Nobel da “Paz”

Charge do Kayser, retratando as comemorações em países como Espanha, Portugal, Grécia, Irlanda…

O Prêmio Nobel da Paz foi instituído por iniciativa de Alfred Nobel, químico sueco conhecido por ser o inventor da dinamite. Ao falecer em 10 de dezembro de 1896, deixou um testamento em que defendia a criação de uma fundação, que seria responsável por premiar anualmente as pessoas que mais tivessem contribuído para a humanidade em cinco áreas: Química, Física, Medicina, Literatura e Paz. Os vencedores dos quatro primeiros prêmios são definidos por especialistas suecos, já o da Paz é atribuído por uma comissão definida pelo parlamento da Noruega. (O prêmio de Economia foi criado em 1969, mas não é oficialmente um Nobel, tendo o nome oficial de “Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel”.)

O Nobel da Paz já foi atribuído a figuras realmente importantes para a paz mundial, como Martin Luther King. Mas nem sempre foi assim. Como se viu em 1973: Henry Kissinger ganhou o prêmio no mesmo ano em que o Chile sofreu um sangrento golpe militar (e que deu início à ainda mais sangrenta ditadura de Augusto Pinochet) porque, nas palavras de Kissinger, os EUA não podiam “deixar um país se tornar comunista devido à irresponsabilidade de seu próprio povo”. A “irresponsabilidade” da qual Kissinger falava era a democrática decisão dos chilenos de elegerem o socialista Salvador Allende à presidência, em 1970.

Já em 2009, chegou a ser bizarro: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ganhou o prêmio “pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos”. Só que, ao mesmo tempo em que o Nobel da Paz “se esforçava diplomaticamente”, as tropas dos EUA (das quais ele é o comandante-em-chefe) continuavam a matar no Afeganistão e no Iraque.

Agora, chegou a vez da União Europeia ganhar o prêmio. Surpresa? Nenhuma. Serve apenas como piada, como alguém já disse no Facebook: a UE ganhou o Prêmio Nobel da Paz, mas perdeu o de Economia…

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A diferenciação social no desastre do Titanic

O Titanic partindo para sua primeira (e única) viagem, em 10 de abril de 1912

Na última madrugada, o mais marcante naufrágio da história da humanidade completou um século. Construido entre 1909 e 1912, o Titanic era considerado um navio “inafundável”, e simbolizava muito bem a concepção de “progresso da humanidade” muito em voga nas sociedades ocidentais da época.

O transatlântico, o maior do de todos os tempos na época, partiu de Southampton (Inglaterra) no dia 10 de abril de 1912, fazendo escalas em Cherbourg (França) e Queenstown (atual Cobh, Irlanda) antes de seguir rumo a Nova York, com 2.223 pessoas a bordo (tripulantes incluídos). Porém, o navio “inafundável” foi a pique logo em sua primeira viagem, matando 1.514 pessoas. O naufrágio foi um duro golpe para as sociedades da época: era uma prova de que por mais que a humanidade “progrida”, a natureza sempre está um passo à frente, podendo se fazer representar por um terremoto, uma tempestade ou um iceberg como o que selou o destino do Titanic.

Em 1912 a luta de classes já fazia parte do debate político na Europa (e se tornaria ainda mais presente cinco anos depois, devido à Revolução Russa), com trabalhadores se organizando em sindicatos e partidos de orientação socialista. As elites, claro, não estavam dispostas a abrir mão de seus privilégios. E isso se refletiu muito bem dentro do Titanic: não havia botes salva-vidas suficientes para resgatar todos os passageiros do navio. Eram 20 botes, número que estava dentro da previsão legal na época, por um motivo muito simples: em caso de naufrágio, era só priorizar os passageiros mais abastados…

E foi assim que aconteceu, como mostra o ótimo infográfico feito pelo canal History. Como é de praxe em naufrágios, a prioridade no resgate é dada a mulheres e crianças: na primeira classe, apenas 7% morreu, enquanto na terceira tal índice saltou a 53% (na segunda classe, a “média”, 19% pereceu). Dentre os tripulantes, 13% das mulheres veio a morrer. No total, incluindo os homens (maioria dos mortos), as mortes correspondem a 37% dos passageiros da primeira classe, 58% dos da segunda, 75% dos da terceira e 77% dos tripulantes.

A elite foi favorecida por sua disposição no Titanic: os aposentos da primeira classe eram os que ficavam nos deques superiores, mais próximos aos botes salva-vidas. Já os da terceira classe se localizavam nos deques inferiores, mais distantes. Assim, só a regra do “priorizar quem chega primeiro” já beneficiava os passageiros mais abastados.

Após o desastre, as leis que regiam a construção de transatlânticos foram alteradas, e passou a ser obrigatório que eles contassem com botes salva-vidas em número suficiente para resgatarem todos os passageiros.

