Adeus (?), Facebook

Semana passada, li o texto do Igor Natusch que foi também sua última publicação no Facebook. Explicou que estava de saco cheio do algoritmo, que impede nosso conteúdo de ser visto pela maioria de quem está na nossa lista de contatos. Mas o “adeus” dele não é um “facebookcídio”: o perfil fica, e ele disse que inclusive acessará a rede social de vez em quando.

Na hora saquei o acerto da estratégia dele – que, aliás, foi a mesma adotada pelo meu pai no final do ano passado. Bem simples: percebo que o maior motivo que me impediu de abandonar o Facebook – e provavelmente seja o mesmo do Igor – é não “perder de vista” várias pessoas, com as quais não temos outro contato que não a rede (digo, uma das) de Mark Zuckerberg. Foi assim em 2015, quando anunciei que iria sair e acabei ficando.

Desde então, tive “idas e vindas” nesta relação com o Facebook. Em 2016 cheguei a achar que estava saindo “aos poucos”, o mesmo acontecendo no início de 2017. Na época da eleição de 2018 cogitei seriamente encerrar a conta após o segundo turno. Mas sempre voltava atrás, em especial por conta dos posts engraçadíssimos de minha amiga Rita Alves – que, aliás, só conheci via Facebook, e nunca vi presencialmente. Abandonar a rede significaria deixar de ter meu “remédio” contra o estresse.

Só que se trata de um estresse muitas vezes causado justamente pelo Facebook… Ou seja, nele está “o mal” e “o remédio”, ao mesmo tempo. Diante disso, não vejo melhor solução que “sair sem ir embora”: manter o perfil mas não mais postar nada nele – com exceção das minhas fotos do Instagram e de algo que seja extraordinário – e ocasionalmente acessar os perfis de meus contatos para, inclusive, curtir e comentar.

Com isso quero dedicar mais tempo à escrita (ainda que ultimamente eu esteja passando por uma “seca” danada em matéria de textos), tanto no Medium como aqui no velho Cão Uivador: o primeiro para “assuntos sérios” e o segundo para reflexões cotidianas.

No Twitter, pretendo manter o ritmo atual, com o “acréscimo” de links que costumava compartilhar mais no Facebook (para raríssimas pessoas clicarem). Além do já citado Instagram, cuja seção “stories” tenho utilizado cada vez mais frequentemente.

Por fim, era isso. Adeus (?), Facebook.

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Uma satisfação: voltar a escrever

Sim, ainda é pouco em comparação com 2007-2014. Mas é fato que na quinta-feira voltei a ter um texto aprovado em publicação do Medium. Foi este aqui, que saiu na Revista Subjetiva.

Eu não publicava nada lá desde junho, quando recém começava a Copa do Mundo!

E à tarde tive ideias para novos textos em conversas com colegas de trabalho, as quais foram devidamente anotadas para que fossem desenvolvidas depois. Não cheguei a escrever pois recém saiu o último, e atualmente tenho privilegiado a qualidade à quantidade: algo que noto em relação aos textos que escrevia 10 anos atrás é que muitas vezes eles chegavam a ser toscos e saíam muito mais por eu me sentir obrigado a ter opinião sobre tudo, do que refletindo realmente o que eu pensava. O que, afinal, é a base da “desgraceira” que se tornaram as redes sociais.

Nunca tive tão poucas certezas na vida como nos tempos recentes, e tenho sinceramente achado isso positivo.

Agora, vai?

Retomei o blog em fevereiro deste ano, só que pouco tempo depois parei. Agora me deu vontade de passar a usá-lo no lugar do Medium – como fazia até meados de 2015 – mas percebi que é mais vantajoso fazer como naquele período de “retomada”: escrever aqui e não postar link em lugar nenhum, para me sentir mais livre, sem a exposição causada pelo Facebook. E assim mantenho o Medium para “assuntos relevantes” – o que não tem acontecido ultimamente, meu último texto por lá é do começo de junho.

Aconteceram algumas mudanças nesse tempo. Uma delas foi justamente aqui no WordPress: infelizmente não tem mais a opção “justificado” no alinhamento do texto. Tive de fazer uma “enjambração”, usando o código HTML e criando vários “parágrafos” só com a letra “a” para escrever cada parágrafo em cima mantendo o alinhamento que quero. Depois, no final, é só deletar os “parágrafos” com “a” que sobrarem.

Outra mudança foi a de endereço. Depois de dez meses morando com a minha mãe após o retorno de Ijuí, voltei a viver sozinho – o que não quer dizer 100% do tempo a sós.

Em abril, voltei a ser sócio do Grêmio após quatro anos. Está valendo a pena, dados os bons resultados e, principalmente, o grande futebol apresentado pelo Tricolor neste ano de 2017. Ficou difícil ganhar o Brasileirão, mas na Copa do Brasil e na Libertadores vejo o Grêmio como candidatíssimo a ser campeão.

Por fim, espero que o “efeito novidade” (ainda que tal blog seja tudo, menos “novidade”) me motive a escrever com mais regularidade. E quem sabe assim não sai logo algum “texto relevante” para o Medium…

Facebook, ou “problematizódromo”

Sábado, enfim, saiu um texto meu no Medium. Foi publicado na TRENDR, onde sou colaborador eventual (uma média de dois textos por mês). Falei sobre o Super Bowl – obviamente não sobre o jogo em si, que sequer assisti, mas sim sobre as “problematizações” que rolaram no Facebook.

Não sou contra “problematizações”, e dentre os assuntos que podem ser problematizados encontra-se, inclusive, o Super Bowl. O problema é a maneira como elas costumam ser feitas no Facebook: bastante “capengas”, com análises simplórias e uso de muitos chavões – coisas típicas de quem não sabe lá muito sobre o assunto mas que se sente na obrigação de ter opinião. O que poderia (ou melhor, deveria) ser assunto sério fica parecendo discurso de chapa que concorre ao DCE.

São coisas assim que irritam demais no Facebook. E pensar que foi graças a ele que a “blogosfera” (tão importante em episódios como a eleição de 2010, por exemplo) acabou minguando…

Primeira “falha” na retomada

Vinha postando diariamente, até que na quarta nada saiu…

Motivo: finalmente estou conseguindo escrever um “texto relevante” para o Medium – conforme tinha decidido semana passada.

Acho que nesta quinta finalmente “vai ao ar”.

Retomando o blog

Pela primeira vez em quase um ano e meio volto a postar um texto aqui – fora os que tinha publicado no Medium e simplesmente “copiei e colei”. (A propósito, nem os mantive aqui, pois os “originais” ficaram por lá.)

Decidi retomar o blog para postar textos num tom mais, digamos, pessoal. Para falar de amenidades, coisas “desimportantes”. Passarei a usar o Medium para escrever sobre assuntos mais “relevantes”, como… Futebol (risos). Ou História. Ou mesmo História do Futebol.

Não sei se haverá atualizações muito frequentes, mas nem pretendo me estressar com isso. Até porque quase ninguém virá aqui mesmo…