Reforma do Olímpico: uma boa idéia

No post de ontem sobre (contra) a “arena”, o André do Cataclisma 14 deixou um comentário no qual eu “assino embaixo”:

Em tempo: reformas no Monumental se fazem necessárias, principalmente com relação àquele fosso. Mas eu não quero que o meu Highbury Park vire um Emirates Stadium…

O Olímpico, construído em 1954 e Olímpico Monumental desde 1980, precisa realmente de uma reforma. Aliás, há alguns anos atrás havia planos de remodelação de toda a área do estádio, abortados devido à monstruosa dívida tricolor, fruto da desastrosa parceria com a ISL.

A reforma do Olímpico é melhor do que a construção de um novo estádio no mesmo local: o Grêmio não precisaria jogar em outro campo, já que a obra seria feita em módulos; o estádio continuaria a ser do Grêmio; e para quem reclama que é ruim ir de carro ao Olímpico por falta de estacionamento, a proposta de projeto do arquiteto Plínio Almeida (veja aqui e aqui) prevê a construção de um edifício-garagem.

Quanto às vias de acesso, continuariam as mesmas (o que faz muita gente reclamar do trânsito), mas em compensação quem costuma ir a pé aos jogos (como eu) poderia manter seu hábito, e quem faz parte do trajeto ao estádio a pé, também. Ao endereço previsto para a “arena” no bairro Humaitá, entre duas rodovias de grande fluxo (BR-290 e Avenida dos Estados, que é uma continuação da BR-116), só se chegaria de ônibus, metrô e carro – opção da maior parte dos que poderiam pagar os caríssimos ingressos.