A melhor feijoada da escadaria do Viaduto Otávio Rocha…

Você encontra no bar Tutti Giorni, por um preço muito apetitoso: sirva-se à vontade pagando R$ 8,00.

E ainda tem o tradicional carreteiro, por apenas R$ 1,99!

O Tutti Giorni é a maior prova de que não é preciso pagar caro para se comer bem. E o ambiente é, acima de tudo, divertido: as paredes são forradas por charges feitas pelos associados da GRAFAR (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul) e também por caricaturas do dono do bar, o Nani, desenhadas pelos cartunistas, que se encontram lá todas as terças-feiras à noite.

Veja (desculpe o palavrão) abaixo algumas fotos do bar. Clique nelas para ampliar.

Demissão

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Os chargistas Kayser, Santiago e Moa foram dispensados do Jornal do Comércio.

O motivo? Charges que não são do interesse da mídia corporativa, pelo motivo de mostrarem a verdade que os donos do poder não querem mostrar.

 

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Mais do que o atendendimento aos interesses corporativos, o que percebo nesse episódio (e no Rio Grande do Sul) é o crescente mau humor. Essa turma direitosa (DIREITa + raivOSA) no poder – Yeda no Piratini e Fogaça na prefeitura – está colaborando decisivamente para isso. Vivemos num Estado que está na merda, e ainda fazemos cara feia para tudo.

Tanto que disse o Kayser na sexta-feira (quando informou aos leitores de sua demissão): “no lugar da minha charge, hoje havia a foto de uma manifestação direitosa na Venezuela, acompanhada de um editorial esculhambando o Chávez”.

Os três piores

No Diário Gauche, tem um post interessante: a proposta é escolher os três piores brasileiros de todos os tempos. Minha lista é a seguinte:

  1. Filinto Müller, chefe de polícia da ditadura getulista (e bem pior que o próprio Getúlio) que entregou Olga Benario grávida à Alemanha nazista apenas para se vingar de Luiz Carlos Prestes, que o havia expulsado da Coluna em 1925. Motivo? Filinto era covarde;
  2. Roberto Marinho, nem preciso explicar por quê;
  3. FHC, que não terminou de vender o Brasil por falta de tempo.

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O Guga Türck, do Alma da Geral, aproveitou para expandir a idéia ao Grêmio, e eleger os piores da história tricolor. Foram três nomes por posição. Surgiu um problema: nasci em 1981 e não vi muitas “estrelas” do passado (meu pai fala muito de um argentino, o nome do “craque” era Oyarbide). Então, decidi listar apenas os que eu lembro de ter visto jogar (ou treinar, ou presidir), o que não tornou minha tarefa mais fácil. Eis minhas listas (entre parênteses, os anos em que as desgraças aconteceram):

Três piores treinadores

  1. Cuca (2004)
  2. Sebastião Lazaroni (1998)
  3. Hélio dos Anjos (1997)

Três piores goleiros

  1. Tavarelli (2004)
  2. Eduardo (2005)
  3. Sidmar (1991)

Três piores zagueiros e/ou defensores

  1. Baloy (2003-2004)
  2. Rodrigo Costa (1998-1999)
  3. Walmir (1998)

Três piores meias

  1. Djair (1998)
  2. Beto (1997-1998)
  3. Rico (2004)

Três piores atacantes

  1. Adriano Chuva (2002)
  2. Loco Abreu (1998)
  3. “El Pistolero” Garcez (2004)

Três piores presidentes

  1. Flávio Obino (1969-1971 e 2003-2004)
  2. Rafael Bandeira dos Santos (1991-1992)
  3. José Alberto Guerreiro (1999-2002)

Coloquei o Cuca como 1º dos treinadores porque em 2004 ele mal chegou e queria ir embora (diferente de hoje, quando mal saiu do Botafogo e já voltou), reclamou da qualidade do plantel (aí ele tinha toda a razão), mas esqueceu de treinar o time, que só perdeu.

Claro que acabei deixando “grandes” nomes fora da lista. Dentre os piores presidentes, o Cacalo ficou de fora, assim como não teve espaço para estrelas como Luizão, Amoroso e Jacaré (atacantes); para o zagueiro Schiavi (que foi bem naquele Gre-Nal, quando tinha que ter ido bem três dias antes, e não ter feito pênalti); falta lugar também para “gênios” da estratégia como Adílson Batista (que depois de uma vitória – de goleada! – mudou totalmente a escalação do Grêmio, que aí levou uma goleada), Darío Pereyra e Sérgio Cosme.

Por isso, indico a leitura das listas do Guga Türck, e também do Kayser, que escreveu uma hilária postagem sobre o assunto em março.

Fica também uma proposta aos blogueiros que torcem para outros times, para que também montem suas “seleções dos pesadelos”.

E para breve, prometo uma postagem sobre os melhores – do Brasil e do Grêmio.