Um campeão de empates? Por favor, não…

Considerando a campanha do Paraguai até agora nesta Copa América, não teria medo de apostar em mais um empate na tarde de hoje. E assim a Albirroja poderá, ironicamente, ser campeã invicta, mesmo sem ganhar nenhum jogo…

Não chega a ser algo inédito uma seleção ir longe num campeonato só empatando. Em 1990, a Irlanda chegou até as quartas-de-final da Copa do Mundo com quatro empates: três na primeira fase, e nas oitavas-de-final eliminando a Romênia nos pênaltis; nas quartas, os irlandeses não conseguiram empatar mais uma, e foram eliminados pela anfitriã Itália com uma derrota de 1 a 0 (curiosamente, na Copa seguinte as duas seleções se enfrentaram na estreia e a Irlanda devolveu o placar). No Mundial de 1998, Chile e Bélgica tiveram campanhas semelhantes, mas não a mesma sorte: ambas empataram os três jogos da primeira fase, mas os chilenos se classificaram, e os belgas voltaram para casa. Já ano passado, com três empates na primeira fase a Nova Zelândia fez história: apesar de não ir adiante na Copa, foi a única seleção invicta e certamente tirou pontos de todos os que participaram de bolões.

Mas campeão só empatando os seis jogos, que eu saiba, nunca se viu. E espero não ver hoje. Pelo bem do futebol e de minha querida Celeste Olímpica. VAI URUGUAI! (E não me importarei se for nos pênaltis, como naquele jogo com Gana. Tá na hora do Paraguai perder uma desse jeito…)

A ressurreição de Nicolae Ceausescu

O Natal de 1989 foi inesquecível para mim: passei o dia inteiro brincando com meu presente preferido daquele ano, um “Pense Bem”. Aquele 25 de dezembro foi também memorável na Romênia, mas por outro motivo: foi o dia em que o ditador Nicolae Ceausescu (que estava no poder desde 1965) e sua esposa Elena acabaram executados por um pelotão de fuzilamento, três dias depois da derrubada da ditadura por uma insurreição popular.

Porém, oito anos e meio depois, Ceausescu voltou à vida por um mês. E acreditem, foi na tela da Rede Globo!

Simples: a vinheta que abria as transmissões “globais” da Copa do Mundo de 1998 terminava com o logotipo da emissora, que continha dentro algumas bandeiras de países. Reparem que falei simplesmente em “países”, e não em “países da Copa”. Pois havia a presença de bandeiras como as de Austrália, Canadá e Irlanda, cujas seleções não disputaram o Mundial da França.

Mas procurando por mais erros, reparei que a bandeira da Romênia continha o brasão “socialista”, que fora retirado do pavilhão romeno após dezembro de 1989. Por motivos óbvios: com o fim da ditadura de Ceausescu, a Romênia deixara de ser “socialista”. (Inclusive, durante os protestos contra o regime se via muitas bandeiras romenas, todas com um buraco no lugar do brasão, recortado pelos manifestantes – as bandeiras “vazias” se tornaram um símbolo da insurreição popular.)

É importante lembrar que não foi só a bandeira romena que saiu errada: a África do Sul adotou a sua atual em 1994, mas a que aparece na vinheta é a anterior, dos tempos do apartheid.

Provavelmente o leitor deve estar pensando que em 1998 a Globo cometera a façanha de ainda não ter atualizado seu “arquivo de bandeiras”. Pois é, então como explicar que, na vinheta de 1994, a bandeira da Romênia estava correta? Mas não pensem que a “plim plim” tinha deixado de fazer de fazer sua propaganda comunista: sobrou para a Bulgária, cuja bandeira desde 1990 não tinha mais brasão… (É muito rápido, e por isso difícil de perceber o brasão no pavilhão búlgaro, mas ele está lá.)

As Copas que eu vi – Coreia do Sul/Japão 2002

Como definiu Eduardo Galeano, eram “tempos de quedas”. Em 11 de setembro de 2001, caíram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Caiu também o mito de que os Estados Unidos eram invulneráveis a ataques externos. Em resposta, a partir de 7 de outubro de 2001 bombas caíram de aviões estadunidenses sobre o Afeganistão – e continuam caindo até hoje.

Caia também o presidente da Argentina, Fernando de la Rúa. Os argentinos não aguentavam mais a penúria que lhes era imposta pela crise econômica e os ditames do FMI, e foram para a rua pedir a renúncia do governo, em dezembro de 2001. O presidente argentino atendeu aos pedidos das massas no dia 20, mas não sem antes decretar estado de sítio e ordenar a repressão aos protestos.

