Em boas mãos

Confesso que pensei em escrever um post do tipo “10 motivos para torcer por Holanda ou Espanha”, só para parecer imparcial. Pois seria fingimento mesmo: minha torcida era pela Laranja Mecânica.

Mas não se pode negar que a Copa do Mundo ficou em boas mãos (dentre as disponíveis, pois a seleção que jogou melhor durante a maior parte da Copa foi a Alemanha e a que eu mais torci foi o Uruguai). Até porque, se aquelas holandesas expulsas do estádio (hey, PIFA, vai tomar no COBRE!) lá no começo da Copa eram maravilhosas, as espanholas não devem nada a elas.

E o título da Fúria, depois de muitas “amareladas” no passado (tanto que nos palpites mais furados desta Copa, eu previ que a Espanha seria desclassificada nas oitavas-de-final pela Costa do Marfim), me faz acreditar que o Grêmio será campeão brasileiro com três rodadas de antecipação, Loco Abreu será o artilheiro, Silas será unanimemente escolhido o melhor técnico, e os ETs trarão de volta a irmã de Fox Mulder.

Ah, e eu ouvi falar que o polvo Paul, após consultar o Professor Hariovaldo, preveu que Serra perderá a eleição.

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Valeu, Uruguai!

Foi outro jogão, pena o resultado.

Mas também não se pode reclamar. O time da Holanda é melhor que o do Uruguai – que ainda assim, quase foi buscar o empate naquele último minuto. Perder faz parte do jogo, e não é nenhum pecado ser derrotado por um adversário mais forte.

A Celeste caiu de cabeça erguida, depois 40 anos sem chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. Mas não faltou bravura ao Uruguai, que faz lembrar o Grêmio dos bons tempos. Aliás, o time uruguaio desta Copa de 2010 deveria servir de exemplo para os comandados (?) por Silas.

Valeu, Uruguai!

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Quanto à Holanda, criticada por jogar de forma mais “burocrática” nesta Copa, tem todas as condições para conquistar o título pela primeira vez. Já jogou bonito em 1974 e em 1998, mas não levou.

Mas, se parecia não haver beleza alguma na versão 2010 da Laranja Mecânica, agora não se pode mais reclamar: o primeiro gol holandês, marcado por Van Bronckhorst, foi uma pintura. Sem dúvidas o mais belo da Copa.