A maior tradição do futebol brasileiro

Engana-se quem pensa que vou falar de “futebol-arte” e coisa parecida. Pois isso nem é exclusividade do Brasil: se o que Maradona jogava (e agora Messi joga) não se encaixa nesse conceito de “arte” do qual falam tantos opinistas, não sei mais o que é “futebol bonito”.

A maior tradição do futebol brasileiro chama-se politicagem. Nisso sim, somos inigualáveis. Tanto que, depois de relativa calma nos últimos anos, os clubes trataram de lembrar “os velhos tempos”, com o racha no Clube dos 13 e a possibilidade de acertos em separado com duas emissoras de televisão para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 (fim do mundo?) em diante. (E o Grêmio vai negociar diretamente com a Globo, ou seja, provavelmente ainda teremos por um bom tempo os jogos no maldito horário das 21h50min, sem contar que se manterá o monopólio “global”; e além de tudo, isso poderá ser muito prejudicial ao Tricolor, com clubes do eixo Rio-São Paulo recebendo mais que o Grêmio numa proporção muito superior à da atualidade.)

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