Futebol com cara de antigamente

Ser torcedor de um grande clube brasileiro é um hábito que fica cada vez mais caro. O caso das mensalidades de sócios do Grêmio é um exemplo: paga-se R$ 86 mensais na minha modalidade, o que é caro, mas relativamente “barato” se o sócio vai a todos os jogos no mês. Para se ter uma ideia, contra o Ipatinga pela Copa do Brasil na próxima quarta-feira, o ingresso mais barato para quem não é sócio sairá por R$ 40. Nem quero nem imaginar o valor a que subirão as mensalidades (e os ingressos) ano que vem, quando o Grêmio passará a mandar seus jogos na Arena…

O que vem acontecendo há quase uma década no Brasil é uma progressiva elitização dos principais clubes. Lembro que no Campeonato Brasileiro de 2004 o Atlético-PR passou a cobrar R$ 30 pelo ingresso mais barato na Arena da Baixada, motivando protestos de torcedores do lado de fora do estádio. Achei absurdo cobrarem tanto por um ingresso, mas nem imaginava que era apenas o início de tudo isso. Aliás, não podia ter começado em outro lugar: inaugurada em 1999, a Arena da Baixada foi o primeiro estádio ao estilo “arena multiuso” do país.

Com isso, o torcedor de menos renda fica cada vez mais afastado de seu clube do coração, caso ele seja um integrante da chamada “elite” do futebol brasileiro (e falo de “elite” em termos simbólicos, ou seja, dos principais clubes do país, mesmo quando não disputam a Série A). More onde o torcedor morar: no Gauchão, geralmente os ingressos para jogos da dupla Gre-Nal no interior são caríssimos: lembro de um Santa Cruz x Grêmio em 2006 com o Estádio dos Plátanos às moscas, visto que o ingresso mais barato custava R$ 30 (detalhe: para sentar no sol, em um dia de calor infernal). E em 2011, o ingresso mais barato para o Gre-Nal de Rivera (Uruguai) custava R$ 50 – em consequência disso o público foi de aproximadamente 5 mil pessoas, num estádio onde cabem 25 mil.

O que restará a quem não pode comprometer boa parte do seu salário com mensalidades ou ingressos para jogos de futebol? Acompanhar pela televisão? Pelo rádio?

Talvez, mas no interior, ainda há uma alternativa. Os clubes menores são a resistência: nestes tempos de arenas multiusos e ingressos a valores astronômicos, são uma oportunidade de se assistir futebol pagando menos e em estádios com cara de estádio, não de shopping center.

Foi esta experiência que vivi no domingo, 1º de abril, em Rio Grande: fui ao Estádio Arthur Lawson assistir ao jogo do Vovô contra o 14 de Julho de Santana do Livramento (o “Leão da Fronteira”), pela Segunda Divisão do Gauchão. O ingresso a R$ 10 faria qualquer acostumado com os valores absurdos da dupla Gre-Nal pensar que se tratava de uma brincadeira pelo Dia da Mentira, mas era a mais pura verdade.

É verdade que a qualidade do futebol não é a mesma de um jogo da dupla Gre-Nal. Mas se fôssemos nos basear apenas por isso, deveríamos trocar qualquer partida do futebol brasileiro por jogos do Barcelona. Mas não é o que acontece – pelo menos, por enquanto.

Dei sorte: o Rio Grande venceu por 4 a 1. Porém, o resultado não foi suficiente para tirar o Vovô da lanterna de seu grupo na Segundona. E pior ainda, na última sexta-feira o Rio Grande perdeu para o mesmo 14 de Julho por 2 a 0, desta vez em Livramento, e segue ameaçado de cair para a Terceira Divisão. Restam oito jogos para tentar evitar o rebaixamento do clube mais antigo do Brasil – e espero que a torcida compareça mais ao Arthur Lawson, onde o Vovô obteve suas duas vitórias até agora no campeonato: além dos 4 a 1 sobre o Leão da Fronteira, uma semana antes o time goleou o Guarani de Venâncio Aires por 5 a 2.

