União dos blogueiros gremistas

Eu já tinha visto a mobilização, todos os blogs com a mesma imagem na última quarta-feira. Acabei não postando porque não tive tempo de sequer acessar o blog aquele dia – depois da correria, fui ao jogo, é claro.

Mas nessa quarta, a mobilização se repete! E não só em Porto Alegre: meu grande amigo tricolor (e Vagabundo Iluminado) Diego Rodrigues, que faz mestrado em Economia lá em Minas Gerais, já avisou que vai ao Mineirão quarta, junto com amigos gremistas (e também com os anti-cruzeirenses), para levar seu apoio ao Tricolor.

Que seja pé quente como era nos tempos de Olímpico!

Duas classificações suadas

A quarta-feira teve bastante futebol.

Ontem, em Montevidéu, o Nacional podia empatar em 0 a 0 com o Palmeiras, para se classificar para a semifinal da Libertadores. Um jogo histórico. Afinal, a última vez que um clube uruguaio alcançara tal fase na Libertadores fora em 1989, com o Danúbio. O Nacional, por sua vez, não ia tão longe desde 1988, quando foi campeão.

Mais que uma vaga, valia também a melhora da auto-estima de um país com um passado tão vitorioso no futebol: a taça que o Nacional levantou em 1988 foi a sua terceira (ganhou também em 1971 e 1980) e a oitava do futebol do Uruguai (o Peñarol ganhou La Copa cinco vezes: 1960, 1961, 1966, 1982 e 1987). E para minha satisfação, aconteceu o resultado que o Nacional precisava: 0 a 0, classificação no saldo qualificado, já que a partida de ida, em São Paulo, acabara em 1 a 1.

Ainda resta uma vaga em disputa para o Uruguai, mas é tarefa muito complicada. O Defensor, que perdeu a primeira em casa para o Estudiantes por 1 a 0, precisa vencer por pelo menos 2 a 1 (1 a 0 leva para os pênaltis) em La Plata, para fazer a semifinal contra o… Nacional! Mas não custa nada torcer por uma final Brasil x Uruguai, o que não acontece desde 1983 – quando o campeão foi o Grêmio!

Aliás, o Grêmio… A situação era idêntica à do Nacional: podia empatar em 0 a 0 com o Caracas e se classificaria pelo saldo qualificado. E o resultado foi idêntico ao do time uruguaio. Embora o futebol da Venezuela tenha melhorado nos últimos tempos, e o Caracas seja o time menos pior enfrentado pelo Grêmio nessa Libertadores, não dá para ficar feliz com uma classificação vinda da forma que veio.

Pois se o Tricolor levou sufoco no final, isso se deve à enorme quantidade de gols perdidos por seu ataque – terminasse o primeiro tempo metendo uns 3 a 0 (o que não seria nada estranho), poderia só administrar o resultado no segundo tempo. São oportunidades que, se desperdiçadas contra um São Paulo ou um Cruzeiro (acho que vai dar Raposa), poderão tirar a vaga na final.

E chamam a atenção também as atuações ruins de Tcheco e Souza, como comprovam as médias dos dois jogadores no Almômetro do jogo de ontem e também no de domingo passado, contra o Fluminense. De positivo em Grêmio x Caracas, Adílson, que parece ter se encaixado bem no 4-4-2 de Autuori, assim como Túlio.

San Martín x Grêmio

Semana passada, no jogo Grêmio x Boyacá Chicó, começou a ser feito o Almômetro. Iniciativa do blog Alma da Geral, do Guga Türck, tem por objetivo avaliar os jogadores do Tricolor e escolher, ao final do ano, o melhor jogador da temporada.

A avaliação é feita por 10 pessoas: além do Guga, participam Jefferson Pinheiro, Sérgio Valentim (os três primeiros também produzem o ótimo programa Boteco Tricolor, que vai ao ar no Alma da Geral toda segunda-feira à noite), Daiane Benites, Kayser, Bruno Coelho, Richard Ducker, Hélio Paz, Eraldo Türck (pai do Guga) e eu.

