Cachorro em campo é vida

O pessoal do Impedimento apoia declaradamente as invasões caninas aos gramados de futebol. Como eles costumam dizer, “cachorro em campo é vida”.

Os cães já entraram em campo diversas vezes. Até mesmo em Copa do Mundo: no Mundial de 1962, no Chile, dois perros invadiram o gramado durante o jogo Brasil x Inglaterra – e um deles driblou ninguém menos que Garrincha.

Na Copa América de 2011, na Argentina, novamente um “cusco” esteve em campo. Foi durante a partida entre Brasil e Venezuela.

E agora, como foi dito no Impedimento, o Campeonato Brasileiro “atingiu sua maturidade”: um cão invadiu o gramado de São Januário no jogo Botafogo x Náutico, sendo ovacionado pela torcida presente.

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Por motivos óbvios, este blogueiro é totalmente favorável às invasões caninas nos campos de futebol. Do contrário, seria obrigação moral trocar o nome do blog…

Volta, Olímpico?

Fui à Arena na noite desta quinta, no primeiro jogo com temporal no novo estádio. E também a primeira derrota gremista.

Ironicamente, Grêmio x Huachipato foi o jogo menos difícil no quesito “deslocamento”. Fui direto do trabalho para o estádio, e como acabou cedo, voltei de trem tranquilamente. (Foi para isso que o jogo me serviu: me deixou ainda mais convicto de que o trem é o melhor meio de transporte urbano, já que ele não precisa parar em semáforos e nem pega congestionamento, chegando bem mais rápido ao destino.)

E no fim, pode ser que os jogos voltem a acontecer no Olímpico, e não só pelo Gauchão. O gramado voltou a receber críticas: pode parecer desculpa de perdedor, mas a grama da Arena está horrível.

Aliás, até agora não houve nenhum jogo do Grêmio sem problemas na Arena (além do gramado). Na inauguração foram os banheiros e os bares (a briga não foi culpa do estádio); contra a LDU tivemos a queda da grade na Geral na hora do gol; e agora, além da derrota, a falta de luz em partes da Arena no intervalo: se por um lado não demorou muito tempo para os refletores se reacenderem, por outro tal problema não deveria acontecer num estádio novo.

Suprema ironia: a série de textos em homenagem ao Olímpico publicada no Impedimento ao longo do ano passado se chama #VoltaOlimpico – e do jeito que vão as coisas na Arena, não parece mera licença poética… O problema é que os sócios gremistas estão pagando caro por algo que quase não estão usando.

Meus jogos no Olímpico Monumental: 2013?

2 de dezembro de 2012: talvez não tenha sido a despedida.

Quase caí da cadeira quando li notícias a respeito do Grêmio cogitar a realização de alguns jogos do Gauchão no Olímpico, devido ao gramado da Arena ainda não estar nas melhores condições.

Como eu disse, a Arena não estava 100% na inauguração, o que poderia até justificar que só começasse a receber jogos mais tarde – mas, ao mesmo tempo, era preciso um “evento-teste”, até para ver onde estavam todos os problemas. De qualquer forma, eu não veria problema algum em inaugurar a Arena e ainda poder jogar no Olímpico, que só será entregue à OAS no final de março.

Porém, não depois de nos despedirmos dele. Ir ao Olímpico assistir jogos depois de termos nos emocionado em 2012, justamente porque o Gre-Nal do dia 2 de dezembro fecharia as portas do estádio, é algo totalmente sem sentido. Faz parecer que tudo o que sentimos naqueles dias foi em vão.

E quem torrou dinheiro para conseguir ir ao Gre-Nal? Sim, os ingressos foram caríssimos, justamente porque era a despedida…

Tudo isso, só porque Paulo Odone queria a todo custo ser o “pai da criança”. Chegava a falar em final da Sul-Americana (já contando com a classificação do Grêmio) na Arena, já anunciando que após o Gre-Nal o Tricolor jamais jogaria novamente no Olímpico. Por mais que eu fosse contra, já tinha me acostumado com a ideia de que em 2 de dezembro de 2012 eu assistiria a um jogo no Monumental pela última vez. Aliás, toda a torcida. Daí a partida ter sido tão especial.

Tivessem anunciado que a Arena seria inaugurada mas o Grêmio ainda jogaria no Olímpico pelo Gauchão (além de um necessário amistoso de despedida que, incrivelmente, sequer foi cogitado pela direção anterior), de modo a dar os últimos retoques no novo estádio, eu acharia sensacional, e estaria preparando o coração para a despedida em março. Mas dar adeus ao Olímpico e voltar justamente por que falta algo na Arena (gramado em plenas condições), só servirá para alimentar a flauta dos colorados.

O mito do inverno com neve no Rio Grande do Sul

Hoje foi um dia com a minha cara aqui em Porto Alegre: manhã com 6°C e muito vento, tão forte que chegava a uivar (e ainda querem que eu goste do verão?). Houve rajadas superiores a 90 km/h, que causaram transtornos como queda de árvores, falta de energia elétrica e, consequentemente, de água, devido à interrupção do fornecimento de eletricidade em algumas estações de bombeamento. E o vento obviamente aumentou a sensação de frio.

Taí a verdadeira cara do inverno gaúcho: o famoso “minuano”. O vento gelado deve seu apelido aos minuanos, povo indígena que habitava os pampas (e que como vários outros, foi exterminado pelo homem branco “civilizado”). E todo ano há pelo menos um desses dias de “minuano”, um “frio de renguear cusco”.

Aí alguém vai perguntar: “e a neve?”; e eu já respondo: QUE NEVE???

Episódios como o de agosto do ano passado são exceção. É muito raro nevar daquele jeito no sul do Brasil – fosse comum, não seria tão noticiado.

Só que a “grande mídia”, de tanto falar sobre “a possibilidade de neve”, faz muita gente pensar que basta comprar a passagem para Gramado, reservar o hotel e a festa – “nevada”, claro – estará garantida.

Dados os preços que costumam ser cobrados em Gramado e Canela durante o inverno, quem quer realmente ver neve deveria economizar um pouco mais e viajar a algum lugar onde é garantido que vai nevar (ir a Bariloche, na Argentina, deve estar mais barato que o normal por causa do vulcão Puyehue). Já a Serra Gaúcha, por sua vez, pode ser uma excelente alternativa para o verão: foge-se tanto do calor insuportável de “Forno Alegre” como do movimento absurdo nas praias.

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E por falar em calor, quase derreti no ônibus hoje pela manhã, com todas as janelas fechadas e sem ar condicionado. Tudo bem que fazia frio, o vento era muito forte. Mas não justifica fechar tudo, impedindo qualquer renovação do ar dentro do coletivo. Aí, quando pegam uma gripe, reclamam do frio…

Não fosse o meu trajeto curto, provavelmente eu abriria uma janela, a despeito dos “protestos” dos demais passageiros. Para convencê-los (se necessário), forçaria uma tossida e comentaria, em tom de lamento: “bosta de gripe A que nunca passa”. Queria só ver se não abririam tudo correndo…