Abaixo, algumas pitadas fotográficas de Rio Grande x 14 de Julho.

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Das maluquices da FGF

Em 1994, pela última vez o Campeonato Gaúcho foi disputado no sistema de pontos corridos, em turno e returno. Bem que podia voltar a ser assim, né? Deve ter sido um campeonato bacana.

O pior é que não foi. Pois o Gauchão de 1994 foi o mais longo (e pior) de todos os tempos, e por isso recebeu da imprensa a justíssima alcunha de “O Interminável”. Começou no dia 5 de março, e foi acabar só em 17 de dezembro. Foi um festival de absurdos: 23 participantes, 506 jogos, com Copa do Mundo e Brasileirão em andamento…

Por conta do Gauchão ocorrer em meio a tantas competições, o Grêmio não teve alternativa que não fosse simplesmente deixar o estadual em enésimo plano. Afinal, ganhou a Copa do Brasil (cuja decisão foi em agosto), disputou a Supercopa dos Campeões da Libertadores (sendo eliminado pelo Independiente em meados de outubro) e a Copa Conmebol (sem passar do “expressinho” do São Paulo na primeira fase). Além, claro, do Campeonato Brasileiro, com o qual esteve envolvido até novembro.

O resultado disso foi um grande número de partidas atrasadas quando 1995 já batia à porta. E só houve um jeito do Grêmio poder disputar todas (caso contrário as perderia por WO): jogar três delas na mesma tarde.

E o pior é que não foi uma tarde qualquer: o dia 11 de dezembro de 1994 foi de muito calor em Porto Alegre, com temperatura máxima de 38°C. E o primeiro jogo começou às 14h – não por acaso, acabou em 0 a 0.

Vários anos depois, novamente um jogo de Gauchão no Olímpico “cozinhou” os jogadores. Na tarde de 3 de fevereiro de 2010, uma quarta-feira (e não era feriado!), a temperatura máxima em Porto Alegre foi, oficialmente, de 38,1°C; mas estação próxima ao Olímpico apontou 41,3°C na hora em que Grêmio e São Luiz de Ijuí jogavam. Porém, o que todo mundo lembra daquele jogo, claro, é do famoso desmaio.

Logo, penso que a ideia de levar o Gre-Nal da primeira fase do Gauchão 2012 para Boston, nos Estados Unidos, só pode ser uma “compensação” ao Grêmio por parte da Federação Chilena Gaúcha de Futebol (FGF). Depois de fazer o Tricolor jogar tantas vezes sem necessidade debaixo de um sol inclemente, agora o objetivo é que o Grêmio volte a disputar uma partida de Gauchão na neve, assim como em 1979.

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Sobre o “Gre-Nal de Boston”, agora falando sério: isso é “valorizar o Gauchão”? Ainda acho que o melhor seria seguir a minha proposta, de um torneio curto “em nome da tradição” (semelhante ao de 2002). Porém, desde que foi adotada a atual fórmula do Campeonato Brasileiro, que faz o nacional ocupar mais espaço no calendário em comparação à “era formulista”, nunca o Gauchão foi tão “interminável” quanto em 2011: a final foi apenas em 15 de maio. E o calendário do futebol brasileiro para 2012 será semelhante. Nos preparemos.

Aliás, “interminável” também será a hipotética viagem dos jogadores até os EUA para jogarem o Gre-Nal – mais longe do que ir até o México para uma partida de Libertadores. E só imagine o choque térmico: eles sairão de nossa “fornalha” direto para a “geladeira”, já que a temperatura média de fevereiro em Boston é de 0°C.

O retrocesso no calendário do futebol brasileiro

Ano passado, quando listei os motivos pelos quais prefiro o inverno ao verão (lista atualizada quando se iniciou o último verão), lembrei que a combinação de “verão” com “futebol no Rio Grande do Sul” dava “Gauchão”. Nada contra o futebol gaúcho, muito pelo contrário. É que acho o atual modelo de estaduais anacrônico, ruim para o futebol do interior do Estado – ao contrário do que muita gente pensa. Em breve, pretendo escrever mais sobre como se poderia realmente melhorá-lo.