Para mim também eram “tempos de quedas” – no caso, de convicções “profissionais”. Desde meu ingresso no curso de Física da UFRGS, em março de 2000, eu nunca questionara tanto a opção que eu tinha tomado como começou a acontecer no início de 2002. Aos poucos, fui perdendo totalmente a motivação, mas ainda sem coragem de admitir a outras pessoas que eu havia errado – o que fui fazer apenas no final de abril.

Eu ainda insisti por mais um semestre – que começou só em junho de 2002, devido ao atraso no calendário proporcionado pela longa greve dos professores da UFRGS em 2001 (que fez o segundo semestre daquele ano iniciar-se em 17 de dezembro). O primeiro semestre de 2002 começou junto com a Copa do Mundo, pela primeira vez realizada na Ásia e em dois países, Coreia do Sul e Japão. Foi uma Copa diferente também quanto aos horários dos jogos, com muitos sendo disputados pela madrugada no horário brasileiro, correspondente à tarde na Coreia e no Japão. Continuar lendo

As Copas que eu vi: Estados Unidos 1994

No ano letivo de 1993, como sempre acontecia, eu ia muito bem em todas as matérias. Na verdade, em quase todas as matérias: minhas notas em Educação Artística é que destoavam do resto. Comecei bem a 5ª série, com 9 no 1º bimestre, mas no 2º bimestre minhas notas começaram a decair – fruto do que considero uma certa implicância da professora, pois só com ela que fui mal, mesmo que jamais tenha desenhado bem – e cheguei ao último bimestre precisando de 6,5 para evitar o vexame de pegar recuperação. Não era uma tarefa das mais difíceis para quem tirava 10 em tudo, é verdade, mas eu não estava acostumado a uma situação daquelas; e além disso já tivera uma nota 6 no segundo bimestre (e 6,5 no terceiro). Mas consegui tirar 7, e obter a média final de 7,1: foi a única vez em todo o tempo de colégio (1989-1999) em que vibrei com uma aprovação (já que as outras nem tinham graça).

O leitor deve estar pensando: “tá, e o que isso tem a ver com futebol?”. A resposta é que pouco depois da notícia, comentei com um colega: “escapei da repescagem!”. Referência à situação vivida pela Argentina, que só se classificou para a Copa do Mundo de 1994 após vencer a Austrália na repescagem entre América do Sul e Oceania. Sinal dos tempos: eu já me interessava por futebol, graças a uma professora de Educação Física (cujo nome infelizmente esqueci) do Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto, que na segunda semana de aulas de 1993 praticamente me obrigou a jogar, pois não queria mais me ver parado – foi o bizarro episódio em que um colega inventou um gol que eu teria marcado no passado, que tenho certeza absoluta de jamais ter feito (lembro de ter marcado pela primeira vez no colégio na 6ª série, foi tão marcante que até o dia eu recordo: 19 de outubro de 1994).

Assim, o Mundial realizado nos Estados Unidos em 1994 não foi uma Copa qualquer, foi A Copa. A primeira que eu, mais que “dar bola”, curti aos montes. Isso após eu voltar a apenas observar meus colegas na Educação Física: no dia 14 de abril eu acordei com uma estranha dor de barriga que não passava, fui à aula de tarde e comecei a me sentir pior; voltei para casa, me deitei, e quando levantei novamente, não conseguia mais caminhar direito e ainda vomitei; minha mãe me levou ao médico e ele de cara deu o diagnóstico: apendicite – e a cirurgia teria de ser feita urgentemente. Uma semana depois, saí do hospital, mas com atestado médico me liberando da Educação Física. Eu queria jogar, mas não podia… Continuar lendo

As Copas que eu vi: Itália 1990

A Copa do Mundo de 1990, realizada na Itália, é a primeira da qual eu tenho lembranças. Mesmo assim, não chegou a ser marcante para mim, visto que na época, mesmo que já com 8 anos de idade, eu não gostava muito de futebol – talvez por sempre ser o último escolhido na hora de montar os times nas aulas de Educação Física. Eu preferia ser “craque” em outras coisas, como em Matemática e Ciências (matéria na qual fui aprovado com média final 10 na 2ª série do 1º grau, que eu cursava naquele ano). Assim, acabei por não dar muita bola para a Copa.

Posso dizer que não perdi muita coisa em matéria de futebol. O Mundial da Itália foi o de menor média de gols por partida até hoje: 2,2 (115 em 52 jogos). O artilheiro foi “da casa”: o italiano Salvatore “Toto” Schillaci, com 6 gols.

Como eu disse, poucas coisas me marcaram desta Copa. Mas, vamos a elas.

Primeiro, a vinheta da RAI que sempre abria as transmissões dos jogos da Copa. Provavelmente a mais bacana dos Mundiais recentes.

