Cachorro em campo é vida

O pessoal do Impedimento apoia declaradamente as invasões caninas aos gramados de futebol. Como eles costumam dizer, “cachorro em campo é vida”.

Os cães já entraram em campo diversas vezes. Até mesmo em Copa do Mundo: no Mundial de 1962, no Chile, dois perros invadiram o gramado durante o jogo Brasil x Inglaterra – e um deles driblou ninguém menos que Garrincha.

Na Copa América de 2011, na Argentina, novamente um “cusco” esteve em campo. Foi durante a partida entre Brasil e Venezuela.

E agora, como foi dito no Impedimento, o Campeonato Brasileiro “atingiu sua maturidade”: um cão invadiu o gramado de São Januário no jogo Botafogo x Náutico, sendo ovacionado pela torcida presente.

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Por motivos óbvios, este blogueiro é totalmente favorável às invasões caninas nos campos de futebol. Do contrário, seria obrigação moral trocar o nome do blog…

Duas décadas em um piscar de olhos

A passagem do tempo é algo muito interessante. Sabemos que a cada dia que passa estamos mais perto da morte, essa coisa que tanto assusta mas que no fundo é o que de mais democrático existe (afinal, é o destino inexorável de todos nós, pouco importando renda, etnia, sexo ou clube do coração). Só que não costumamos parar para pensar nisso, até que alguém lembra que se passou bastante tempo de um fato importante.

Hoje, 4 de julho de 2013, a seleção da Argentina completa vinte anos sem levantar taças. Não são só dez, são vinte. Duas décadas. Duas vezes dez anos. Mas quem acha que o restante do texto é flauta e que no fim “reclamarei” que o Brasil não ganha nada há quatro dias, pode parar de ler. Não, melhor… Continue lendo.

Constatar que a Argentina está há 20 anos sem erguer um troféu no futebol me fez perceber que muita coisa mudou de lá para cá. Afinal, lembro daquela Copa América, decidida num aparentemente “próximo” 4 de julho de 1993, com vitória argentina de 2 a 1 sobre o México.

  • Estava na 5ª série, ia bem em todas as matérias, exceto em Educação Artística, na qual quase peguei recuperação. O final daquele ano foi o mais dramático que tive no colégio, e quando a professora anunciou as médias finais vibrei e disse “escapei da repescagem”. Referência justamente à situação da Argentina nas eliminatórias para a Copa de 1994, quando só obteve classificação via repescagem, “com as calças na mão” contra a Austrália;
  • Ainda tinha bastante cabelo, e não queimava a cabeça nos dias de verão;
  • O presidente do Brasil era Itamar Franco, que há menos de um ano assumira o cargo no lugar do destituído Fernando Collor;
  • Nunca tinha ouvido falar de Fernando Henrique Cardoso. De Lula e Brizola sim, pois lembrava da campanha eleitoral de 1989;
  • Na minha carteira, carregava cruzeiros. Ou melhor, logo a esvaziava, pois mesmo sem me desfazer das notas o dinheiro se ia, comido pela hiperinflação;
  • Quando me perguntavam o que seria quando crescesse, dizia “médico”. Ideia que alimentaria por mais quatro anos, até as primeiras aulas de Biologia no 2º grau;
  • Das aulas de Geografia, lembro muito bem que a professora tinha pedido que sempre levássemos um atlas. O meu era novo, mas os de alguns colegas eram um pouco mais antigos e em seus mapas aparecia um gigantesco país chamado “União Soviética”;
  • Aliás, por que raios de motivos a URSS tinha deixado de existir? Eu ainda nem sabia…

Três anos do jogaço

Foi nesta terça-feira. Três anos daquele 2 de julho de 2010, em que o Uruguai chegou à semifinal da Copa do Mundo na melhor partida em um Mundial desde 1994. Embora, como disse o Vicente Fonseca via Facebook, “o tempo tenha parado entre a mão de Suárez e a cavadinha de Loco Abreu”.

