Algo que Porto Alegre poderia ter de (muito) bom no verão

Após postar o texto de segunda, divulguei-o no Facebook (no Twitter vai “automático”). Pois foi de lá que veio um bom questionamento sobre o que Porto Alegre oferece a quem fica por aqui durante o verão – ou a quem resolve conhecer a cidade justamente nos meses mais quentes do ano.

Foi do meu amigo e colega de profissão Antonio Prestes, que no mesmo 14 de dezembro de 2009 no qual defendi meu TCC, também defendeu o trabalho dele, no qual fala sobre o processo de degradação ambiental das praias do Guaíba na passagem dos anos 1960 para os 1970 e o pouco valor que os porto-alegrenses deram ao fato na época – e não só devido à facilitação do acesso ao mar a partir de 1973 com a inauguração da autoestrada que liga Porto Alegre a Osório, pois antes disso as praias do Guaíba já sofriam um processo de abandono, que culminaram com a interdição em novembro do mesmo ano de 1973.

Se antes a facilidade de acesso ao mar fez muitos “cagarem e andarem” para a interdição das praias do Guaíba, me parece que é hora de rever esse conceito de “facilidade”. Pois pegar a estrada rumo ao litoral numa sexta-feira ao fim da tarde (se for início de feriadão então…) é cada vez mais um exercício de paciência, dados os crescentes congestionamentos. Se a opção for o litoral catarinense, a tranqueira é ainda pior.

Com um Guaíba despoluído em toda a sua extensão, seria possível o porto-alegrense ir à praia sem precisar encarar estrada (com dois pedágios) congestionada. Atualmente, é possível se refrescar no Guaíba apenas em seu extremo sul, como no Lami e no Parque Estadual de Itapuã (que oferece belíssimas paisagens e praias que lembram Santa Catarina, só uma pena que nem todas elas possam ser visitadas pelo público).

Beto Moesch: “O porto-alegrense não conhece Porto Alegre”

O vereador falou a frase com a qual concordo totalmente – tanto que escrevi um post a respeito disso sábado passado – em uma reunião-almoço oferecida pelo Sindipoa (Sindicato de Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre) aos membros da Câmara Municipal, na última terça-feira.

Além disso, Moesch fez questão de lembrar que vários projetos para a orla do Guaíba já foram feitos, como os calçadões do Lami e de Ipanema – onde estive no sábado passado tomando cerveja.

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Quanto ao turismo em Porto Alegre, cada vez fico mais convicto: a cidade tem atrações para vários gostos. Quem se diz “envergonhado” por não ter “o que indicar para os turistas”, é porque não conhece Porto Alegre!

Aliás, no post do sábado passado esqueci um lugar sensacional que, pode não ser dentro dos limites do município de Porto Alegre (pois fica em Viamão), mas é “do lado”: o Parque Estadual de Itapuã. Em resposta ao meu comentário no post citado, do blog Da Cidade, o Felipe Prestes lembrou que todo verão os porto-alegrenses deslocam-se 150 quilômetros em direção ao litoral gaúcho (que não tem nada de extraordinário, pelo menos não perto do mar), tendo Itapuã bem pertinho (e com um caminho sem pedágios nem congestionamentos). Onde é possível tomar banho no Guaíba: água limpa e não-gelada, sem sal nem mães d’água.