Semana passada não participei da avaliação – e também esqueci de publicar as notas aqui – por estar participando do Simpósio Internacional Centro, Periferia e Análise Histórica, por isso não fui a Grêmio x Boyacá Chicó. Já em San Martín x Grêmio eu vi o jogo e avaliei, e abaixo vão as notas (média de todos os avaliadores) dos jogadores que entraram em campo em Lima:

  • Victor – 8,25
  • Léo – 6,44
  • Réver – 7,13
  • Rafael Marques – 6,00
  • Ruy – 5,44
  • Tcheco – 6,88 (Douglas Costa – sem nota)
  • Adílson – 6,75
  • Souza – 7,81
  • Fábio Santos – 5,94
  • Jonas – 6,13 (Túlio – 5,25)
  • Maxi López – 8,63 (Herrera – 5,13)
  • Técnico: Marcelo Rospide – 6,06

Agora, a média “geral”, contando as notas dos dois jogos:

  • Victor – 8,38
  • Ruy – 5,83
  • Léo – 6,72
  • Réver – 6,78
  • Rafael Marques – 5,61
  • Fábio Santos – 5,79
  • Adílson – 6,73
  • Tcheco – 6,83
  • Souza – 8,01
  • Maxi López – 7,71
  • Jonas – 6,71
  • Orteman – 4,00
  • Alex Mineiro – 5,30
  • Jadílson – 5,75
  • Herrera – 5,13
  • Túlio – 5,25
  • Douglas Costa – sem nota
  • Técnico: Marcelo Rospide – 6,28

Novela Tricolor

Eu gostaria muito de ver Paulo Autuori treinando o Grêmio. Logo que se demitiu Roth, começou-se a especular a contratação de Renato Portaluppi, opção preferida da maioria da torcida devido a seu histórico glorioso no Tricolor e também por seu perfil motivador. Porém, ele ainda está longe de ser um bom treinador, como a sua própria trajetória em 2008 mostra: foi à final da Libertadores com o bom time do Fluminense, mas após a derrota não conseguiu motivar o grupo para reagir no Campeonato Brasileiro e acabou demitido; já treinando o fraquíssimo time do Vasco, acabou rebaixado.

Porém, já está demais essa espera por Autuori. Celso Roth saiu no dia 6, e vinte dias depois o Grêmio continua sem técnico. Quando a direção demitiu Roth, imaginei que já tivesse algum outro nome encaminhado – afinal, quando Mancini foi demitido, em fevereiro de 2008, provavelmente já tivesse sido feito algum contato com Celso Roth, que foi anunciado em seguida.

Claro que o erro maior nem é o atual – de demitir Roth e ficar tanto tempo sem anunciar um substituto efetivo (interino não vale). A grande cagada, como todos sabem, foi a absurda renovação com Roth por 200 mil mensais. Quando poderia ter sido contratado um outro treinador para iniciar um novo trabalho – bem melhor do que começar tudo de novo em maio, e em meio a uma competição importantíssima como a Libertadores.

Autuori só se liberaria em 20 de maio, quando o Grêmio poderá tanto estar nas quartas-de-final como eliminado da Libertadores (espero que não!). Vale a pena esperar tanto (e sem garantias de que ele virá)? Ou será melhor efetivar Marcelo Rospide e “vamos ver o que acontece” (copiando a frase dita pelo meu amigo Marcel antes de cada chute a gol nos jogos de botão – e o pior é que ele fazia um monte de gol!), já que as cagadas anteriores não têm como serem desfeitas?

Só sei que do jeito que as coisas vão, a “notícia” abaixo que peguei do Kayser poderá se tornar realidade…

Clique para ampliar e repare na data do "jornal"...
Clique para ampliar e repare na data do “jornal”…

Um colorado sensato

O Valter – que é colorado – publicou um post a respeito do título estadual do Internacional e a falsa ideia que a conquista fácil pode passar, a de que o Campeonato Brasileiro será uma moleza.