Sim, Loco Abreu… Piada em 1998 pelo Grêmio, e mito em 2010 com a camisa Celeste.

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E como é regra nos grandes jogos, lembramos onde estávamos naquele momento. No caso, assisti à partida no antigo bar Ritrovo, na Rua da República (dias depois o mesmo lugar estava fechado e não pude assistir à semifinal entre Uruguai e Holanda lá), acompanhado do Hélio Paz. Ao final, todos no bar se abraçaram, celebrando o futebol, esporte em nome do qual tantas barbaridades se faz (como estamos vendo aqui no Brasil), mas que não deixa de ser essa coisa incrível que demonstrou em Uruguai x Gana.

Um país de secadores

Acabou agora há pouco a partida entre Brasil e Chile, empate em 2 a 2. Não vi todo o jogo, mas me chamou a atenção a quantidade de manifestações contra a Seleção no Twitter e no Facebook. (E não me refiro a quem foi ao Mineirão, pois as vaias foram um claro sinal de descontentamento com o fraco desempenho nos últimos três anos.)

Antes de qualquer coisa, não quero criticar ninguém por isso (até porque eu também não consigo torcer faz muito tempo). Mas ultimamente eu venho me questionando: por que tantos não apoiam a Seleção, e chegam a torcer contra?

“Há corrupção na CBF”, poderá me dizer alguém. E é um bom motivo, afinal, ela é responsável pela Seleção. Porém, há corrupção em nosso clubes, e isso faz com que torçamos contra eles?

“O futebol é o ópio do povo”, poderá me dizer outra pessoa. Espero que seja coerente e não fume, não beba…

“A Seleção não me representa”, também pode ser um argumento. Mas, por esse critério, posso até dizer que o Grêmio não me representa – e não é por estar jogando mal, já que por pior que esteja, jamais chegará perto de minha “categoria” com uma bola de futebol.

Vários questionamentos poderiam ser feitos para tentar entender o motivo pelo qual tanta gente seca a Seleção (já eu sou indiferente). Talvez seja porque há corrupção na CBF, por não gostarem de futebol, não se sentirem representados por aqueles jogadores etc. Ou, quem sabe, sou eu que tenho muitos amigos “secadores”…

O incrível futebol romeno

No final de semana, o Politehnica Timisoara aplicou uma sonora goleada sobre o Timisul Urseni pela quinta divisão da Romênia: 9 a 0. Porém, o destaque da partida não foi o placar dilatado e sim o, digamos, carrinho-maca que foi atender um jogador do Timisul que se lesionou…

Uma tragédia anunciada

Caxias do Sul, 19 de maio de 2002. Pela primeira rodada do “Supergauchão”, Juventude e Internacional se enfrentaram no Estádio Alfredo Jaconi, com vitória do Inter por 1 a 0. Mas o futebol acabou ficando em segundo plano: o que marcou aquele domingo de muita neblina na Serra foi a violência.

No Alfredo Jaconi, bombas foram arremessadas contra a torcida do Inter e um colorado levou uma tijolada, sofrendo traumatismo craniano. Mas o pior aconteceu fora do estádio: um jovem que vestia a camisa da Super Raça (uma das torcidas organizadas do Grêmio) morreu devido à explosão de uma bomba caseira que ele carregava, e o mesmo artefato decepou a mão de um policial militar que o abordava; pouco depois, um ex-integrante da mesma Super Raça (fora expulso por ser “brigão”) levou um tiro.

Nos dias seguintes, a violência no futebol foi destaque na imprensa gaúcha. Muito se falou em acabar com as torcidas organizadas, de forma semelhante ao que acontecera em São Paulo sete anos antes. O Grêmio chegou a cortar os subsídios às suas torcidas organizadas, embora não de forma definitiva.

Pouco depois, teve início a Copa do Mundo de 2002. O Mundial passou a ser o assunto dominante, e a violência no futebol foi esquecida por aqui. Aliás, como é normal, dada a nossa “memória curta”.

