Che, 40 anos depois

Há 40 anos, no dia 9 de outubro de 1967, caía morto na Bolívia o revolucionário argentino Ernesto “Che” Guevara, capturado por militares a serviço da CIA.

Até hoje, há discussão sobre o papel de Fidel Castro. Há quem acuse o líder cubano de ter abandonado Che na Bolívia – geralmente é gente de direita, que adora demonizar Fidel.

Assim como a mitificação de Che gerou controvérsias: herói para todos os que sonham com um mundo melhor, e bandido para os donos do poder, contra os quais Che lutava.

Mas sem dúvida alguma, o que acontece hoje com a imagem de Che vai totalmente contra os princípios que ele defendia. Símbolo do sonho por um mundo melhor, hoje Che virou “produto de consumo”, com sua imagem estampando camisetas de gente que nem conhece a causa pela qual Che lutava e, pasmem, o biquíni da Gisele Bündchen em um desfile de moda – nada mais capitalista.

Certamente, Che não imaginava que um dos resultados de sua luta seria ter a sua imagem transformada em fonte de lucro para aproveitadores. O capitalismo absorveu o símbolo Che, fazendo com que a maioria das pessoas não conheça seu significado original, de contestação ao capitalismo.