(No atual Gauchão, que começou em 15 de janeiro, passou-se quatro meses jogando para a decisão ser, mais uma vez, um Gre-Nal. Apesar de que fazia quase 20 anos que não se tinha dois Gauchões seguidos decididos em Gre-Nal – a última ocasião foi nos anos de 1991 e 1992 -, Grêmio e Inter decidindo o título é talvez a maior tradição do campeonato. A década passada é que foi “estranha”, quando apenas em 2006 e 2010 o Gauchão acabou em Gre-Nal.)

Mas, voltando à questão “retrocesso calendárico”. Conforme falei, o campeonato começou em 15 de janeiro (menos de um mês, portanto, do fim da temporada de 2010 para o Internacional, que no ano passado disputou o Mundial de Clubes). E só termina hoje, 15 de maio. Ou seja, se “verão + futebol gaúcho = Gauchão”, ao mesmo tempo não podemos chamar o campeonato estadual de “torneio de verão”, visto que já se foi quase metade do outono, e daqui a pouco mais de um mês já será inverno.

Como bem lembrou o Vicente em seu ótimo texto no Carta na Manga, desde 2003 (quando foi adotada a fórmula dos pontos corridos no Brasileirão), o campeonato nacional nunca tinha começado tão tarde. Naquele ano, iniciou-se em 29 de março (ou seja, os estaduais foram realmente “torneios de verão”), terminando em 14 de dezembro. Em 2004 e 2005 começou mais tarde, no final de abril, durando respectivamente até 19 e 4 de dezembro (primeiro domingo do último mês do ano, como passou a ser regra desde então). O Brasileirão de 2006 teve seu início um pouco mais cedo, em 15 de abril, devido à paralisação prevista durante a Copa do Mundo. A partir de 2007, passou a começar no segundo sábado de maio, fazendo os estaduais avançarem um pouco mais outono adentro (foi assim inclusive em 2010, ano de Copa). E agora, em 2011, começa apenas em 21 de maio, um mês antes do início do inverno.

Ou seja, temos estaduais cada vez mais longos, e um Campeonato Brasileiro cada vez mais espremido. Um certame de 20 clubes disputado em turno e returno (ou seja, com 38 rodadas) não pode durar apenas seis meses e meio (o Brasileirão 2011 termina em 4 de dezembro). É jogo demais em pouco tempo – e lembrando que a Libertadores ainda não terminou, e no segundo semestre tem Copa Sul-Americana para vários clubes (e aí estranham quando os que estão bem no Brasileirão escalam reservas na “Sula”).

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Mas uma coisa é verdade também. Com tanto espaço no calendário, se poderia tranquilamente reduzir o número de participantes do Campeonato Gaúcho e fazê-lo em pontos corridos, turno e returno. E também não teria se visto aquela polêmica quanto ao Gre-Nal da decisão do 2º turno (a Conmebol não marcaria um jogo do Grêmio na terça já sabendo que ele teria de jogar dois dias antes, visto que a partida do Gauchão estaria marcada há meses).

Mas, entre um Gauchão longo de pontos corridos com Brasileirão espremido, e um Gauchão curto e “formulista” com Brasileirão de oito meses (e, claro, disputado em pontos corridos, turno e returno), prefiro sem dúvida alguma a segunda opção.

O incrível goleiro que defendeu QUATRO pênaltis seguidos

No final de fevereiro, quando o goleiro do Caxias, André Sangalli, defendeu quatro pênaltis em cinco contra o São José, pela semifinal do 1º turno do Gauchão, saiu um texto no Carta na Manga com o sugestivo título de “O Duckadam da polenta“. Referência não só à colonização italiana da Serra Gaucha, como também a um lendário goleiro – ou melhor, portar (que é como se diz “goleiro” em romeno).