Agora, se voltou a falar da violência nos estádios, em todo o país, graças à morte de um torcedor do San José, de Oruro, vítima de um foguete arremessado por um corinthiano em partida pela Libertadores, quarta-feira na Bolívia. Quando postei no Facebook o link da notícia, o meu irmão lembrou em um comentário: há muito tempo bombas e rojões são usados como armas em estádios. Logo, uma morte em decorrência disso era previsível.

O Corinthians foi provisoriamente punido pela CONMEBOL e terá de jogar o restante da competição sul-americana sem torcida. Apesar da imensa maioria dos corinthianos não ter culpa alguma, isso serve de exemplo a todos, e assim, a punição é justa. Muito embora seja um erro achar que apenas isso acabará com a violência no futebol.

Aliás, de nada adiantará falar em mil e uma “soluções mágicas” para a violência durante uma semana, para depois o assunto novamente cair no esquecimento e só ser lembrado quando ocorrer outra morte.

A infância virou um grande negócio

Quando eu era criança, não ganhava presente no dia 12 de outubro. Não chegava a achar ruim, pois três dias depois vinha o meu aniversário, fazíamos a festinha com os amigos e aí sim ganhava vários presentes.

Porém, o meu irmão também não ganhava nada em 12 de outubro. O motivo é simples: meus pais sempre diziam que devia dividir os presentes com ele. Ou seja, o que era meu também era dele, e vice-versa, e se não o deixasse usar os brinquedos, eu também não poderia brincar. Eu reclamava muito de precisar dividir os presentes porque meu irmão tinha o divertido hábito de destruir os brinquedos, mas de nada adiantavam meus protestos.

Agora, o detalhe principal: eles não davam todos os presentes que queríamos – seja em aniversário, Natal etc. Não digo que ficamos só querendo os brinquedos que pedíamos, mas sabíamos que se a lista fosse longa, ganharíamos muito menos da metade dela. Então, melhor pedir pouca coisa e ser feliz com aquilo: citando um exemplo, no Natal de 1989 um presente só, o Pense Bem, valeu por muitos.

Já hoje, o que acontece? Os pais, cada vez mais ausentes devido à correria dos tempos atuais, convivem pouco tempo com as crianças. E assim se percebem em uma situação terrível: não querem fazer todas as vontades delas, para não deixá-las mal-acostumadas (e também porque o salário tem fim), mas também não conseguem passar mais tempo com elas, e assim “compensam” a ausência dando presentes. E com a paranoia da segurança, se diz que “as ruas são muito perigosas” (e se elas forem abandonadas pela população, realmente ficarão perigosas). Resultado: os pais se sentem mais tranquilos se os filhos brincarem dentro de casa e, principalmente, se passarem a maior parte do tempo na frente da televisão.

As crianças, mais suscetíveis à influência da publicidade que os adultos (que têm um pouco mais de senso crítico), acabam por desejar tudo o que veem anunciado na telinha. Então, elas querem sempre um brinquedo, uma roupa, um tênis novo etc. E logo que ganhem, querem outro. Por um motivo simples: se não tiverem nada de novo para mostrar por muito tempo, acabam se sentindo excluídas da turminha de amigos (que também estão sempre ganhando coisas novas). E os pais acabam cedendo ao desejo das crianças.

Mas engana-se quem pensa que é só a publicidade “infantil” (ou seja, de produtos destinados a esse público em específico) que influencia as crianças. Muitas delas conhecem marcas de cerveja por causa daquelas propagandas engraçadinhas, tipo as da tartaruguinha que fazia embaixadinhas (veiculadas durante a Copa de 2002), ou com outros bichinhos. Começam a falar de assuntos nada adequados para sua idade, graças à televisão. E assim vemos cada vez mais crianças que ao invés de brincarem, se transformam em verdadeiros “adultos em miniatura”: têm celular e o trocam até mais de uma vez por ano, meninas com menos de 10 anos se maquiam e calçam salto alto…

É sobre isso que trata o excelente documentário abaixo, “Criança – A alma do negócio” (que pode ser baixado aqui). Assista, reflita e difunda.

