E a Revolução dos Cravos continua a mandar lembranças

Em 15 de fevereiro o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, foi interrompido por manifestantes no Parlamento que começaram a cantar “Grândola, Vila Morena”. Em 25 de abril de 1974, a canção de Zeca Afonso foi a senha para a deflagração da Revolução dos Cravos. E quase 40 anos depois, é o símbolo da insatisfação com a rigorosa política de austeridade adotada pelo governo, por imposição da troika formada por Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia.

A manifestação do dia 15 de fevereiro foi uma ação do movimento “Que se Lixe a Troika”, que promoveu uma onda de protestos ontem. Segundo o movimento, pelo menos 1,5 milhão de pessoas saíram às ruas (inclusive fora de Portugal). Só em Lisboa, foram 800 mil manifestantes.

Em Loulé, foi lido um manifesto (transcrito aqui), e na sequência, o povo cantou “Grândola, Vila Morena” junto ao Castelo.

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Assim como Portugal e Grécia, a Espanha também sofre com a crise econômica e a rigorosa austeridade imposta pela troika. E os espanhóis se manifestam de forma semelhante a seus vizinhos portugueses, como se viu na Puerta del Sol, em Madri, no dia 16 de fevereiro.

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Avenida Portugal

O título informal de “rua mais bonita do mundo” atribuído à Rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre, tem origem em Portugal. A fama da Gonçalo se deve ao biólogo Pedro Nuno Teixeira Santos, de Covilhã, que edita o blog A Sombra Verde. Em 4 de março de 2008, ele escreveu o texto com o título que hoje é automaticamente associado à rua porto-alegrense – basta fazer uma pesquisa no Google.

Em Rio Grande, onde estive esta semana, há uma avenida que me chamou muito a atenção logo que cheguei. No canteiro central foram plantadas várias árvores, principalmente plátanos, o que torna mais agradável caminhar pelo meio da avenida – tanto que muitas pessoas o fazem.

Logo que comentei sobre a beleza da avenida, soube seu nome: Portugal. E imediatamente lembrei do Pedro e outros portugueses que tanto amam as árvores, como o João Martins, de Loulé, que assim como o Pedro, é sócio da Associação Árvores de Portugal.

Abaixo, algumas fotos que tirei desta bela avenida. E considerando que as folhas das árvores já estão com uma coloração bacana agora em abril, no início do outono, peço ao leitor que imagine como estarão lá pela metade de maio…