Trata-se de Helmuth Duckadam, portar do Steaua Bucureşti, que defendeu quatro pênaltis na decisão da Liga dos Campeões há exatos 25 anos, no dia 7 de maio de 1986. Pela primeira vez, um clube da Romênia chegava à final; o adversário era o Barcelona, que sonhava em pela primeira vez conquistar a taça que o arquirrival Real Madrid já levantara seis vezes. O jogo foi disputado em Sevilla, na Espanha: nem preciso dizer que os blaugranas “tomaram” as arquibancadas do estádio. O Barça jogou praticamente em casa, aumentando ainda mais seu favoritismo.

Nem vou falar do jogo (vencido pelo Steaua nos pênaltis por 2 a 0, após empate sem gols com a bola rolando), já que o Natusch, especialista em fotbal al romaniei do Carta na Manga, escreveu sobre a partida. Assim como a história do goleiro Duckadam já está bem contada no link que citei do Bola Romena. Só quero render homenagens ao grande portar, que naquela noite de 1986 levou o futebol romeno à maior glória de sua história. Ah, e ele não foi igualado por Sangalli, já que este não pegou os quatro pênaltis em sequência.

É muito bom ser gremista

15 de dezembro de 1996. Decisão do Campeonato Brasileiro. O Grêmio vencia a Portuguesa por 1 a 0, mas não era o suficiente. Faltava mais um gol. E não parecia que ele ia sair: a Lusa não só se fechava toda na defesa, como levava algum perigo nos contra-ataques.

Então, Felipão chamou Aílton para o jogo. A torcida só não vaiou porque era final do Brasileirão, não era hora de cornetear (e, sinceramente, enquanto a bola rola nunca é hora de cornetear). De repente passou pela minha cabeça um pensamento (sério, não estou inventando isso): “o Aílton vai fazer o gol do título”.

Tinha ido ao jogo junto com a minha mãe, o Diego e mais amigos. Pouco depois que Aílton entrou, minha mãe se virou pra mim e disse: “vamos embora”. E eu na hora respondi: “nem pensar, ainda tem bastante tempo”.

Como vocês percebem, minha boca foi “santa”…

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16 de julho de 2006. Contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, o Grêmio jogava sua primeira partida no Olímpico após a Copa do Mundo da Alemanha. Saiu na frente, chegando a abrir 2 a 0 aos 22 minutos do segundo tempo. Mas permitiu a virada do Flu: 4 a 2.

Indignado, meu amigo Marcel propôs que fôssemos embora. Eu, que não estava menos furioso, aceitei a sugestão, e deixamos o Olímpico antes do apito final. Graças a isso, perdemos os gols de Herrera e Rômulo, marcados nos acréscimos, que decretaram o empate em 4 a 4.

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Depois dos exemplos de 1996 e 2006, é claro que eu não deixaria o Olímpico antes do apito final…

Mas não podemos nos iludir: o Grêmio jogou muito mal, e só conseguiu empatar graças ao próprio Caxias, que no segundo tempo decidiu não jogar mais futebol. Tivesse jogado, ao invés de fazer cera, o árbitro não teria dado oito minutos de acréscimo (e foi pouco, poderiam ter sido mais de dez), e consequentemente o título do primeiro turno do Gauchão iria para Caxias do Sul.

Mesmo assim, digo: é muito bom ser gremista!

Meu primeiro Gre-Cruz

Ontem à tarde, o Internacional foi eliminado em casa do primeiro turno do Gauchão pelo Cruzeiro de Porto Alegre – que este ano volta à primeira divisão estadual depois de 32 anos de ausência. O Inter-Cruz acabou empatado em 1 a 1, e nos pênaltis a vitória foi cruzeirista, 5 a 4. E como o Grêmio hoje fez 5 a 0 no Ypiranga de Erechim, no próximo domingo teremos um outro clássico porto-alegrense, o Gre-Cruz.