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Seja no Dia da Criança ou em qualquer outro, a ideia é sempre válida: não há melhor presente que a presença. Um brinquedo novo é bacana, mas nada substitui um passeio, uma ida ao parque… E (por que não?) ao estádio de futebol.

Como mostra o fantástico vídeo que pesquei lá no Impedimento, da primeira vez em que o pequeno torcedor do Racing de Avellaneda entra no estádio do clube. Duvido que algum joguinho eletrônico deixasse o guri tão empolgado.

El otro fútbol

Eis um filme que preciso assistir. El otro fútbol é um documentário dirigido pelo fotógrafo e publicitário argentino Federico Peretti, que ao lado do jornalista Fernando Prieto, passou mais de três anos fotografando e filmando jogos de futebol das divisões inferiores da Argentina.

Peretti concedeu uma entrevista ao Impedimento, e ao longo da leitura percebi que se fosse feito um trabalho semelhante aqui no Brasil, a única diferença seria, em linhas gerais, o idioma do filme.

Aliás, quando ele fala no “espírito amador que na primeira divisão e no futebol europeu já está quase perdido”, foi impossível não lembrar de minha ida ao Arthur Lawson em abril passado, para assistir Rio Grande x 14 de Julho (Livramento), pela Divisão de Acesso do Gauchão. Aquela partida me fez ter a impressão de que assistia a um futebol “com cara de antigamente”: em um estádio pequeno, mas com cara de estádio e não de shopping center (o que tem sido a regra nas novas “arenas multiuso” inauguradas mundo afora); e com direito a comer um churrasquinho no intervalo (algo inimaginável em algum jogo da dupla Gre-Nal, já que o palito seria considerado uma “arma em potencial”).

Abaixo, o trailer do filme que, espero, não demore muito tempo para ser exibido no Brasil…

A arrancada do Brasil em Londres

Por um certo tempo, no sábado, aconteceu algo que não lembro de ter visto alguma vez nos Jogos Olímpicos. Enquanto acompanhava o tênis de mesa masculino, veio a informação de que o nadador Thiago Pereira conquistara a medalha de prata nos 400 metros medley. Com esta prata, o Brasil passava a ocupar, naquele momento, o segundo lugar no quadro de medalhas dos Jogos de Londres, com um ouro, uma prata e um bronze. Estávamos à frente dos Estados Unidos, e atrás somente da China.

Além da medalha de Thiago Pereira na natação, mais duas vieram do judô: Sarah Menezes, na categoria até 48kg, ganhou o primeiro ouro para as mulheres brasileiras no esporte; já no masculino, Felipe Kitadai foi bronze na categoria até 60kg.

Claro que depois o Brasil caiu algumas posições, visto que não ganhou mais medalhas desde então – no momento que escrevo, ocupa o oitavo lugar, empatado com Austrália e Hungria. Porém, essas três medalhas dão uma amostra do que é necessário para um país estar “nas cabeças” em Jogos Olímpicos: incentivar a prática esportiva em geral, não apenas as modalidades coletivas como futebol, vôlei e basquete, que possibilitam apenas duas medalhas para o país – uma no masculino e outra no feminino.

Nos dois esportes que deram medalhas ao Brasil até agora, há várias possibilidades de se subir ao pódio. Inclusive com mais de uma medalha por categoria, como na natação – nos 400 metros medley feminino, o ouro e o bronze ficaram com nadadoras chinesas.

