes sociais – Orkut, Facebook, Twitter etc. – e substituí-las por um “nunca mais” nos dias 31 de março (quinta) e 1º de abril (sexta), ou seja, tanto quando a direita celebra a sua mentirosa “revolução democrática”, como no dia da consolidação do golpe – que, fazendo jus à data, instaurou o regime da mentira no Brasil.

Não tinha dito?

Em 29 de dezembro, postei uma charge do Kayser que tirava sarro da ex-(des)governadora Yeda, prevendo que certamente não seria a última motivada por ela. Dito e feito…

Desta vez, é do Bier: a versão verdadeira do “déficit zero” tão alardeado pelo (des)governo.

Só é uma pena que, pelo visto, o “caixa zero” servirá para o governo Tarso não reajustar o salário dos servidores públicos estaduais… Não era isso uma das (muitas) reclamações que se tinha contra o (des)governo Yeda?

11 anos depois

Charge do Kayser

Nada como um dia depois do outro…

Por 11 anos, ouvimos os nossos (de)formadores de opinião repetirem, quase como um mantra, que “o Olívio mandou a Ford embora do Rio Grande do Sul” – uma estratégia goebbeliana, de que “uma mentira contada cem vezes torna-se verdade”.

Tento imaginar tudo o que eles passarão a dizer diante da notícia de que a Ford terá de indenizar o Estado do Rio Grande do Sul em 130 milhões de reais por rompimento do contrato – ou seja, porque foi a empresa que não cumpriu com suas obrigações, e não o Estado. A Ford recorreu, é verdade, mas o principal discurso dos direitosos contra Olívio Dutra está detonado.

Vale lembrar que “mandar a Ford embora” na verdade era “renegociar o contrato”. Pois este, assinado durante o (des)governo de Antonio Britto, previa amplos incentivos fiscais à montadora, além de investimentos por parte do Estado para a instalação da fábrica em Guaíba. Olívio, que na campanha eleitoral de 1998 prometera renegociar contratos assinados pelo (des)governo Britto que fossem lesivos às finanças do Estado, tomou posse e logo caminhou nesta direção.

E olha que a proposta do governo não era de cortar absolutamente todos os benefícios à Ford (os incentivos fiscais já concedidos, da ordem de 3 bilhões de reais, não seriam contestados, assim como a empresa não teria de devolver o dinheiro já repassado a ela). Apenas deixava claro que não ia comprometer ainda mais as finanças do Estado, como aconteceria se Britto tivesse sido reeleito.

A proposta do Governo do Estado, publicada na capa do Correio do Povo, edição de 29/04/1999 (dia seguinte ao anúncio da Ford de que não se instalaria no RS)

Por favor: isso aí é “pedir para uma empresa ir embora”? Só se ela for extremamente gananciosa. Ou, se por acaso havia uma “boquinha” melhor, como de fato acontecia: a Bahia, apoiada pelo governo federal (à época, o presidente era Fernando Henrique Cardoso) oferecia amplos benefícios fiscais para que a Ford se instalasse em Camaçari. E com o apoio de boa parte da bancada gaúcha no Congresso Nacional – o lado direito, é claro…

Se Olívio estava tão empenhado em “mandar a Ford embora” devido a “razões ideológicas”, por que a GM também não deu adeus ao Rio Grande do Sul? Simples: seu contrato foi renegociado e assim sua fábrica está funcionando em Gravataí há 10 anos.

Porém, o “estrago” já estava feito. Principalmente por parte da RBS. Dia após dia, seus principais (de)formadores de opinião repetiam que “o Olívio havia mandado a Ford embora”, que isso “era uma tragédia”, que o Rio Grande do Sul “tinha perdido muitos empregos” etc. Mesmo que o governo preferisse dar apoio aos pequenos empresários do Estado em detrimento dos grandes (que não precisam desse apoio), assim como à agricultura familiar (que produz muito mais do que o “agronegócio”, tão exaltado pela “grande mídia”). Insuflou-se um antipetismo tão forte no Rio Grande do Sul, que por duas vezes consecutivas candidatos sem projeto algum “caíram de paraquedas” no governo do Estado: Germano Rigotto em 2002; e o exemplo mais absurdo, Yeda Crusius em 2006.

Sem dúvida, ambos venceram graças ao antipetismo. Em 2002, o preferido da velha direita era Britto, mas sua alta rejeição (que provavelmente resultaria em derrota para Tarso Genro no 2º turno) fez os votos direitosos migrarem para Rigotto, que só concorria para que o PMDB tivesse um candidato próprio (Britto deixara o partido em 2001 junto com vários de seus apoiadores, dentre eles José Fogaça, que ingressaram com ele no PPS). Já em 2006 a coisa foi mais bizarra: Rigotto era candidato à reeleição, mas o PMDB temia um segundo turno contra Olívio (o que inevitavelmente resultaria na comparação entre os governos de ambos); assim, muitos votos que seriam de Rigotto foram para a tucana Yeda (que assim como Rigotto em 2002 era “franco-atiradora” – o PSDB no Rio Grande do Sul não é nem a quarta força) para “tirar o Olívio do segundo turno” – e aí quem ficou de fora foi Rigotto e os direitosos tiveram de eleger Yeda, bem pior.

