Epidemia de mau humor no RS

Ainda sobre o processo Leticia Wierzchowski x Milton Ribeiro: li no blog dele os motivos que levaram a autora a decidir entrar com uma ação. O que me faz lembrar dos meus comentários a respeito da dispensa dos chargistas Kayser, Moa e Santiago do Jornal do Comércio, em 2007.

Provavelmente ninguém gosta de ser alvo de brincadeiras. Ainda mais quando “é famoso”. Deve ser horrível “ser conhecido” e ver que há gente nos criticando e fazendo piada. Pelo jeito, quem é “celebridade” não pode ter um pouco de bom humor.

O meu sobrenome já me rendeu apelidos. Não vou dizer quais eram: prefiro que os leitores façam seus chutes nos comentários. E, claro, processarei todos: se não sou famoso, ficarei – e o que vale mesmo é dinheiro acima de tudo, amigos! Vamos ver quanto consigo ganhar desse jeito…

Solidariedade a Milton Ribeiro

Mais um processo contra blogueiro. Prova de que essa mídia sem credibilidade realmente incomoda.

Li no blog do Milton Ribeiro que ele está sendo processado por Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres (que virou minissérie na Globo, e não por acaso a mais adorada pelos bovinóides, já que fala sobre a “Revolução” Farroupilha). A ação por “danos morais” deve-se a um post no blog dele, publicado em 11 de fevereiro deste ano.

Não é o primeiro caso de processo movido a partir de posts em um blog. O pessoal d’A Nova Corja que o diga, com três: Banrisul, Políbio Braga e Felipe Vieira. Ainda no Rio Grande do Sul, temos também o caso do professor Wladimir Ungaretti, proibido por ordem judicial de se manifestar a respeito do “fotojornalismo” da Zero Hora.

E é impressionante qualquer coisinha acaba em processo. Afinal, tudo se resume a intimidar com base no poder econômico. Mesmo que por motivos ridículos.

Processar alguém por besteira, a meu ver serve para dar ainda mais razão ao processado, e o efeito pode ser o inverso ao desejado – ou seja, a exigência de reparação ao “dano moral” apenas serve para deixar o processante realmente “mal na foto”.

Pois, no caso da Leticia Wierzchowski, nunca li um livro dela – e por isso me abstenho de criticá-los. Mas com este ridículo processo contra o Milton Ribeiro, a autora ganhou tanta antipatia de minha parte que jamais pretendo ler qualquer coisa escrita por ela. Nem sequer para fazer críticas. E ainda recomendo o mesmo a todos os meus amigos, leitores e amigos-leitores.