Também foi marcante o “Amarelinho”. Aquele bonequinho redondo, de cor amarela, que me fazia sempre querer ver os jogos do Brasil no SBT. Ele reagia de diversas formas aos lances do jogo: vibrava e berrava a cada gol do Brasil, roía as unhas nas horas de sufoco, e chorava quando a Seleção perdia.

No dia 24 de junho de 1990, eu não vi o choro do Amarelinho, pois assistia o jogo pela Bandeirantes. Melhor, quase todo o jogo. Justo na hora do gol da Argentina que eliminou o Brasil nas oitavas-de-final, eu estava fazendo cocô… Então, 20 anos depois, aí está o vídeo (mas claro que eu já vi antes, meu pai gravou aquele jogo) – e reparem que na hora que Luciano do Valle narra o gol, ao fundo o comentarista (cujo nome esqueci) Juarez Soares diz um “puta que pariu”…

O Brasil, de qualquer jeito, não enchia os olhos de ninguém. Numa Copa marcada pelo defensivismo, quem chamou a atenção foi Camarões, que logo de cara surpreendeu a Argentina, campeã de 1986, na partida de abertura.

Com um futebol ofensivo e mais “brasileiro” do que o próprio Brasil, e ainda por cima contando com o veterano craque Roger Milla (jogando muito aos 38 anos), os Leões Indomáveis seguiram surpreendendo, chegando até as quartas-de-final, feito até então inédito para uma seleção da África (que seria igualado por Senegal em 2002). Camarões caiu diante da Inglaterra, mas só na prorrogação – e no tempo normal esteve a 10 minutos da semifinal.

A Copa de 1990 teve a participação do Uruguai, que foi eliminado pela anfitriã Itália nas oitavas-de-final, em partida que assisti com a minha avó, filha de uruguaios. Desde então, a Celeste só jogou uma Copa em 2002, e sem passar da primeira fase.

A taça ficou com a Alemanha Ocidental, que bateu a Argentina (que teve dois jogadores expulsos) na final por 1 a 0, gol marcado por Andreas Brehme em um pênalti que foi, no mínimo, duvidoso.

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Agora, algumas curiosidades sobre a Copa do Mundo de 1990 (não necessariamente ligadas à minha memória):

  • Três seleções fizeram sua estreia em Copas na Itália: Costa Rica, Emirados Árabes e Irlanda;
  • Três também se despediram. A Tchecoslováquia, que se dissolveu em 1º de janeiro de 1993, ainda disputou as eliminatórias para a Copa de 1994 (iniciadas em 1992), mas sem obter classificação. A União Soviética deixou de existir em dezembro de 1991, quando a tabela das eliminatórias para a Copa de 1994 já estava pronta, e foi substituída pela Rússia, considerada “herdeira” da URSS pela FIFA – às outras ex-repúblicas soviéticas não foi dado o mesmo direito. A outra despedida, mas em tom bem mais feliz, foi da Alemanha Ocidental, que durante a Copa “unificou” a torcida em um país que legalmente ainda era dividido; no dia 3 de outubro de 1990 a Alemanha voltou a ser uma só, e a seleção também;
  • O goleiro italiano Walter Zenga estabeleceu um recorde de invencibilidade em Copas, passando 517 minutos sem levar gol. O primeiro foi na semifinal contra a Argentina – justamente o do empate que levou a decisão aos pênaltis, na qual a Itália foi eliminada;
  • A estreante Irlanda conseguiu uma façanha: foi até as quartas-de-final sem vencer nenhum jogo e marcando apenas 2 gols;
  • O grupo F da Copa, formado por Inglaterra, Irlanda, Holanda e Egito, foi um dos piores da história dos Mundiais: em 6 partidas, foram marcados apenas 7 gols. O único jogo que não acabou empatado foi Inglaterra x Egito, vencido pelos ingleses por 1 a 0;
  • Em sua segunda participação em Copas, a Colômbia foi às oitavas-de-final, classificação obtida em um empate no último minuto contra a Alemanha Ocidental. O goleiro colombiano era o folclórico René Higuita, que tinha o hábito de ficar adiantado e, às vezes, sair driblando os atacantes adversários. Mas, foi inventar de fazer isso com o camaronês Roger Milla, na prorrogação… Resultado: Colômbia eliminada, Camarões nas quartas;

  • Na final, o gênio argentino Maradona foi hostilizado pelos torcedores italianos presentes ao Estádio Olímpico de Roma. Além do remorso pela eliminação da Itália diante da Argentina, havia também outro motivo: Maradona era o grande ídolo do Napoli, e também representava o anseio dos italianos do sul de serem ouvidos, depois de tanto tempo sendo desprezados pelos do norte – que, pelo visto, mantinham a mesma atitude. Quando o hino nacional argentino foi executado, os italianos vaiaram, apupos que nitidamente aumentam quando Maradona aparece na tela, e o craque não deixou barato, soltando um perceptível “hijos de puta”.