Mudança de voto

Eu ia votar na Vera Guasso, a única candidata à prefeitura de Porto Alegre que não tem o “rabo preso” nessa eleição.

Mas diante do perigo de termos um segundo turno entre Fogaça e Britto Manuela (que tem Berfran Rosado como vice), vou, mais uma vez, digitar “13” na urna eletrônica. Entre Fogaça, Manuela e Rosário, a última é a menos pior das alternativas.

É isso, ou anular o voto no segundo turno… Pois o problema não é a Manuela, e sim, as péssimas companhias que ela escolheu. Se por acaso ela deixa a prefeitura, quem assume é o Berfran.

Não dá para se iludir: votar na Manuela, infelizmente, é igual a votar no Britto. E no Fogaça também: agora no PMDB, ele foi eleito em 2004 e ficou até o ano passado no mesmo PPS de Berfran, que hipocritamente fala em “mudança”.

Em quem votar?

Em fato inédito, Porto Alegre terá três mulheres candidatas à Prefeitura em outubro, por partidos ditos de esquerda. Grande coisa!

Além dos absurdos que vimos nas fotos acima, temos a incrível aliança da “musa comunista” Manuela com o “brittista” Berfran Rosado, do PPS.

A foto da Maria do Rosário apertando a mão da Xuxa eu “roubei” daqui. E as imagens das babações de ovo das deputadas-candidatas para a RBS, daqui.

Em quem não devemos mais votar

Eu tinha lido há alguns dias, e ficado com o compromisso de escrever aqui sobre isso. Deputados de esquerda babaram ovo para a RBS.

Elogiaram justamente a empresa que fez de tudo para derrubar Olívio Dutra – um dos raros políticos verdadeiramente de esquerda no Brasil – do governo do Rio Grande do Sul, entre 1999 e 2002.

Bajularam a empresa que criminaliza os movimentos sociais, que na dúvida sempre se alinha à direita, como fez durante a ditadura militar de 1964-1985.

Até a Luciana Genro está nessa turminha. Ela que em 2003 teve a dignidade de não fazer minuto de silêncio pela morte do Roberto Marinho, em 2007 bajulou a RBS.

Eu votei no Beto Albuquerque em 2006. E mandei um e-mail para ele, cobrando explicações.

País que tem uma esquerda assim, nem precisa de direita!

Mas não pensem que não entendo “nossos representantes”.

Hoje em dia, quem não “se midiatiza”, não existe politicamente – pelo menos, para eleger-se a algum cargo. Tanto que uma das figuras mais importantes de uma campanha política chama-se “marqueteiro”. Candidatos não são simplesmente disputantes de uma eleição, são como “produtos à venda”. E muitas vezes, a propaganda é enganosa.

O problema, é que não adianta procurar o PROCON depois de “comprar” um político estragado.

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