Afinal, como todos lembram, ano passado o Inter foi campeão gaúcho com uma histórica goleada de 8 a 1 sobre o Juventude na final (mesmo placar da decisão do 2º turno de 2009 contra o Caxias), começou o Brasileirão como franco favorito, e acabou apenas em 6º lugar. Enquanto o Grêmio, eliminado do estadual em casa pelo mesmo Juventude que seria humilhado pelo Inter, brigou pelo título nacional até a última rodada.

E o fundamental no texto do Valter é que ele diz o óbvio: preferiria ganhar o Campeonato Brasileiro do que a Copa Sul-Americana. Afinal, como qualquer pessoa sensata entende, o Inter só foi “campeão de tudo” porque deixou precocemente de lutar não só pelo título nacional, como também por uma vaga na Libertadores de 2009: assim, se empenhou para ganhar a Sul-Americana e “salvar” o fim do ano de 2008, em que o verdadeiro objetivo era ganhar o Brasileirão.

————

Um aviso aos “pifados”: nem tentem transformar o espaço destinado à discussão (comentários) em baixaria.

Dupla cagada do Grêmio

A primeira, foi ontem. Colocou time reserva e levou humilhantes 4 a 0 do Caxias – que está bem longe de ser um time como aquele de 2000, que foi campeão gaúcho. Aliás, acho que a lista do Impedimento poderia muito bem ser atualizada depois do que aconteceu ontem… A segunda, é colocar titulares no Gre-Nal de domingo. E não é por querer desvalorizar uma eventual (e mais provável, nesse momento) vitória colorada – e nem para dar um “presente” de centenário.

O Grêmio devia jogar com os reservas (ou nem entrar em campo devido à intransigência da FGF, que não aceita mudar a data do jogo por causa dos interesses da RBS) devido ao jogo mais importante, que é o de terça-feira contra o Aurora – e pouco me importa que o time boliviano seja fraquíssimo, o que poderia me fazer achar que “com os reservas o Grêmio ganha deles”. Pois provavelmente pensaram que os reservas seriam suficientes para o Caxias, e o que se viu foi aquele vexame.

E agora, um Gre-Nal: aí, ao invés de continuar focado na Libertadores, o Grêmio decide “valorizar” o Gauchão só por que o adversário é o Inter e “é preciso ganhar deles de qualquer jeito” (para os dirigentes, não para mim, já que me preocupo com coisas mais importantes), independentemente da real importância do jogo de domingo. É apenas quartas-de-final de um turno do campeonato estadual, e não uma partida válida por competição nacional ou continental.

Impossível deixar de falar

Ontem o Grêmio fez as pazes com a vitória: ganhou do fraco Boyacá Chicó por 1 a 0, golaço de falta do Souza. Mas podia ter sido uma vitória de goleada, considerada a grande quantidade de chances perdidas pelo Tricolor.

Foi tanta incompetência, que o Grêmio acabou proporcionando três “lances de soccer”. Os dois primeiros foram em seqüência: após chutar em cima do goleiro, Jonas fez o incrível, que foi botar a bola na trave (sem goleiro!) e depois perdeu debaixo da trave.

Depois, foi a vez de Herrera: podia ter posto a bola pelo lado do goleiro e feito o gol, mas saiu junto com ela…

Péssimo resultado

O Grêmio poderia ter goleado o Universidad de Chile ontem, mas não passou de um 0 a 0. Do jeito que as coisas iam, poderia jogar até amanhecer, e o gol não sairia.

Agora, com o dever de casa não feito, tornou-se obrigação vencer pelo menos uma fora de casa, para não passar sufoco na busca pela classificação. Dois dos três jogos fora são nos Andes: o primeiro contra o Boyacá Chicó, em Tunja; o outro contra o Aurora, em Cochabamba.

Os adversários podem não ser os mais famosos, mas altitude sempre atrapalha. Prova disso é que um tal de “campeão de tudo” apanhou nos 705 metros acima do nível do mar de Veranópolis em 2007, e semana passada sofreu com os vertiginosos 227 metros de Rondonópolis.