As diferenças entre classe média e classe mérdia

Tem sido objeto de certa “polêmica” ultimamente o uso da expressão “classe mérdia” em alguns posts. Tem gente que acha o termo ofensivo à classe média. Uma bobagem: eu sou de classe média (vou me xingar no meu próprio blog???), a maioria esmagadora dos meus amigos e conhecidos também. Não iria querer comprar briga com todo mundo, né?

Classe média não é igual a classe mérdia. O primeiro motivo, é ortográfico: um “r” que entra na parada – justamente para diferenciar.

A classe mérdia é uma parte da classe média, não toda ela. Não é rica, mas sonha em ser, em ter os mesmos bens que os “de cima”. Acredita que “trabalhando muito” chegará lá, e que quem é pobre é porque “não trabalha duro”. Não por acaso, se ouve desse tipo de gente (e eu conheço) absurdos do tipo “pobre tem que se f…”.

É formada por pessoas egoístas, consumistas, preconceituosas, e que não admitem ter tais características (quando alguém diz isso, ficam indignados com a “ofensa”). Nelas serve muito bem o chapéu após ouvir a música “Classe média” (sem o “r”, provavelmente para evitar maiores polêmicas) do Max Gonzaga. É a descrição mais perfeita da “classe mérdia” que eu conheço, o que faz eu não me estender muito nesse post:

A música do ano

Nenhuma música simbolizou tão bem o ano de 2007 no Brasil como “Classe Média”, de Max Gonzaga. É uma ótima crítica à mentalidade “cansada” de boa parte da classe média brasileira, que chora na frente da câmera de TV porque o avião atrasou, enquanto grande parte da população passa a noite inteira ao relento para conseguir marcar uma consulta médica.

A música é de 2004, mas tornou-se mais conhecida em 2007 graças ao “Cansei”. O vídeo abaixo é um clipe feito a pedido da revista CartaCapital.