Será que o Irã é tudo isso que dizem?

Sábado à tarde, assisti ao final do programa “Zonas de Guerra” sobre o Irã no canal National Geographic. O pouco que vi, recomendo a todos que repetem ipsis litteris o senso comum sobre aquele país.

Em Teerã, o repórter-apresentador visitou judeus, que inclusive frequentam sinagogas. Isso mesmo: em um país majoritariamente (e oficialmente) muçulmano, e cujo presidente já defendeu a destruição do Estado de Israel (e vale lembrar que o programa foi gravado após tais declarações de Mahmoud Ahmadinejad), os judeus têm direito a expressarem sua fé. O Estado iraniano reconhece algumas minorias religiosas do país, e reserva a elas cadeiras no parlamento – ou seja, no Irã os judeus têm inclusive um representante político.

É realmente de se ficar com a “pulga atrás da orelha”: será que tudo o que já se falou sobre o Irã é simplesmente mentira? Bom, acredito que não: como disse, assisti apenas ao final do programa. Não sei se na boa parte que perdi, não se falou alguma coisa sobre as penas de morte por apedrejamento, os direitos das mulheres etc. Sem contar que o fato de que o Estado reconhece algumas minorias religiosas quer dizer que outras não têm tal distinção, e assim podem ser alvo de perseguições.

Mas ao menos, o programa oferece uma oportunidade de se conhecer um pouco do “outro lado” do Irã, que a mídia corporativa brasileira, “tão imparcial e democrática”, insiste em não mostrar.

10 teses sobre o Holocausto e o Revisionismo

  1. Houve um plano nazista para exterminar todos os judeus que habitavam territórios ocupados pela Alemanha ou pelos seus aliados;
  2. O plano de extermínio foi criado pelo próprio Hitler que o anunciou conjuntamente com outros dirigentes nazistas;
  3. Tanto Hitler como outros dirigentes nazistas foram informados do desenvolvimento do processo de extermínio dos judeus;
  4. O extermínio dos judeus realizou-se, entre outros meios, através de maus-tratos, trabalhos forçados, experiências médicas, fuzilamentos massivos, camionetas com gás e câmaras de gás;
  5. A imensa maioria dos judeus assassinados eram civis inocentes e não tinham relação alguma com tarefas de espionagem ou guerrilha;
  6. O número total de judeus assassinados pelos nazistas foi próximo aos seis milhões. Destes, aproximadamente, um milhão eram crianças;
  7. O Estado de Israel recebeu pagamento em função dos gastos de assentamentos dos sobreviventes da tragédia, e não como indenização pelo número de vítimas do Holocausto;
  8. Pelas suas próprias características, e embora a história da humanidade possua abundantes testemunhos de barbárie e brutalidade, o Holocausto constitui um exemplo excepcional de degradação sem precedentes;
  9. A literatura revisionista, carente da mínima qualidade científica, constitui fundamentalmente um instrumento de propaganda de ideologias anti-semitas, neonazistas e neofascistas, cujas únicas bases reais são a ignorância da documentação histórica, a má fé e o interesse por facilitar, concretamente, o caminho do poder a essas cosmovisões;
  10. A finalidade fundamental do revisionismo é apagar das mentes a lembrança do Holocausto – associado aos horrores do nazismo e, em menor medida, de outros regimes fascistas – para assim facilitar o alcance do poder político às formações com essas orientações ideológicas.

Fonte: VIDAL, César. La revisión del Holocausto. Madrid: Anaya & Mario Muchnik, 1994.

O material acima foi distribuído na aula de História Contemporânea, e o “pirateio” aqui por sua importância. Os grifos são meus.