O resultado, é o que todos vêem: corrupção, atraso, polícia repressora (no governo Olívio era raro dar pancadaria com a Brigada)…

Em seu post sobre o assunto no Somos andando, a Cris pergunta se alguém indenizará o Estado pelas eleições de Rigotto e Yeda que se deram graças ao anti-petismo baseado no “argumento” de que “o Olívio mandou a Ford embora”. Quem deveria fazer isso (pois sabemos que não acontecerá) é uma resposta pra lá de barbada…

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Como a Zero Hora não daria um “tiro no pé” que seria não noticiar a decisão contra a Ford, o jornal publicou, é claro. Mas no começo da matéria eles já trataram de desqualificar a fonte (o Sul 21), dizendo que Vera Spolidoro, sua editora-chefe, é ligada ao PT – ou seja, “parcial”. Óbvio, pois na ótica deles a imprensa não pode dizer de que lado está, tem de ser imparcial, como a RBS.

Esperança de honestidade

Segunda-feira, aconteceu em São Paulo aquele encontro que eu já havia divulgado, da “mídia livre e imparcial”. (E pelo visto, não chamaram o Professor Hariovaldo!)

Fiquei com uma esperança. Foi sugerido aos veículos de mídia (corporativa) que assumam publicamente a candidatura presidencial que apoiarão (a favor de José Serra ou contra a “stalinista” Dilma Rousseff de tudo que é jeito), medida à qual sou totalmente favorável. Desta forma, a “grande mídia” perderá totalmente sua aura de “neutra”, e o cidadão saberá que o jornal que lê (ou a rádio que ouve, ou a emissora de televisão que assiste) tem posição.

O leitor do Cão Uivador sabe que este espaço é gremista e de esquerda. Modéstia a parte, sou honesto com o leitor, pois não tento enganá-lo com a balela da imparcialidade. Bem diferente da “grande mídia”, que posa de imparcial e assim, implicitamente, constroi subjetividades que são claramente conservadoras, mas não perceptíveis por quem não pára um pouco para pensar.

  • Leia mais sobre o assunto e também sobre o lançamento da Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação, ou simplesmente Associação da Outra Mídia) no Jornalismo B.

Gosto é gosto, mas…

Respeito quem gosta do verão, mas não consigo compreender tal opinião. Excetuando, claro, se vier de um morador de rua: deve ser terrível passar na rua uma noite de inverno. Assim como de quem mora em lugares onde há longos períodos de frio extremo (e por favor, não me digam que Porto Alegre é um desses lugares, pois se junho e julho foram frios, também fez 34°C em agosto, naquela tarde em que o NINJA Victor pegou tudo!).

Agora, quem tem teto para se abrigar, por que adorar essa coisa horrível que é o verão de Porto Alegre? Não dá para se mexer muito, que o suor começa a verter! Nem banho ajuda: em geral, serve apenas para tirar um suador e começar outro, assim que fecho a torneira do chuveiro.

E os insetos? Ainda não matei nenhuma barata grande em casa e por isso estou até estranhando, pois em geral a “temporada” delas começa justamente em dezembro. Há ainda os mosquitos, espécie animal mais filha da puta que existe: como não odiar um ser que vai ao nosso ouvido quando estamos quase pegando no sono? E não se pode deixar nenhum doce, nenhuma comida descoberta: as formigas atacam mesmo! Todos esses seres desgraçados se entocam no inverno, têm aversão ao frio.

Tudo, exceto dormir na rua e lavar louça, é melhor no inverno (tá bom, tá bom, levantar da cama também é complicado, mas não dá aquele desânimo de sair de casa, regra nesses dias abafados que nos assolarão pelo menos até março). É muito mais aconchegante: assistir um filme enrolado num cobertor, dormir sem precisar de ventilador, banho diário só para manter o hábito, tomar um sopão, comer fondue e chocolate (ou fondue de chocolate), um café bem quente… No verão, basta pensar nisso para começar a suar!

Até o calor, no inverno é melhor! Primeiro, por saber que ele não deverá durar. Segundo, por ser seco: naquele 16 de agosto em que o Victor pegou até pensamento, mesmo com os 34°C eu não suei devido à baixa umidade (inclusive voltei do jogo a pé, sem problemas); ontem nem sei se a máxima chegou aos 30°C, mas eu parecia um picolé – só não era gelado.

E se o inverno tem risco de gripes e resfriados, ainda assim o prefiro. Até porque costumo pegar poucas gripes, a última foi em setembro de 2001. E o último resfriado foi em março de 2008, culpa de passar muito tempo debaixo do ventilador no máximo.