Talvez os mais novos estranhem tais expressões (“Gre-Cruz” e “Inter-Cruz”). É que como fazia tanto tempo que o Cruzeiro não disputava a primeira divisão do Gauchão, ela não vinha mais sendo utilizada. Mas, por muito tempo, o Estrelado foi a terceira força de Porto Alegre, justificando que seus jogos contra Grêmio e Inter tivessem também o status de “clássico”. Meu primeiro contato com o Gre-Cruz foi em 2009, durante a pesquisa para o TCC: nos jornais que utilizei, do período de 1967 a 1972, ver as expressões “Gre-Cruz” e “Inter-Cruz” me chamou bastante a atenção, pois a dupla Gre-Nal já detinha a hegemonia estadual desde 1940 (com a exceção do Gauchão de 1954, conquistado pelo Renner).

Campeão estadual em 1929, o Cruzeiro foi o primeiro clube gaúcho a excursionar pela Europa, em 1953 – com direito a um empate sem gols com o poderoso Real Madrid. E foi também o primeiro clube a ter sua camisa utilizada em um jogo de Copa do Mundo: no Mundial de 1950, México e Suíça se enfrentaram em Porto Alegre; como o árbitro achou que as cores das camisas das duas seleções (verde e vermelha, respectivamente) não tinham contraste suficiente, os mexicanos vestiram as camisas cruzeiristas, fazendo um jogo de Copa lembrar um Inter-Cruz – e, infelizmente, a vitória foi “vermelha” (ou seja, suíça), 2 a 1.

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Agora, aguardo com ansiedade o próximo domingo, quando terei um compromisso histórico no Olímpico Monumental: assistir ao primeiro Gre-Cruz da minha vida.

FORA CORNETA!

Não fui ao jogo do Grêmio contra o São José. Não deixo de fazer outras coisas por conta de partidas da primeira fase do Gauchão: sábado passado, estava com amigos em um sítio (não podia perder a provável única chance de fugir de Forno Alegre neste rigoroso verão); desta vez fui comer um churrasco – não fosse isso, teria ido ao Olímpico.

Portanto, só após a partida fiquei sabendo do que havia acontecido entre Jonas e a torcida – melhor dizendo, os corneteiros que frequentam a Social*. Pelo que li, o time não jogava bem, e os malas começaram a vaiar. O Zequinha saiu na frente, e aí as coisas pioraram. Então Jonas empatou, e ao invés de comemorar com sua tradicional dancinha, correu para a Social e xingou. Resultado: vaias a cada vez que ele pegava na bola; e a resposta não podia ser melhor: outro gol do artilheiro do Brasileirão 2010, que desta vez comemorou, mas não junto à Social, é óbvio.

Em si, a atitude de Jonas é errada. Nada pior para um time em começo de temporada do que um de seus principais jogadores entrar em atrito com a torcida.

Mas ao mesmo tempo, não posso simplesmente reprovar Jonas. Pois os corneteiros são simplesmente um saco. Parece que preferem vaiar o time do que torcer.

Eu já vaiei o time. Mas faço a ressalva: sempre depois do jogo. Durante a partida, torcedor tem de torcer, apoiar. De nada adianta vaiar o Grêmio quando joga mal, quando o que ele precisa é do incentivo para melhorar. Depois que acabou, o time perdeu ou jogou mal (ou as duas coisas), aí sim é o momento de vaiar, de protestar.

Não estás com vontade de torcer num jogo de Gauchão sexta de noite (ou sábado de verão à tarde)? Simples: vá fazer qualquer coisa (ler, comer, transar, viajar etc.; até mesmo fazer nada). Mas se fores ao estádio, enquanto o juiz não apitar o final do jogo, NÃO VAIA, PORRA!

Do contrário, quando tiveres em uma situação ruim, precisando de apoio para sair da merda, eu não farei isso: me limitarei a te criticar e xingar pelos erros que te causaram o problema. Incentivador, né?

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* Eu frequento a Social do Olímpico. E mais: a grande maioria dos que dali assistem aos jogos costuma torcer – logo, não quero estigmatizar os que frequentam aquele setor do estádio. Mas é fato que os piores corneteiros também costumam estar na Social, principalmente na parte central – ou seja, localizada atrás das casamatas. São ou não uns malas? Que se mandem pro Beira-Rio então!