O mais importante, porém, não é ganhar medalhas, e sim, oferecer perspectivas de futuro à juventude através da prática esportiva (que também beneficia a saúde, tanto física quanto mental). Quando há o fomento à formação de novos atletas, a tendência é que os bons resultados apareçam – com ou sem medalhas. Diferentemente de quando o talento em uma modalidade surge esporadicamente: ele acaba carregando sobre os ombros a responsabilidade de “ser o Brasil”, e não “mais um brasileiro”; aí, quando não vence (o que é a coisa mais normal no esporte), acaba sendo visto como “fracassado” – quando deveria mesmo é ser exaltado, servir de exemplo, por ir longe representando as cores de um país que pouco o incentivou.

E quando falo de incentivo, não me refiro apenas a torcer. É fundamental que já na escola as crianças pratiquem diversos esportes, e não só futebol, vôlei e basquete. E é também necessário aporte financeiro aos atletas, por meio de patrocínios da iniciativa privada, e mesmo apoio estatal (Sarah Menezes, por exemplo, é beneficiária do programa federal Bolsa Atleta), para que eles possam se dedicar integralmente aos treinamentos, se mantendo sem a necessidade de trabalhar com outras atividades* (o que resulta em menos tempo para treinar).

“Governo dar dinheiro pra vagabundo treinar ao invés de trabalhar? Nem pensar!”, dirão os de mentalidade tacanha. Quem pensa assim, não tem o direito de reclamar que o Brasil ganhe poucas medalhas.

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* Atualização em 30/07/2012, 19:07. O Hélio fez um comentário me dando um necessário “puxão de orelhas”: o trabalho de um atleta profissional é… Ser atleta! Assim como o do pesquisador acadêmico é ser pesquisador. Para ver só: de tão acostumado a conviver com pessoas que não veem certas atividades como trabalho, acabei “pisando em casca de banana”.

CBF: não mudou nada

A saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF, cargo que ocupava desde 1989 (que estranho, a Globo nunca o chamou de ditador…), é obviamente um fato a ser saudado. Afinal, já vinham de bom tempo atrás as acusações de corrupção contra Teixeira: em 2000-2001, uma CPI já investigara as denúncias contra a CBF.

O sucessor de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, já foi governador de São Paulo por dez meses no início dos anos 80, completando o mandato de Paulo Maluf, que renunciou para ser candidato a deputado federal pelo PDS nas eleições de 1982. Vamos combinar que ter sido vice de Maluf não é algo lá muito abonador… E Marin assume com um discurso de continuidade, o que é ainda menos animador.

Afinal, o que deve ser mantido após estes 23 anos de “era Teixeira”? Os títulos da seleção brasileira (masculina), como as Copas de 1994 e 2002? Ora, mas quem joga são os jogadores, e não os dirigentes… (E se o Brasil é tão forte no futebol, é graças aos jogadores, e apesar dos dirigentes.)

Ou seria mantido o ridículo apoio da CBF ao futebol feminino? Que, aliás, confirma a nossa força apesar dos dirigentes, pois mesmo sem estrutura alguma e, pasmem, sem um campeonato nacional, as nossas craques são sempre candidatas ao título nas Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos.

Se houve algum progresso nos 23 anos de Ricardo Teixeira à frente da CBF (como a implantação dos pontos corridos e o respeito aos regulamentos no Campeonato Brasileiro), isso não apaga as denúncias contra o dirigente e toda a politicagem que marcou o período. Verdade que ela já existia antes de Teixeira assumir a presidência da CBF, mas se ele a manteve, francamente, não podemos falar em “progresso” do futebol brasileiro como um todo.

Ainda mais que os clubes brasileiros hoje em dia têm imensa dificuldade para manter seus jogadores frente ao assédio dos clubes europeus, que levam embora nossos craques cada vez mais cedo. Enquanto isso, a entidade demonstra preocupar-se apenas com a seleção (masculina), apresentada ao mundo como o principal “produto” da “marca CBF”, sem nada fazer em real benefício dos clubes.

Portanto, o momento não é próprio para empolgação. Ver Ricardo Teixeira fora da CBF pode ser bom, mas sua saída pode muito bem ser a famosa “troca de seis por meia dúzia”.