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E a “grande mídia”? Trata o verão como se fosse a melhor coisa do mundo, faz muita propaganda de praia (a propósito, lá faz menos calor, logo quem gosta de verão não deveria gostar de praia!) e “corpo sarado” (aí o pessoal se machuca porque fez uma porrada de exercícios e não se sabe por que isso acontece tanto). Certo dia, quando eu estragava meus ouvidos ouvia um programa esportivo na Rádio Gaúcha, o locutor comemorava o fim do inverno, dizendo que “todo mundo estava de saco cheio de frio” – que “todo mundo”, cara pálida? A RBS é tão tendenciosa, que não consegue ser imparcial nem para falar do tempo! Que pare com essa balela e assuma seu lado!

Solidariedade a Wladimir Ungaretti

A Folha chamou a ditadura brasileira de “ditabranda”, mas não vai dar um pio a respeito do que acontece nos dias de hoje. Assim como diversos jornais e associações que dizem defender o jornalismo e a liberdade de imprensa mas na verdade defendem é a “liberdade de empresa”.

O fotógrafo Ronaldo Bernardi, da RBS, entrou com processo judicial contra o professor Wladimir Ungaretti (FABICO-UFRGS). O motivo eram as críticas – meramente de caráter profissional, diga-se de passagem – feitas pelo professor ao fotógrafo.

E quem ganhou a parada foi o fotógrafo: Ungaretti é obrigado, pela (in)justiça (vai com “j” minúsculo mesmo), a retirar tanto de seu blog como do sítio Ponto de Vista toda e qualquer referência a Bernardi. Ungaretti vai recorrer, mas por via das dúvidas já apaga boa parte do material que publicou – não só a respeito do fotógrafo da RBS, como também sobre outros aspectos “interessantes” da empresa. Uma pena.

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Semana que vem, mais precisamente na quarta-feira, é 1º de abril – ou seja, “dia da mentira”. Proponho uma “homenagem” à “grande mídia” que se diz democrática mas censura jornalistas de verdade como o Ungaretti, publicando em nossos blogs receitas ou trechos da epopéia “Os Lusíadas” de Luiz de Camões, tal como acontecia na ditadura (desculpem o palavreado, mas “ditabranda” é a puta que pariu!) quando jornais eram censurados – mesmo tendo sido apoiadores do golpe. Dizem que de tanto ter sido censurado, o Estado de São Paulo publicou a íntegra de “Os Lusíadas”.

A mídia e o massacre em Gaza

O texto abaixo foi postado em comentário do leitor Paulo Cesar no blog RS Urgente.

Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional Quando a Notícia é do Oriente Médio
Adaptado de um texto em francês de autoria desconhecida

  1. No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
  2. Os Árabes, Palestinos ou Libaneses, não têm o direito de matar civil. Isso se chama “Terrorismo”.
  3. Israel tem o direito de matar civil. Isso se chama “Legitima Defesa”.
  4. Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedido. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
  5. Os Palestinos e os Libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama “Seqüestro de Pessoas Indefesas”.
  6. Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos Palestinos e Libaneses desejar. Atualmente são mais de 10.000 dos quais 300 são crianças, e 1.000 são mulheres. Não é necessário qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter os seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos Palestinos. Isso se chama “Prisão de Terroristas”.
  7. Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
  8. Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiado e financiado pelos Estados Unidos”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.
  9. Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios Ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações de Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.
  10. Tanto os Palestinos quanto os Libaneses são sempre “covardes” que se escondem entre a população civil, a qual “não os quer”. Se eles dormem em suas casas com as suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama “Ações Cirúrgicas de Alta Precisão”.
  11. Os Israelenses falam melhor o Inglês, o Francês, o Espanhol e o Português que os Árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidade do que os Árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade Jornalística”.
  12. Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade”.

Falta uma letra

Assinamos o Virtua aqui em casa com a promessa de uma internet com velocidade de 2 Mbps. Porém, nos últimos dias chega a parecer que temos internet discada. Um vídeo do YouTube com cerca de um minuto de duração, leva no mínimo 2 minutos para carregar.

Considerando que temos dois computadores em rede, teríamos de ter 1 Mbps para cada um, na teoria. Mas, veja (desculpe o palavrão) o que deu o teste que fiz agora há pouco:

Esses dias, meu irmão ligou para a NET pedindo explicações. Disseram que teríamos “ultrapassado o limite mensal de downloads”, e por isso teriam diminuído a velocidade da internet “pela metade” (mentira, pois então teríamos de ter 500 kbps para cada computador, e não 173,53 como o teste mediu). Ele perguntou afinal qual era o limite de downloads, e a atendente disse que era de 40 GB.

Bom, se nós baixamos tanta coisa assim por mês, podem me mandar seus pedidos de presente de Natal, pois eu sou o Papai Noel…

E agora ficou fácil entender o que quer dizer o título da postagem, né? O nome da internet da NET é Virtua porque eles engoliram a letra final, um “l”: o certo seria VIRTUAL, pois os 2 Mbps que eles prometem não existem. Estamos com essa lerdeza desde agosto, o que obviamente teria nos feito baixar menos arquivos (mas claro que nunca baixamos 40 GB em um só mês!!!) e reestabelecido a velocidade normal de conexão.